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02/06/2026

São Paulo registra menor índice de perdas de água entre as maiores capitais do país

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A cidade de São Paulo registrou o menor índice de perdas de água entre as cinco capitais mais populosas do Brasil. Segundo o estudo Perdas de Água 2026, divulgado nesta terça-feira (2) pelo Instituto Trata Brasil com dados de 2024, a capital paulista – que tem os serviços operados pela Sabesp – registrou índice de perdas na distribuição de 24,4%, resultado que já atende à meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para 2033.

O desempenho coloca São Paulo à frente de Brasília (31,5%), Rio de Janeiro (38,9%), Fortaleza (48,8%) e Salvador (53,3%), consolidando o saneamento na capital paulista como referência nacional em eficiência operacional e gestão dos sistemas de abastecimento.

O resultado reflete uma estratégia baseada em investimentos contínuos, modernização da infraestrutura e uso intensivo de tecnologia para identificação e prevenção de perdas de água. Somente entre 2024 e 2025, a Sabesp investiu mais de R$ 1,6 bilhão em ações voltadas ao combate às perdas na capital paulista.

Além do destaque de São Paulo, a Sabesp também se sobressai no ranking nacional ao reunir seis municípios entre os 20 melhores colocados entre os 100 mais populosos do país. Além da capital, figuram entre os destaques São Bernardo do Campo, Santos, Suzano, Taubaté e Franca, municípios que apresentam índices de perdas significativamente inferiores à média nacional, atualmente superior a 40%.

Os resultados refletem a maior ofensiva contra perdas de água já realizada no saneamento brasileiro. Até 2029, a Sabesp investirá quase R$ 9 bilhões em programas voltados à redução de perdas, renovação de redes, digitalização dos sistemas e incorporação de novas tecnologias.

LEIA TAMBÉM: Mais qualidade de vida e preservação ambiental: investimento de R$ 3,7 bi em saneamento transforma o Litoral Norte 

Tecnologia para reduzir perdas

A Companhia está ampliando o uso de tecnologias inéditas no setor de saneamento brasileiro, incluindo imagens de satélite associadas à inteligência artificial para localizar vazamentos não visíveis no subsolo. A ferramenta identifica a assinatura espectral do cloro presente exclusivamente na água tratada e permite detectar perdas ocultas com rapidez e precisão.

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Também estão sendo implantados carros equipados com sensores e inteligência artificial capazes de identificar anomalias na rede em tempo real, além de válvulas inteligentes que ajustam automaticamente a pressão do sistema para reduzir riscos de vazamentos e rompimentos.

Outro avanço é a instalação de 300 pontos de Manobra Remota (SMR), que permitem controlar trechos da rede diretamente dos centros operacionais, reduzindo o tempo de resposta a ocorrências e aumentando a eficiência das operações.

Na capital paulista, a modernização inclui ainda a substituição gradual dos hidrômetros convencionais por equipamentos inteligentes conectados à internet, ampliando a capacidade de monitoramento e a identificação precoce de vazamentos.

Perdas reais e não físicas

As perdas de água são inerentes aos sistemas de abastecimento, ou seja, por melhor que seja a condição da infraestrutura e por mais eficiente que seja sua operação e manutenção, não existe perda zero. As perdas são divididas em duas parcelas: reais ou físicas, que são quando os volumes de água não são consumidos por serem perdidos ao longo dos sistemas, principalmente por conta de vazamentos; e as não físicas ou aparentes, que são volumes de água consumidos, mas não medidos e contabilizados, principalmente devido a irregularidades (fraudes e furtos) e à submedição dos hidrômetros dos clientes.

Universalização do acesso à água

O Estado de São Paulo recebeu em 2025 o maior investimento da história para ampliar o acesso da população à água e esgoto tratado. Foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior. O crescimento foi possível após a desestatização da empresa, realizada em julho de 2024 pelo Governo de São Paulo. O principal objetivo era acelerar a universalização do saneamento básico no estado, prevista para ocorrer em 2029.

O Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, dos quais R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população paulista.



Informações GOV.SP

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