{"id":80390,"date":"2026-11-05T01:24:37","date_gmt":"2026-11-05T04:24:37","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/?p=80390"},"modified":"2026-11-05T01:24:37","modified_gmt":"2026-11-05T04:24:37","slug":"para-registra-maior-exploracao-madeireira-dos-ultimos-cinco-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/para-registra-maior-exploracao-madeireira-dos-ultimos-cinco-anos\/","title":{"rendered":"Par\u00e1 registra maior explora\u00e7\u00e3o madeireira dos \u00faltimos cinco anos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>O estado do Par\u00e1 registrou 60.664 hectares de explora\u00e7\u00e3o madeireira entre agosto de 2024 e julho de 2025, a maior \u00e1rea desde o ciclo 2019-2020.<\/strong> Al\u00e9m disso, o resultado representa um aumento de mais de 40% em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior, de agosto de 2023 a julho de 2024.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p><strong>Divulgados nesta quarta-feira (4), os dados s\u00e3o do Sistema de Monitoramento da Explora\u00e7\u00e3o Madeireira (Simex), da Rede Simex, formada por tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es de pesquisa ambiental: Imazon, Instituto Centro de Vida (ICV) e Imaflora.<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores cruzaram os registros de \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o madeireira, identificados por meio de imagens de sat\u00e9lite, com as autoriza\u00e7\u00f5es para a atividade emitidas pelos \u00f3rg\u00e3os competentes.<\/p>\n<p><strong>Do total mapeado, 41.538 hectares (68%) foram explorados em \u00e1reas autorizadas e 19.126 hectares (32%) de forma ilegal.<\/strong><\/p>\n<p>O levantamento mostrou ainda que, enquanto a atividade autorizada cresceu mais de 83% em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo ciclo, a realizada sem autoriza\u00e7\u00e3o diminuiu cerca de 6%.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora do Imazon, Camila Damasceno, a redu\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o ilegal \u00e9 algo positivo. No entanto, a \u00e1rea ainda representa uma extens\u00e3o equivalente a mais de 19 mil campos de futebol de florestas afetadas.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOs n\u00fameros mostram que h\u00e1 muito a avan\u00e7ar. Precisamos fortalecer a fiscaliza\u00e7\u00e3o, ampliar as a\u00e7\u00f5es de combate e responsabiliza\u00e7\u00e3o dos infratores e criar mecanismos de incentivo ao manejo florestal, principalmente o comunit\u00e1rio\u201d, afirmou a pesquisadora, em nota.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Para o coordenador do programa de monitoramento da Amaz\u00f4nia do Imazon, Carlos Souza Jr., apenas comemorar a queda percentual da \u00e1rea explorada de forma ilegal significaria ignorar o impacto concreto dessa perda na floresta.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cConsiderando um cen\u00e1rio conservador de extra\u00e7\u00e3o de duas a tr\u00eas \u00e1rvores por hectare, foram derrubadas e inseridas no fluxo comercial entre 38 mil e 57 mil \u00e1rvores, sem plano de manejo, vistoria ou rastreabilidade de sua proced\u00eancia\u201d, explica Carlos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ele acrescenta que, quando essa quantidade massiva de madeira chega ao mercado sem garantia de origem, todo o setor florestal \u00e9 prejudicado. \u201c[Isso enfraquece] os esfor\u00e7os de transpar\u00eancia e os investimentos de quem opera de forma regularizada no estado.\u201d<\/p>\n<h2>Terras ind\u00edgenas<\/h2>\n<p><strong>O levantamento indicou que as terras ind\u00edgenas do estado concentram apenas 2% de toda a atividade sem autoriza\u00e7\u00e3o detectada. De acordo com os especialistas do Imazon, o resultado refor\u00e7a a import\u00e2ncia desses territ\u00f3rios como barreiras \u00e0 expans\u00e3o de crimes ambientais.<\/strong><\/p>\n<p>Foram 424 hectares de extra\u00e7\u00e3o de madeira ilegal entre agosto de 2024 e julho de 2025 nas terras ind\u00edgenas. Segundo a Rede Simex, esse \u00e9 o segundo menor volume da s\u00e9rie hist\u00f3rica, ficando atr\u00e1s apenas do calend\u00e1rio de agosto de 2019 a julho de 2020, quando foram identificados 158 hectares.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o afetada n\u00e3o significa que o problema esteja resolvido. A ocorr\u00eancia de explora\u00e7\u00e3o ilegal em uma \u00e1rea protegida \u00e9 extremamente sens\u00edvel e exige aten\u00e7\u00e3o urgente\u201d, alertou Camila.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Os dados mostram que a ilegalidade identificada no per\u00edodo ficou concentrada em um \u00fanico local: a Terra Ind\u00edgena Amanay\u00e9. Segundo a pesquisadora, esta \u00e9 a quinta vez consecutiva em que a TI aparece nos boletins da Rede Simex, o que evidencia a continuidade das invas\u00f5es na regi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Ela ressalta que, al\u00e9m dos danos ambientais, essa explora\u00e7\u00e3o representa viola\u00e7\u00f5es aos direitos dos povos origin\u00e1rios. \u201cExp\u00f5e\u00a0as comunidades a conflitos, amea\u00e7as e restri\u00e7\u00f5es ao direito de circular livremente em sua pr\u00f3pria terra, com poss\u00edveis impactos sobre a sa\u00fade e os modos de vida tradicionais.\u201d<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-11\/para-registra-maior-exploracao-madeireira-dos-ultimos-cinco-anos\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es com a Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estado do Par\u00e1 registrou 60.664 hectares de explora\u00e7\u00e3o madeireira entre agosto de 2024 e julho de 2025, a maior \u00e1rea desde o ciclo 2019-2020. 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