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18/09/2026

Quando a mulher deve parar de normalizar a exaustão?

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Especialista alerta para a importância de observar a persistência da exaustão e os sintomas associados

Estresse, excesso de responsabilidades, preocupação e falta de tempo para descansar fazem parte da rotina de muitas mulheres e podem afetar diretamente a saúde mental e física. Em meio a tantas demandas, sentir-se cansada pode parecer algo esperado. O problema surge quando a exaustão deixa de ser pontual e permanece mesmo depois de períodos de descanso.

Segundo a médica Monique Mion Bürger, especialista em ginecologia e medicina funcional integrativa, o estresse e a sobrecarga emocional podem, de fato, provocar fadiga física e mental. Porém, quando o cansaço se torna constante, desproporcional às atividades realizadas ou permanece mesmo em momentos de descanso, é importante investigar outras possíveis causas. “A atenção deve aumentar quando a exaustão aparece acompanhada de alterações de humor, ansiedade, tristeza constante, dificuldade de concentração e memória ou redução importante da disposição para atividades que antes faziam parte da rotina”, explica.

Ao mesmo tempo, atribuir o cansaço exclusivamente à saúde mental pode fazer com que outras condições passem despercebidas. A médica ressalta que é preciso ter um olhar atento para possíveis causas de fadiga persistente, como anemia por deficiência de ferro, alterações da tireoide, deficiência de vitaminas D e B12, resistência à insulina, alimentação inadequada e sedentarismo. “Questões hormonais relacionadas à síndrome dos ovários policísticos (SOP), ao climatério e à menopausa também podem interferir nos níveis de energia”, destaca.

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Qualidade do sono também precisa ser observada

O sono é outro elemento importante nessa relação. Dormir por sete ou oito horas não significa, necessariamente, ter um sono reparador. Monique conta que acordar cansada, ter sonolência durante o dia, dificuldade de concentração, irritabilidade e necessidade constante de café ou estimulantes para manter a disposição podem indicar que a qualidade do descanso não está adequada. “Roncos, despertares frequentes durante a noite e sensação de sufocamento também merecem atenção, pois podem estar relacionados a distúrbios do sono, como a apneia. Quando o descanso não é suficiente para recuperar a energia, é importante investigar”, enfatiza.

A especialista também alerta para outros sinais que não devem ser normalizados, como queda excessiva de cabelo, alterações menstruais, ganho ou perda de peso sem explicação, falta de ar, palpitações, tonturas frequentes e dores musculares persistentes. “Não devemos normalizar o cansaço crônico. Muitas vezes, o corpo está sinalizando que algo precisa ser cuidado”, afirma.

Nesse contexto, cuidar da saúde mental também significa reconhecer os próprios limites, observar mudanças no corpo e buscar ajuda quando necessário. Uma avaliação médica individualizada pode contribuir para identificar a origem do cansaço e diferenciar os efeitos da sobrecarga emocional de outras condições que podem comprometer a disposição e a qualidade de vida.



Informações: Dínamus Comunicação

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