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Limeira
09/08/2026

Comissão de Meio Ambiente visita cooperativa de reciclagem e Banco de Materiais

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Comissão de Meio Ambiente visita cooperativa de reciclagem e Banco de Materiais

Os vereadores da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Limeira, Felipe Penedo (PL), presidente, e Helder do Táxi (PSD), secretário, visitaram a Cooperativa de Reciclagem de Limeira (Coopereli), no Jardim Aeroporto, nesta sexta-feira, 7 de agosto. Em seguida, realizaram diligência no Banco de Materiais, que funciona ao lado do galpão que abrigava a antiga Fábrica de Mobiliário Urbano de Limeira (Famul). O objetivo foi verificar o funcionamento das unidades, identificar as demandas para aprimoramento operacional e avaliar os benefícios ambientais gerados por esses locais.

Reciclagem

A Coopereli está instalada na Avenida Dr. Antonio de Luna, 1.323, e funciona por meio de Contrato de Concessão de Direito Real de Uso com a Prefeitura. Atualmente, são 13 cooperados atuando no trabalho de recebimento, separação e prensa de materiais recicláveis. Esses insumos são posteriormente comercializados com empresas parceiras da cooperativa, o que auxilia na renda dos recicladores. O funcionamento é de segunda a sábado, das 7h às 16h.

Os vereadores conversaram, durante a diligência, com os cooperados para entender as demandas operacionais e verificaram que houve redução na frequência de caminhões de coleta que entregam resíduos na cooperativa. A média diária de descarregamentos caiu de dois veículos para um.

Outro ponto percebido pela Comissão é que a maior parte do material urbano recolhido apresenta baixo aproveitamento em razão da mistura do que deveria ser reciclado com resíduos orgânicos e rejeitos. Foi mencionado pelos cooperados que em um descarregamento de cerca de 1.100 quilogramas de resíduos sólidos recolhidos apenas um terço é aproveitado na triagem para reciclagem.

Os membros da Comissão de Meio Ambiente destacaram que a atividade realizada pelos cooperados possui relevância social e ambiental, pois funciona como suporte para a preservação ambiental na separação de resíduos e como fonte de sustento para famílias que geram renda com o que conseguem aproveitar na triagem.

Para Felipe Penedo, cabe ao poder público ampliar o trabalho de educação ambiental da população sobre a coleta seletiva, bem como aprimorar a logística. Ele sugeriu o alinhamento de políticas públicas que envolvam campanhas de conscientização sobre a separação de resíduos, infraestrutura para o descarte correto no dia a dia, rotas de coleta e integração com a cooperativa de catadores.

Coleta seletiva

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Além de abordado na diligência, o tema coleta seletiva foi pautado pela Comissão na reunião do dia 16 de julho. Por meio de ofício enviado à Prefeitura, os vereadores solicitaram esclarecimentos sobre o contrato da coleta seletiva, o volume de resíduos coletados em toneladas, a quantidade de rotas, veículos e equipes em operação.

O colegiado também pediu detalhes sobre os critérios de remuneração previstos em contrato, cópias de planilhas e boletins de medição dos últimos três meses, notas fiscais, atestados de fiscalização e o registro de reclamações de munícipes. Foram requeridos ainda dados sobre a cobertura territorial da coleta nos bairros.

Banco de Materiais

Também no bairro Jardim Aeroporto, os vereadores visitaram o Banco de Materiais, localizado ao lado do galpão da antiga Famul. Durante a diligência, o colegiado observou a redução das atividades, uma vez que não há a integração de programas de capacitação e ressocialização profissional em parceria com o sistema prisional como anteriormente.

O programa funciona como um sistema de doações e repasses vinculado à Secretaria Municipal de Habitação. O Banco armazena materiais que poderiam ser descartados, mas que são aproveitados para manutenção urbana, como bancos de praças, guias, sarjetas, lixeiras, alambrados e tijolos, gerando redução de custos operacionais e de gasto público.

O local recebe materiais de construção, como portas, janelas, telhas, lajotas e louças sanitárias. Para isso, os doadores entram em contato com a Secretaria de Habitação informando dados de identificação e o tipo de material desejado. Em seguida, um técnico realiza vistoria para avaliar a qualidade dos itens antes de agendar a retirada das doações.

Já em relação ao repasse às famílias, os interessados recebem atendimento por meio da Secretaria de Promoção Social Municipal (Seprosom) e passam por análise dos critérios de perfil social exigidos, antes do encaminhamento da demanda à Secretaria de Habitação para recebimento dos materiais demandados.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Felipe Penedo defendeu o diálogo do colegiado com a Prefeitura em defesa da reativação da Famul. A finalidade, segundo ele, é ampliar o reaproveitamento de insumos, bem como retomar a produção própria aliada ao Banco de Materiais que pode otimizar a zeladoria urbana.


Fonte: Câmara Municipal de Limeira

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