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10/02/2026

o que você precisa saber para se proteger

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Com a chegada do Carnaval, período marcado por festas, encontros e maior interação social, cresce também a preocupação com a saúde sexual. O Ministério da Saúde alerta que após grandes eventos festivos é comum haver aumento no número de diagnósticos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), atualmente chamadas de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

As ISTs são transmitidas principalmente por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo, sejam elas vaginais, anais ou orais, e um dos principais desafios no controle dessas infecções é o fato de que muitas podem evoluir de forma silenciosa, sem sintomas imediatos. “A ausência de sinais não significa ausência de infecção. Muitas pessoas continuam transmitindo ISTs sem saber, o que torna a prevenção e a testagem ainda mais importantes”, explica a ginecologista integrativa Monique Mion Bürguer.

A especialista orienta que durante e após o Carnaval, é comum observar maior incidência de infecções como sífilis, HIV, gonorreia, clamídia, herpes genital, HPV e as hepatites virais B e C. Algumas dessas infecções podem causar corrimento vaginal ou uretral, feridas, coceira, dor ao urinar ou durante a relação sexual. No entanto, muitas evoluem de forma assintomática e só são identificadas em exames de rotina ou quando já provocaram complicações. “É justamente o caráter silencioso de várias ISTs que faz com que o diagnóstico tardio seja tão comum. Quando descobertas precocemente, grande parte delas tem tratamento eficaz”, destaca a médica.

Por que o risco aumenta no Carnaval?

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Segundo a especialista, alguns comportamentos típicos do período contribuem para o aumento do risco de transmissão. O consumo de álcool, a quebra da rotina, o envolvimento com múltiplos parceiros e a falsa sensação de segurança acabam reduzindo o uso do preservativo. “Ainda existe o mito de que ‘uma vez não faz diferença’, mas uma única relação sexual sem proteção pode ser suficiente para a transmissão de uma infecção”, alerta a Monique.

A prevenção segue sendo a principal aliada da saúde sexual. Entre as orientações fundamentais estão o uso de preservativo masculino ou feminino em todas as relações sexuais, evitar o compartilhamento de objetos íntimos, realizar testagem regular, especialmente após situações de risco, manter a vacinação em dia, como contra HPV e hepatite B.

A médica também destaca que o SUS oferece testes rápidos e gratuitos para HIV, sífilis e hepatites virais, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce. “Falar sobre ISTs não significa tirar a alegria da festa, mas promover consciência e autocuidado. Liberdade precisa caminhar junto com responsabilidade. O prazer não pode custar a saúde”, reforça a ginecologista.



Informações: Dínamus Comunicação

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