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10/08/2026

Comissão de Saúde discute possíveis impactos de greve de trabalhadores da Hapvida no atendimento a servidores e população

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Comissão de Saúde discute possíveis impactos de greve de trabalhadores da Hapvida no atendimento a servidores e população

Devido ao contrato de prestação de serviços firmado entre a Prefeitura e a empresa Hapvida, responsável pelo convênio médico dos servidores municipais, a Comissão de Saúde da Câmara realizou, nesta segunda-feira, 10 de agosto, uma reunião com representantes sindicais e do Executivo para discutir os possíveis impactos no atendimento de funcionários públicos e da população em caso de uma paralisação dos trabalhadores da entidade programada para terça-feira, 11 de agosto, a partir das 7h. A reunião foi transmitida ao vivo e o vídeo pode ser conferido na íntegra neste link.

Participaram da reunião o secretário municipal de Administração, Thiago Guimarães; e os representantes sindicais Leandro de Oliveira Barreto (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região  – Sinsaúde) e Gisele Tomaz Melo (Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de Limeira – Sindsel). A Hapvida não enviou representante.

Conforme Leandro, junho é a data base da categoria e a proposta oferecida pela Hapvida aos trabalhadores foi de 4,42% de reajuste nos salários a partir da folha de pagamento de outubro, também propôs o mesmo reajuste no vale-refeição e o vale-alimentação de R$ 470,00. Ele informou que essa proposta não foi aceita pelos trabalhadores, que optaram pela greve.

De acordo com ele, foi necessário buscar a mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e uma nova proposta foi apresentada pela empresa: reajuste de 4,42% no período de junho a setembro, com abono em uma única vez a partir de outubro, vale alimentação de R$ 485,00. O representante do Sinsaúde esclareceu que a nova proposta será apresentada em assembleia na terça-feira, 11 de agosto, quando será decidido pelos trabalhadores se haverá paralisação ou não.

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O presidente da Comissão de Saúde, Dr. Marcelo Rossi (MDB) destacou que a reivindicação é válida e justa, mas que é preciso pensar em formas de não prejudicar o atendimento dos conveniados, sejam servidores ou a população em geral, principalmente porque a demanda não atendida pela Hapvida vai aumentar a busca pelas unidades de saúde municipais e o SUS. Gisele, representante do Sindsel, também demonstrou preocupação com o atendimento aos servidores municipais caso haja a paralisação.

O representante do Sinsaúde esclareceu que a intenção da greve não é prejudicar ninguém, mas sim garantir o respeito necessário aos trabalhadores. Disse também que o limite constitucional de 30% estará garantido e que se houver liminar solicitando o aumento desse número, ela será respeitada.

“Respeitamos o direito constitucional da greve, mas que seja construtiva, é um direito reivindicar qualidade de saúde para nossos usuários e para quem pratica também a saúde. É importante existir o equilíbrio de bem-estar entre o usuário e o trabalhador”, afirmou o presidente do colegiado, deixando a Comissão à disposição das entidades.

A Comissão de Saúde é responsável por tratar e fiscalizar todos os assuntos relacionados a hospitais públicos e privados que atendem pacientes do SUS, bem como manifestar-se sobre assuntos ligados à vigilância sanitária, epidemiológica e nutricional, além de elaborar campanhas e ações preventivas sobre saúde e controle de epidemias.

O colegiado é formado pelos vereadores Dr. Marcelo Rossi (MDB), presidente; Zé da Farmácia (Solidariedade), vice-presidente, e Elias Barbosa (PRTB), secretário.


Fonte: Câmara Municipal de Limeira

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