{"id":80271,"date":"2026-11-03T17:40:29","date_gmt":"2026-11-03T20:40:29","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/?p=80271"},"modified":"2026-11-03T17:40:29","modified_gmt":"2026-11-03T20:40:29","slug":"novembro-roxo-alerta-para-cuidados-com-prematuros-apos-alta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/novembro-roxo-alerta-para-cuidados-com-prematuros-apos-alta\/","title":{"rendered":"Novembro Roxo alerta para cuidados com prematuros ap\u00f3s alta"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Beb\u00eas prematuros que recebem alta hospitalar continuam precisando de acompanhamento especializado para monitorar o crescimento, a alimenta\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento. Esse \u00e9 o alerta do Novembro Roxo, campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a prematuridade, que destaca a continuidade da assist\u00eancia \u00e0s crian\u00e7as nascidas antes das 37 semanas de gesta\u00e7\u00e3o, inclusive ap\u00f3s a alta.<\/strong><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p><strong>Desenvolvida em colabora\u00e7\u00e3o com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e organiza\u00e7\u00f5es dedicadas ao tema, a campanha deste ano tem como slogan: &#8220;Prematuro: pequeno no tamanho, grande no potencial. Investir no acompanhamento p\u00f3s-alta \u00e9 proteger o futuro&#8221;. A iniciativa refor\u00e7a a import\u00e2ncia de olhar al\u00e9m da sobreviv\u00eancia neonatal e garantir aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, ao crescimento e ao desenvolvimento das crian\u00e7as, al\u00e9m de condi\u00e7\u00f5es de acesso aos servi\u00e7os ap\u00f3s a sa\u00edda do hospital.<\/strong><\/p>\n<p>A diretora executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani, acredita que a campanha deste ano \u00e9 uma oportunidade de ampliar a compreens\u00e3o da sociedade sobre essas necessidades.<\/p>\n<p>&#8220;Durante muito tempo, quando fal\u00e1vamos sobre prematuridade, o olhar estava concentrado principalmente na sobreviv\u00eancia e nos desafios da interna\u00e7\u00e3o neonatal. Essa etapa continua sendo fundamental, mas precisamos avan\u00e7ar na discuss\u00e3o sobre o que acontece depois\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo ela, ap\u00f3s a alta, as fam\u00edlias continuam precisando de orienta\u00e7\u00e3o, acesso a especialistas e apoio para acompanhar o desenvolvimento da crian\u00e7a. \u201cInvestir nesse cuidado \u00e9 oferecer oportunidades para que cada crian\u00e7a alcance seu potencial, respeitando suas necessidades e sua individualidade&#8221;, completou.<\/p>\n<p>Suguitani tamb\u00e9m ressaltou que \u00e9 preciso refor\u00e7ar a esperan\u00e7a sem transformar a prematuridade em uma hist\u00f3ria obrigat\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o ou prometer que todas as crian\u00e7as ter\u00e3o os mesmos resultados. \u201cO acompanhamento adequado n\u00e3o elimina todos os riscos, mas permite reconhecer necessidades, orientar decis\u00f5es e oferecer apoio em cada etapa\u201d.<\/p>\n<p>Um levantamento feito com base nos dados da DRG Brasil, desenvolvida pelo Grupo IAG Sa\u00fade, identificou 75.301 interna\u00e7\u00f5es relacionadas ao nascimento de beb\u00eas prematuros entre janeiro de 2022 e junho de 2026. Desse total, 53,7% envolveram necessidade de cuidados intensivos. A perman\u00eancia m\u00e9dia no hospital foi de 15,2 dias, mas variou conforme a idade gestacional. Entre os beb\u00eas nascidos com menos de 28 semanas, a m\u00e9dia foi de 49,4 dias.<\/p>\n<p>O levantamento apontou ainda pelo menos 1.789 readmiss\u00f5es hospitalares nos primeiros 30 dias de vida, relacionadas a condi\u00e7\u00f5es como icter\u00edcia (69,4%), problemas alimentares (9,8%) e doen\u00e7as respirat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Em outro estudo, feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais e brasileiro e publicado em 2024 em uma revista cient\u00edfica, acompanhou 34 crian\u00e7as prematuras em um programa h\u00edbrido de avalia\u00e7\u00e3o do desenvolvimento at\u00e9 os 12 meses de idade corrigida. Entre elas, 18 apresentaram pelo menos um resultado alterado nos testes de desenvolvimento, e crian\u00e7as com determinados sinais de atraso foram encaminhadas para interven\u00e7\u00e3o precoce.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;A alta da UTI neonatal gera um sentimento de ambival\u00eancia por parte dos pais: de um lado, a felicidade por vencer a UTI e, de outro, o medo e a d\u00favida sobre se v\u00e3o dar conta dos cuidados. Isso acontece porque o beb\u00ea alcan\u00e7ou condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas para continuar o tratamento fora do hospital, mas ainda tem uma trajet\u00f3ria de cuidados ap\u00f3s a alta\u201d, explicou a pediatra e neonatologista, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, Rita Silveira. De acordo com ela, o\u00a0organismo de uma crian\u00e7a que nasceu prematura ainda est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o e apresenta in\u00fameras necessidades para um desenvolvimento adequado. Da\u00ed a necessidade de acompanhar o crescimento, a alimenta\u00e7\u00e3o, a respira\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento neurol\u00f3gico, respeitando as particularidades e os riscos de cada crian\u00e7a. \u00a0<\/p>\n<p>Hoje com nove anos, Al\u00edcia Vit\u00f3ria nasceu com 27 semanas no interior do Maranh\u00e3o. Depois de uma longa interna\u00e7\u00e3o neonatal, foi preciso incluir novos cuidados na rotina, quando o teste do pezinho mostrou uma suspeita de hiperplasia adrenal cong\u00eanita, condi\u00e7\u00e3o que afeta a produ\u00e7\u00e3o de determinados horm\u00f4nios pelas gl\u00e2ndulas adrenais e que pode exigir tratamento cont\u00ednuo.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Eu nunca tinha ouvido falar naquela doen\u00e7a e n\u00e3o sabia o que significava. Como n\u00e3o consegui acesso imediato a mais informa\u00e7\u00f5es pelo hospital, resolvi pesquisar na internet&#8221;, contou a m\u00e3e de Al\u00edcia, Patr\u00edcia Raquel Dantas Silveira, que para cuidar da filha precisava viajar mais de 250 quilom\u00eatros. Nos dois primeiros anos, as consultas aconteciam mensalmente, com avalia\u00e7\u00f5es e ajustes da medica\u00e7\u00e3o. Depois, conforme Al\u00edcia crescia, os intervalos entre os atendimentos foram aumentando. Durante os primeiros anos, Al\u00edcia tamb\u00e9m foi acompanhada por pediatra e oftalmologista e depois precisou de cuidados especiais&#8221;, relatou.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-11\/novembro-roxo-alerta-para-cuidados-com-prematuros-apos-alta\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es com a Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beb\u00eas prematuros que recebem alta hospitalar continuam precisando de acompanhamento especializado para monitorar o crescimento, a alimenta\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento. Esse \u00e9 o alerta do Novembro Roxo, campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a prematuridade, que destaca a continuidade da assist\u00eancia \u00e0s crian\u00e7as nascidas antes das 37 semanas de gesta\u00e7\u00e3o, inclusive ap\u00f3s a alta. 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