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04/02/2026

Volta às aulas pede atenção com bullying no ambiente escolar

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O retorno às aulas marca não apenas a retomada dos estudos, mas também da convivência entre alunos, grupos, amizades e dos desafios próprios do ambiente escolar. É nesse contexto que um tema sensível e cada vez mais urgente volta ao centro do debate: o bullying.

Dados recentes reforçam a gravidade do cenário. O Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Ipea e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (dados de 2023), aponta aumento significativo na violência escolar e no bullying no Brasil, com casos crescendo mais de 30% em uma década. O documento aponta que os relatos de bullying aumentaram de 30,9% em 2009 para 40,5% em 2019.

O psicólogo Rafael Falco, orientador educacional do Colégio Jandyra, destaca que o bullying não deve ser tratado apenas como um problema disciplinar ou pedagógico, mas como uma questão de saúde emocional, convivência social e, mais recentemente, também de responsabilidade legal. Desde janeiro de 2024, o bullying e o ciberbullying passaram a ser tipificados como crimes no Brasil, por meio da Lei nº 14.811, que alterou o Código Penal Brasileiro.

Falco defende que, para compreender a gravidade do problema, é fundamental distinguir o que de fato caracteriza o bullying. “Diferentemente de conflitos pontuais, desentendimentos ou brigas isoladas, o bullying é uma violência recorrente, marcada por atitudes agressivas repetidas, sejam físicas ou verbais, com a intenção de humilhar, intimidar ou ferir. Em geral, ocorre dentro de uma relação desigual de poder, na qual a vítima encontra dificuldade para se defender”, explica.

Quando essas práticas acontecem por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens ou ambientes virtuais, configura-se o ciberbullying, cujos impactos emocionais podem ser tão graves ou até mais intensos do que os presenciais. Entre os sinais de alerta estão mudanças bruscas de comportamento, isolamento, tristeza constante, irritabilidade, ansiedade sem causa aparente, queixas frequentes de dores de cabeça ou estômago, queda no rendimento escolar, medo ou recusa em ir à escola, além do surgimento de machucados sem explicação ou danos recorrentes a pertences pessoais.

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O especialista alerta ainda para a importância de ampliar o olhar sobre o tema. Tão relevante quanto identificar possíveis vítimas é refletir se a criança ou o adolescente pode estar praticando o bullying. “Em muitos casos, quem agride também necessita de ajuda, podendo reproduzir violências vivenciadas anteriormente ou expressar inseguranças e dores emocionais por meio da agressão”, orienta.

Nesse cenário, o diálogo entre família e escola é apontado como o caminho mais eficaz para a prevenção. Criar espaços seguros de escuta, ensinar as crianças a reconhecer e nomear emoções, estimular a empatia e a resolução de conflitos por meio da comunicação não violenta são estratégias fundamentais para a construção de relações mais saudáveis.

COMBATE

Em Limeira, o Colégio Jandyra desenvolve ações contínuas voltadas à prevenção e ao enfrentamento do bullying. Por meio do Serviço de Orientação Educacional, a escola oferece um espaço estruturado de escuta e diálogo, onde os alunos podem relatar conflitos e dificuldades, especialmente nas relações interpessoais vivenciadas no ambiente escolar.

Além disso, o tema é trabalhado de forma transversal nas aulas de Projeto de Vida, presentes em todas as séries. Nesses encontros, os alunos têm contato com dados, reflexões e discussões que visam conscientizar sobre os impactos do bullying e fortalecer o papel dos chamados “espectadores”, alunos que presenciam situações de violência e podem atuar como agentes fundamentais na prevenção e no combate a essas práticas. Mais do que apresentar números, o objetivo do Jandyra é mostrar aos alunos que a escola se importa com todos os envolvidos. “Nosso olhar não está voltado apenas para quem sofre ou para quem agride, mas para todas as crianças. Sabemos que os conflitos fazem parte das relações humanas, mas acreditamos que, por meio da educação socioemocional e do trabalho preventivo, é possível reduzir significativamente os casos e promover um ambiente mais respeitoso e humano”, destaca Falco.



Informações: Dínamus Comunicação

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