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07/05/2026

SuperAção SP traz desenvolvimento profissional a agentes de campo

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O programa SuperAção SP tem proporcionado o desenvolvimento profissional dos seus agentes, que vão a campo com a missão de atender as famílias paulistas em situação de vulnerabilidade social. Com isso, os profissionais acumulam conhecimento sobre os territórios ao mesmo tempo que promovem autonomia das famílias.

Atualmente, o programa conta com 467 agentes e 42 supervisores contratados, dos quais 447 agentes e 42 supervisores já estão em atuação direta.

Cátia Muniz, por exemplo, começou como agente em setembro de 2025, atendendo famílias de Campinas. Desde março deste ano, passou a supervisionar cinco municípios: Vinhedo, Indaiatuba, Louveira, Itupeva e Valinhos. “É um desafio, mas estou confiante porque, como já fui agente, consigo sanar as dúvidas das equipes sob minha supervisão”, afirma Cátia.

LEIA TAMBÉM: Governo de SP realiza maior formação de agentes desde o início do programa SuperAção SP

O que fazem os agentes de SuperAção?

“Os agentes são responsáveis pelas visitas domiciliares, têm contato direto com cada família atendida pelo SuperAção SP. Já o supervisor tem que ter um perfil maior de liderança e de gestão, pois responde pelas equipes de agentes, pela mediação de conflito; faz o planejamento das rotinas de visitações; realiza contatos e encaminhamentos junto aos representantes municipais, por isso tem que ter uma capacidade de articulação; por participar de comitês, acaba sendo um representante institucional do Programa”, explica Maria Brant, coordenadora de Campo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição responsável pela capacitação e contratação dos profissionais.

“Como agentes, trabalhamos na linha de frente, olhando as famílias nos olhos. Temos que ter sensibilidade e escuta qualificada para compreender a realidade de cada uma delas”, observa Stephani Venâncio, outra agente promovida a supervisora.

“Tudo isso nos auxilia a ter esse mesmo olhar empático para os agentes sob nossa supervisão, para os representantes do município.” Stephani era agente em Barueri e passou a atuar como supervisora em Osasco, cidade onde mora.

Flávia van Oorschot avalia de forma semelhante. “Conhecer a rotina, os desafios e as necessidades do território me permite ter um olhar mais estratégico e ao mesmo tempo empático com a equipe, facilitando na condução do trabalho e sempre buscando melhores caminhos e resultados.” Ela trabalhava como agente em Cabreúva. Hoje supervisiona equipes em Jundiaí, Várzea Paulista, Itatiba e Jarinu.

Da esquerda para a direita: as agentes Stephani, Flávia e Cátia. Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Progressão de carreira dos agentes de SuperAção

Maria Brant, da FGV, explica que essa evolução funcional se dá por meio da observação da coordenação. “Percebemos que determinados agentes, além de cumprir as visitações domiciliares, têm uma participação muito diferenciada na rotina do Programa”, avalia. “Como disponibilizamos muito mais vagas para agentes do que para supervisores, acabamos contratando agentes com perfil de supervisão e na primeira oportunidade aproveitamos esses currículos.”

O aumento de responsabilidades é recompensado com um reajuste considerável no salário. Cada agente recebe cerca de R$ 3,7 mil por mês. A remuneração mensal de um supervisor é superior a R$ 7 mil. “Essa evolução traz estabilidade e melhores condições para planejar o futuro”, comemora Flávia. Formada em Serviço Social, ela conta que sua trajetória foi construída com muito esforço e aprendizado contínuo. “Tive experiências que contribuem para o meu crescimento pessoal e profissional. No Programa Superação SP, encontrei um propósito ainda maior, onde estou desenvolvendo minhas habilidades e evoluindo com responsabilidade e compromisso.”

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“Para mim essa mudança de salário foi excelente, um reconhecimento muito importante para o desenvolvimento das atividades”, afirma Cátia. Ela tem graduação em Ciências Sociais, mestrado em Antropologia, doutorado e pós-doutorado na mesma área da graduação.

“É uma evolução significativa, que mostra a responsabilidade que nos é depositada com a promoção de cargo”, reflete Stephani, que também é formada em Serviço Social.

Sobre o SuperAção SP

O SuperAção SP é um programa do Governo de São Paulo que integra políticas públicas de diferentes áreas em uma jornada completa de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social, com acompanhamento individualizado para a promoção da autonomia. A iniciativa é voltada a famílias residentes no estado, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e com renda familiar por pessoa inferior a meio salário-mínimo nacional.

Além disso, o trabalho dos agentes inclui conectar as famílias a políticas públicas às quais já têm direito, mas que muitas vezes não acessavam por falta de informação, orientação ou acesso. O acompanhamento pode durar até dois anos, com monitoramento adicional para avaliação dos avanços.

O SuperAção SP atua por meio de duas trilhas de apoio. Na Trilha de Proteção Social, famílias em situação de maior vulnerabilidade recebem acompanhamento prioritário com auxílio mensal para atendimento de necessidades básicas. Já na Trilha de Superação da Pobreza, o foco é a capacitação, a qualificação profissional e a inclusão no mundo do trabalho, com acompanhamento contínuo e diversos incentivos financeiros ao longo da jornada.

O atendimento é estruturado em três módulos complementares: Proteger, voltado ao acesso às políticas públicas disponíveis na região; Desenvolver, com foco em educação e qualificação profissional; e Incluir, orientado à inserção no mercado de trabalho por meio do emprego formal ou do empreendedorismo.

A atuação ocorre diretamente nos territórios, com os agentes de SuperAção SP visitando as famílias em suas casas para realizar um diagnóstico e construir com elas o Plano de Desenvolvimento Familiar (PDF), um documento que organiza metas e oportunidades de acordo com o perfil profissional, educacional e social de cada família.

O documento traça metas e ações com foco na inclusão produtiva, no fortalecimento de vínculos comunitários e no acesso a serviços de saúde, educação, habitação e renda. O acompanhamento tem duração de dois anos, seguido de seis meses de monitoramento. Os auxílios e incentivos podem ultrapassar R$ 10 mil ao longo de todas as etapas.

Atualmente, o programa está em 48 municípios que aderiram à primeira onda. A iniciativa prevê beneficiar 105 mil famílias até 2027, com investimento superior a R$ 1,5 bilhão, entre recursos do Tesouro Estadual e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).



Informações GOV.SP

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