
A velocista Rayane Soares consolidou sua hegemonia no cenário mundial ao conquistar duas medalhas de ouro (100m e 400m) no Grand Prix de Atletismo de Rabat, no Marrocos, no último fim de semana, na categoria para corredoras com baixa visão. A performance da atleta do Time São Paulo aponta para um objetivo audacioso: Rayane trabalha para ser a primeira velocista do Brasil a conquistar o índice para disputar em 2028 uma Olimpíada ao lado de adversárias sem deficiência, além da Paralimpíada, que acontece na sequência.
Aos 29 anos, Rayane Soares é uma especialista em velocidade que combina força explosiva com uma biomecânica de corrida impecável. O desempenho em Rabat é o ponto de partida de um ciclo que tem como objetivo não apenas colecionar medalhas, mas redefinir os limites do atletismo nacional.
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Integrante do Time São Paulo Paralímpico desde 2022, Rayane conta com o suporte da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD). O programa oferece a infraestrutura necessária para que o talento da atleta seja convertido em recordes, incluindo tecnologia esportiva, suporte médico e suplementação de ponta. Atualmente, o governo de São Paulo investe R$ 8,2 milhões no apoio a 157 atletas.
Para Marcos da Costa, secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a meta de Rayane é um marco para o esporte: “O objetivo da Rayane de disputar uma Olimpíada reforça que o esporte paralímpico brasileiro é sinônimo de elite mundial. Seguindo os passos de pioneiras como Bruna Alexandre, Rayane mostra que a técnica e o investimento correto permitem que nossos atletas ocupem todos os espaços. O Governo de São Paulo apoia esse protagonismo”, destaca o secretário.
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Precisão técnica e domínio de pista
Natural de Caxias (MA) e com microftalmia bilateral congênita, Rayane construiu uma carreira baseada na precisão e na autonomia.
No atletismo paralímpico, Rayane compete na categoria T13, para atletas com baixa visão que apresentem acuidade visual variando entre 2/60 e 6/60 pés ou campo visual de até 40 graus.
Nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, ela garantiu o ouro nos 400m e a prata nos 100m. Sua consistência é comprovada por resultados em mundiais consecutivos: três medalhas em Kobe 2024 e duas pratas em Nova Déli 2025.
“Meu foco é Los Angeles 2028. Além de defender meus títulos paralímpicos, quero buscar o índice olímpico. Eu conheço a pista de atletismo tão bem que me sinto pronta para correr em alto nível também como atleta olímpica. É uma questão de técnica e trabalho duro”, afirma Rayane, que integra o cenário de elite desde 2015.
Caso alcance o índice para as Olimpíadas e para as Paralimpíadas de Los Angeles 2028, Rayane se tornará a segunda mulher brasileira na história a competir em ambas as edições dos Jogos no mesmo ano, um feito inaugurado por Bruna Alexandre, do tênis de mesa, em Paris-2024.






