{"id":8666,"date":"2024-06-19T19:41:43","date_gmt":"2024-06-19T22:41:43","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2024\/06\/19\/assistolia-e-crueldade-diz-presidente-do-conselho-federal-de-medicina\/"},"modified":"2024-06-19T19:41:43","modified_gmt":"2024-06-19T22:41:43","slug":"assistolia-e-crueldade-diz-presidente-do-conselho-federal-de-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/assistolia-e-crueldade-diz-presidente-do-conselho-federal-de-medicina\/","title":{"rendered":"Assistolia \u00e9 crueldade, diz presidente do Conselho Federal de Medicina"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Jos\u00e9 Hiran da Silva Gallo, afirmou nesta quarta-feira (19) que a assistolia fetal \u00e9 uma &#8220;crueldade&#8221; como m\u00e9todo de interrup\u00e7\u00e3o da gravidez em casos de estupro. Em entrevista, Gallo sugeriu que a indu\u00e7\u00e3o do parto ap\u00f3s 22 semanas de gesta\u00e7\u00e3o pode ser usada para substituir a assistolia, procedimento adotado pela medicina nos casos de aborto previstos em lei, como o caso de estupro.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es foram dadas ap\u00f3s representantes do CFM se reunirem com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, respons\u00e1vel pela decis\u00e3o que suspendeu resolu\u00e7\u00e3o do conselho proibindo m\u00e9dicos de realizar a assistolia. Com a liminar, o procedimento t\u00e9cnica voltou a ser liberado.<\/p>\n<p>No entendimento do presidente do CFM, a t\u00e9cnica de assistolia \u00e9 prejudicial ao feto e \u00e0 mulher. Gallo sugeriu a indu\u00e7\u00e3o do parto como alternativa ao procedimento de assistolia.<\/p>\n<p>&#8220;O procedimento \u00e9 induzir o parto. A crian\u00e7a nasce, vai para ado\u00e7\u00e3o, qualquer outra coisa, menos essa crueldade. Vai ser induzido esse parto. Uma crian\u00e7a com 22 semanas, em UTI [unidade de terapia intensiva] com alta tecnologia, ela vai sobreviver&#8221;, afirmou.\u00a0<\/p>\n<p>Sobre os casos de mulheres e meninas que descobrem a gravidez fruto de estupro tardiamente, o m\u00e9dico disse que a culpa \u00e9 do sistema p\u00fablico. &#8220;\u00c9 uma falha do sistema p\u00fablico. Tem que ter atendimento mais precoce para essa mulher v\u00edtima de estupro.&#8221;<\/p>\n<p>Mais cedo, Moraes deu prazo de 48 horas para <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2024-06\/hospitais-devem-provar-cumprimento-de-decisao-que-liberou-assistolia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cinco hospitais de S\u00e3o Paulo comprovarem o cumprimento da decis\u00e3o<\/a> que liberou a realiza\u00e7\u00e3o da assistolia fetal para interrup\u00e7\u00e3o de gravidez.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o atinge os hospitais municipais Vila Nova Cachoeirinha, Dr. C\u00e1rmino Caricchio, Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, Tide Set\u00fabal e Professor M\u00e1rio Degni.<\/p>\n<p>De acordo com o ministro, os administradores dos hospitais dever\u00e3o ser responsabilizados pessoalmente em caso de descumprimento da decis\u00e3o.<\/p>\n<h2>Entenda<\/h2>\n<p>Atualmente, pela literatura m\u00e9dica, um feto com 25 semanas de gesta\u00e7\u00e3o e peso de 500 gramas \u00e9 considerado vi\u00e1vel para sobreviver a uma vida extrauterina. No per\u00edodo de 23 a 24 semanas, pode haver sobreviv\u00eancia, mas a probabilidade de qualidade de vida \u00e9 discutida. Considera-se o feto como n\u00e3o vi\u00e1vel at\u00e9 a 22\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o CFM, diante da possibilidade de vida extrauterina ap\u00f3s as 22 semanas, a realiza\u00e7\u00e3o da assistolia fetal por profissionais de sa\u00fade, nesses casos, n\u00e3o teria previs\u00e3o legal. Segundo o conselho, o C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica estabelece que \u00e9 vedado ao profissional praticar ou indicar atos m\u00e9dicos desnecess\u00e1rios ou proibidos pela legisla\u00e7\u00e3o vigente no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O conselho defende que, ultrapassado o marco temporal das 22 semanas de gesta\u00e7\u00e3o, deve-se preservar o direito da gestante v\u00edtima de estupro \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da gravidez e o direito do nascituro \u00e0 vida por meio do parto prematuro, \u201cdevendo ser assegurada toda tecnologia m\u00e9dica dispon\u00edvel para sua sobreviv\u00eancia ap\u00f3s o nascimento&#8221;.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-06\/assistolia-e-crueldade-diz-presidente-do-conselho-federal-de-medicina\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Jos\u00e9 Hiran da Silva Gallo, afirmou nesta quarta-feira (19) que a assistolia fetal \u00e9 uma &#8220;crueldade&#8221; como m\u00e9todo de interrup\u00e7\u00e3o da gravidez em casos de estupro. 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