{"id":80596,"date":"2026-11-07T13:46:04","date_gmt":"2026-11-07T16:46:04","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/?p=80596"},"modified":"2026-11-07T13:46:04","modified_gmt":"2026-11-07T16:46:04","slug":"mostra-une-mulheres-abolicionistas-e-luta-antirracista-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/mostra-une-mulheres-abolicionistas-e-luta-antirracista-contemporanea\/","title":{"rendered":"Mostra une mulheres abolicionistas e luta antirracista contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Um balaio, cesto de palha ou vime\u00a0usado para armazenar alimentos, expor produtos e fazer oferendas aos orix\u00e1s, ocupa o topo de um pilar de tijolos de barro\u00a0na escultura da artista visual M\u00f4nica Ventura. A obra integra a exposi\u00e7\u00e3o <em>Abolicionistas Brasileiras<\/em>, que permanece\u00a0at\u00e9 19 de dezembro no Museu Nacional de Belas Artes, no centro do Rio de Janeiro.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>A escultura destaca o papel fundamental das mulheres negras na constru\u00e7\u00e3o e sustenta\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira e apresenta o balaio como s\u00edmbolo de emancipa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Desde a escravid\u00e3o, muitas delas utilizam o cesto para obter renda, vendendo produtos, sobretudo comidas, nos centros urbanos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478976:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/Hf6xmf1CF6oib4jm2h9LaqrT_hw%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/11\/05\/0g0a1227.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/11\/2027 - Balaio em cima de uma pilha de tijolos em obra da artista M\u00f4nica Ventura na mostra Abolicionistas Brasileiras, com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, na Sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes, centro da capital. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/Hf6xmf1CF6oib4jm2h9LaqrT_hw%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/11\/05\/0g0a1227.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/11\/2027 - Balaio em cima de uma pilha de tijolos em obra da artista M\u00f4nica Ventura na mostra Abolicionistas Brasileiras, com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, na Sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes, centro da capital. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n    <!-- END scald=478976 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Balaio em cima de uma pilha de tijolos em obra da artista M\u00f4nica Ventura na mostra Abolicionistas Brasileiras. Foto: <strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478976--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Ao reunir trabalhos contempor\u00e2neos e pe\u00e7as do acervo do Museu Nacional de Belas Artes, a exposi\u00e7\u00e3o lan\u00e7a novos olhares sobre a trajet\u00f3ria de oito mulheres abolicionistas: <\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Anast\u00e1cia,<\/li>\n<li>Aqualtune,<\/li>\n<li>Luiza Mahin,<\/li>\n<li>Maria Felipa,<\/li>\n<li>Maria Firmina dos Reis,<\/li>\n<li>Adelina,<\/li>\n<li>Esperan\u00e7a Garcia,<\/li>\n<li>Maria Tom\u00e1sia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>As representa\u00e7\u00f5es art\u00edsticas resgatam as personagens hist\u00f3ricas e discutem a perman\u00eancia do racismo contra mulheres negras.<\/p>\n<h2>Resist\u00eancia \u00e0 escravid\u00e3o<\/h2>\n<p>A artista Tha\u00eds Iroko, que busca recontar hist\u00f3rias por meio da valoriza\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria ancestral, procurou se aproximar sensorialmente de Anast\u00e1cia, uma das personagens retratadas.<\/p>\n<p>Para isso, produziu uma ilustra\u00e7\u00e3o em que a figura aparece cega, numa tentativa de explorar o silenciamento. Nas representa\u00e7\u00f5es mais conhecidas de Anast\u00e1cia, ela \u00e9 retratada com a boca coberta por uma m\u00e1scara de flandres, instrumento de tortura que a impedia de falar.<\/p>\n<p>&#8220;No livro <em>Mem\u00f3rias da Planta\u00e7\u00e3o<\/em>, Grada Kilomba sugere que o castigo da m\u00e1scara de flandres pode ter sido motivado, entre outras raz\u00f5es, pelos discursos de Anast\u00e1cia incentivando a mobiliza\u00e7\u00e3o, resist\u00eancias e fugas&#8221;, destaca a curadora da mostra, Ana Carla Soler.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478979:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/MnfxMvnrye4qMiHSI5S-uiMaD_Q%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/11\/05\/0g0a1280.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/11\/2027 - Anast\u00e1cia a Aqualtune retratadas por Tha\u00eds Iroko e Guilhermina Augusti na mostra Abolicionistas Brasileiras, com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, na Sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes, centro da capital. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/MnfxMvnrye4qMiHSI5S-uiMaD_Q%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/11\/05\/0g0a1280.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/11\/2027 - Anast\u00e1cia a Aqualtune retratadas por Tha\u00eds Iroko e Guilhermina Augusti na mostra Abolicionistas Brasileiras, com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, na Sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes, centro da capital. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n    <!-- END scald=478979 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Anast\u00e1cia e Aqualtune retratadas por Tha\u00eds Iroko e Guilhermina Augusti na mostra Abolicionistas Brasileiras. Foto: <strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478979--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>Aqualtune, outra abolicionista, \u00e9 retratada por Guilhermina Augusti em dois momentos distintos. O primeiro, como princesa, filha do rei do Congo, reconhecida pelos saberes sobre guerras.<\/p>\n<p>No segundo, como cativa, envolta em adinkras e b\u00fazios, s\u00edmbolos associados \u00e0 sua for\u00e7a e sabedoria. <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2023-11\/licoes-de-palmares-mantem-relevancia-hoje-diz-historiador\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aqualtune teve papel de lideran\u00e7a no Quilombo dos Palmares<\/a>, onde nasceu seu neto, Zumbi<strong>.<\/strong> A data da morte dele, 20 de novembro, foi escolhida para marcar o Dia da Consci\u00eancia Negra.<\/p>\n<p>A lista de homenageadas inclui ainda Luiza Mahin, m\u00e3e de <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-06\/luta-abolicionista-de-luiz-gama-pode-virar-patrimonio-da-humanidade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Luiz Gama<\/a>; <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2022-08\/bicentenario-da-independencia-heroinas-da-guerra-na-bahia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maria Felipa<\/a>, pescadora que lutou pela independ\u00eancia; <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/radioagencia-nacional\/cultura\/audio\/2026-05\/projeto-resgata-historia-de-maria-firmina-dos-reis-em-sao-luis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maria Firmina dos Reis<\/a>, autora do primeiro romance abolicionista; Adelina, que atuou como informante do movimento abolicionista no Maranh\u00e3o; e Esperan\u00e7a Garcia, <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2023-06\/primeira-advogada-do-pais-foi-escravizada-e-denunciou-maus-tratos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reconhecida pela Ordem dos Advogados do Brasil como a primeira advogada do pa\u00eds<\/a>.<\/p>\n<p>Esta \u00faltima escreveu uma carta\u00a0\u00e0s autoridades, em 6 de setembro de 1770,\u00a0denunciando viol\u00eancias. O\u00a0documento\u00a0foi reconhecido\u00a0como uma esp\u00e9cie de pedido de habeas corpus, um instrumento jur\u00eddico fundamental na preserva\u00e7\u00e3o da\u00a0liberdade\u00a0e dos direitos humanos.<\/p>\n<p>A \u00fanica mulher branca \u00e9 Maria Tom\u00e1sia, fundadora de uma sociedade de mulheres contra a escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478980:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/8KcvVnLk6skTZC_B2ew3Ch_Jbf4%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/11\/05\/0g0a1295.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/11\/2027 - Mostra Abolicionistas Brasileiras, com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, na Sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes, centro da capital. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/8KcvVnLk6skTZC_B2ew3Ch_Jbf4%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/11\/05\/0g0a1295.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/11\/2027 - Mostra Abolicionistas Brasileiras, com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, na Sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes, centro da capital. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n    <!-- END scald=478980 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Mostra Abolicionistas Brasileiras, com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, na Sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes, centro da capital. Foto:\u00a0<strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478980--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Persist\u00eancia do racismo<\/h2>\n<p>No teto da sala de exibi\u00e7\u00e3o, um enorme seio de croch\u00ea pende em refer\u00eancia \u00e0s mulheres escravizadas que atuaram como amas de leite.<\/p>\n<p>A obra <em>Tetas que deram de mamar ao mundo<\/em>, de Lidia Lisboa, evoca esse passado para refletir sobre a perman\u00eancia do trabalho desempenhado por uma maioria de mulheres negras, o de bab\u00e1, cujos direitos trabalhistas s\u00f3 recentemente foram equiparados aos dos demais trabalhadores.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478977:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/wDv2_rK2kxbB3XEJprr5sE7k56o%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/11\/05\/0g0a1256.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/11\/2027 - Obra suspensa Tetas que deram de mamar ao mundo, da artista  Lidia Lisboa, na mostra Abolicionistas Brasileiras, com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, na Sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes, centro da capital. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/wDv2_rK2kxbB3XEJprr5sE7k56o%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/11\/05\/0g0a1256.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/11\/2027 - Obra suspensa Tetas que deram de mamar ao mundo, da artista  Lidia Lisboa, na mostra Abolicionistas Brasileiras, com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, na Sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes, centro da capital. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n    <!-- END scald=478977 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Obra suspensa Tetas que deram de mamar ao mundo, da artista Lidia Lisboa, na mostra Abolicionistas Brasileiras Foto: <strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478977--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>Segundo Soler, a exposi\u00e7\u00e3o busca estimular o di\u00e1logo sobre o legado da escravid\u00e3o e questionar a ideia de que ela foi superada apenas com a Lei \u00c1urea, assinada em 1888, pela princesa Isabel.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAs artistas prop\u00f5em um di\u00e1logo sobre a persist\u00eancia do racismo no Brasil e convidam \u00e0 reflex\u00e3o pela reconstru\u00e7\u00e3o de outra sociedade, justa e igualit\u00e1ria, inclusive com a participa\u00e7\u00e3o de pessoas n\u00e3o negras\u201d, afirma a curadora.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>As representa\u00e7\u00f5es das abolicionistas foram encomendadas ao Instituto Artistas Latinas por um colecionador incomodado com a baixa presen\u00e7a de artistas negras em seu acervo.<\/p>\n<p>Ao concluir os trabalhos, o instituto percebeu que havia reunido material suficiente para uma exposi\u00e7\u00e3o. A partir da\u00ed, passou a propor parcerias a institui\u00e7\u00f5es culturais para apresentar as novas obras em di\u00e1logo com trabalhos de mulheres negras j\u00e1 pertencentes \u00e0s cole\u00e7\u00f5es desses espa\u00e7os.<\/p>\n<p>Assim, a mostra j\u00e1 passou pelo Museu de Arte do Rio, pelo Museu de Arte Moderna Alo\u00edsio Magalh\u00e3es, no Recife, pela Casa de Cultura da Am\u00e9rica Latina, em Bras\u00edlia e pelo Centro Cultural S\u00e3o Paulo, na capital paulista.<\/p>\n<p>&#8220;Essa exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 viva. A\u00a0cada edi\u00e7\u00e3o\u00a0chega com um desejo de ampliar e esgar\u00e7ar as narrativas oficiais sobre o processo de aboli\u00e7\u00e3o e provocar os acervos&#8221;, diz Soler.<\/p>\n<p>Com essa estrat\u00e9gia, a curadoria incentiva tamb\u00e9m\u00a0as institui\u00e7\u00f5es anfitri\u00e3s a olharem para a exist\u00eancia ou n\u00e3o de obras de artistas negras em suas cole\u00e7\u00f5es e sobre os temas discutidos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478974:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/hIJxvj7HDcVGDxC_C6kKWCa0K8A%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/11\/05\/0g0a1361.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/11\/2027 - Mostra Abolicionistas Brasileiras, com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, na Sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes, centro da capital. 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Foto: <strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478974--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/cultura\/noticia\/2026-11\/mostra-une-mulheres-abolicionistas-e-luta-antirracista-contemporanea\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es com a Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um balaio, cesto de palha ou vime\u00a0usado para armazenar alimentos, expor produtos e fazer oferendas aos orix\u00e1s, ocupa o topo de um pilar de tijolos de barro\u00a0na escultura da artista visual M\u00f4nica Ventura. 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