{"id":80182,"date":"2026-11-02T11:00:54","date_gmt":"2026-11-02T14:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/?p=80182"},"modified":"2026-11-02T11:00:54","modified_gmt":"2026-11-02T14:00:54","slug":"turismo-de-observacao-contribui-para-preservar-baleias-jubarte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/turismo-de-observacao-contribui-para-preservar-baleias-jubarte\/","title":{"rendered":"Turismo de observa\u00e7\u00e3o contribui para preservar baleias-jubarte"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Com apenas 6 anos de idade, Paulo Salom\u00e3o come\u00e7ou a acompanhar o pai em suas sa\u00eddas para o mar. Era in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980 no distrito pesqueiro de Ponta de Areia, em Caravelas (BA), e n\u00e3o faltavam peixes nos arredores do Arquip\u00e9lago dos Abrolhos, um dos principais redutos da biodiversidade marinha do Brasil.\u00a0\u00a0<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3 que eu mareava muito, muito, muito. Eu ficava jogado no ch\u00e3o do conv\u00e9s da embarca\u00e7\u00e3o e falava comigo mesmo que eu nunca ia conseguir trabalhar no mar. Mas eu gostava tanto, que fui insistindo e acabei acostumando&#8221;, ele lembra.<\/p>\n<p>Com o sonho vivo, logo que completou 18 anos, fez o curso de piloto de embarca\u00e7\u00e3o oferecido pela Marinha do Brasil.<\/p>\n<p>Mas a cria\u00e7\u00e3o do Parque Marinho dos Abrolhos, em 1983, e a implementa\u00e7\u00e3o de regras de prote\u00e7\u00e3o ambiental nos anos seguintes j\u00e1 tinham transformado o cen\u00e1rio da regi\u00e3o. <strong>Com a pesca proibida na \u00e1rea do parque, Salom\u00e3o decidiu viver dos peixes vivos: transportando turistas at\u00e9 Abrolhos e ensinando mergulho.\u00a0<\/strong><br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478559:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/oglRSuEzBAtDI-mOVrj6A-VNddw%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr7010.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Paulo Salom\u00e3o, capit\u00e3o do barco de pesquisa do Projeto Baleia Jubarte. Baleias-jubartes s\u00e3o avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/oglRSuEzBAtDI-mOVrj6A-VNddw%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr7010.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Paulo Salom\u00e3o, capit\u00e3o do barco de pesquisa do Projeto Baleia Jubarte. Baleias-jubartes s\u00e3o avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n    <!-- END scald=478559 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=478559-->Caravelas &#8211; Da crian\u00e7a que enjoava no mar a capit\u00e3o de barco de pesquisa do Projeto Baleia Jubarte:\u00a0Paulo Salom\u00e3o\u00a0&#8211; <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478559--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, o primeiro barco do piloto que enjoava com o balan\u00e7o das ondas, e insistiu em tirar seu sustento de um mar onde n\u00e3o se pode pescar, foi batizado de Teimoso. Hoje, Paulo Salom\u00e3o tem quatro embarca\u00e7\u00f5es, incluindo uma de grande porte, com camas para 50 pessoas, e emprega dez trabalhadores.\u00a0<\/p>\n<p>Ele ainda transporta muitos mergulhadores interessados nos peixes, tartarugas e corais de Abrolhos, mas o crescimento do neg\u00f3cio foi proporcionado por um bicho muito maior:<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;H\u00e1 uns dez anos, o maior fluxo de pessoas passou a ser em julho e agosto. Hoje s\u00f3 agosto, que \u00e9 o pico, ganha dos tr\u00eas meses de ver\u00e3o. Todo mundo vem pra ver as baleias.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Maternidade<\/h2>\n<p><strong>Abrolhos \u00e9 uma grande maternidade das baleias-jubarte. Todos os anos, elas percorrem cerca de 4 mil quil\u00f4metros desde a Ant\u00e1rtica, onde passam alguns meses se alimentando, at\u00e9 as \u00e1guas mais quentes do arquip\u00e9lago no sul da Bahia, onde acasalam e t\u00eam seus filhotes.<\/strong><\/p>\n<p>No caminho, d\u00e3o espet\u00e1culos em muitas cidades costeiras que assim como Caravelas, veem crescer um pujante ramo econ\u00f4mico: o turismo de observa\u00e7\u00e3o de baleias.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Muitas pessoas, que antes tinham outras profiss\u00f5es, hoje s\u00e3o marinheiros e est\u00e3o trabalhando na \u00e1rea&#8221;, conta Paulo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para quem j\u00e1 trabalhava com o turismo, a temporada das baleias duplicou a fonte de renda.<\/p>\n<p>&#8220;Antes a gente s\u00f3 contava com o ver\u00e3o, era s\u00f3 uma temporada que a gente tinha. Com o aumento da popula\u00e7\u00e3o de baleias, a gente passou a contar com fluxo de pessoas no inverno tamb\u00e9m. E \u00e9 um dinheiro a mais que circula no munic\u00edpio&#8221;, ele acrescenta.\u00a0<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478580:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/n3WoivkCfBrp3p4o98KIXqoSOFE%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr6784.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Pesquisadores fazem coleta de amostras para pesquisas biol\u00f3gicas das baleias. Baleias-jubartes avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/n3WoivkCfBrp3p4o98KIXqoSOFE%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr6784.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Pesquisadores fazem coleta de amostras para pesquisas biol\u00f3gicas das baleias. Baleias-jubartes avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n    <!-- END scald=478580 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=478580-->Caravelas &#8211; Turismo de observa\u00e7\u00e3o \u00e9 forte no Arquip\u00e9lago de Abrolhos, principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das baleias-jubarte que chegam ao Brasil &#8211; <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478580--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>Mas tudo isso s\u00f3 foi poss\u00edvel porque a popula\u00e7\u00e3o de baleias do Brasil subiu de menos de 2 mil indiv\u00edduos no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990 para cerca de 35 mil, considerando a \u00faltima estimativa feita pelo Instituto Baleia Jubarte, em 2022.<\/p>\n<p>Tr\u00eas fatores foram centrais para este aumento:<\/p>\n<ul>\n<li>a proibi\u00e7\u00e3o da ca\u00e7a de baleias no pa\u00eds, decretada em 1987;<\/li>\n<li>a cria\u00e7\u00e3o do Parque Marinho dos Abrolhos, protegendo a \u00e1rea de reprodu\u00e7\u00e3o dos animais;<\/li>\n<li>e o surgimento de grupos ambientalistas focados na pesquisa e preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>O maior deles \u00e9 o Instituto Baleia Jubarte, que nasceu em 1988 como um projeto, e se institucionalizou h\u00e1 exatamente 30 anos, com apoio da Petrobras, principal financiadora das atividades at\u00e9 hoje.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o diretor executivo do Instituto Baleia Jubarte, Eduardo Camargo, o turismo de observa\u00e7\u00e3o tem sido uma grande ferramenta de preserva\u00e7\u00e3o, porque &#8220;agrega valor econ\u00f4mico \u00e0 baleia viva&#8221;, e aponta um caminho de conviv\u00eancia com os animais, sem interferir no seu ciclo de vida.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o tem como falar, &#8220;agora as baleias v\u00e3o passar, ent\u00e3o ningu\u00e9m vai pro mar nesses meses&#8221;. O que precisa \u00e9 regular isso de uma forma que n\u00e3o seja prejudicial para elas, mas tamb\u00e9m n\u00e3o ignore que voc\u00ea tem pessoas vivendo ali. \u00c9 uma forma de criar uma renda limpa, quando ela \u00e9 bem feita&#8221;, ele defende.\u00a0<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478577:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/EW-hBF4doNwTOPWNIfwRcyJnT6k%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr3983.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Eduardo Camargo, diretor executivo na Instituto Baleia Jubarte. Baleias-jubartes s\u00e3o avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/EW-hBF4doNwTOPWNIfwRcyJnT6k%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr3983.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Eduardo Camargo, diretor executivo na Instituto Baleia Jubarte. Baleias-jubartes s\u00e3o avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n    <!-- END scald=478577 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=478577-->Caravelas &#8211; Eduardo Camargo \u00e9 diretor executivo na Instituto Baleia Jubarte. A esp\u00e9cie \u00e9 avistada no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia &#8211; <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478577--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Legisla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p><strong>Para atuar no turismo de observa\u00e7\u00e3o de baleias, os operadores precisam seguir regras da Marinha e do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. <\/strong><\/p>\n<p>Os barcos precisam cumprir exig\u00eancias para obter a autoriza\u00e7\u00e3o para realizar turismo n\u00e1utico, al\u00e9m de cumprir regras de boas pr\u00e1ticas durante a intera\u00e7\u00e3o com os animais.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Uma <a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-conjunta-ibama\/icmbio-n-4-de-7-de-agosto-de-2026-724716231\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nova portaria publicada em agosto<\/a> deste ano determina, por exemplo, que os barcos devem manter dist\u00e2ncia m\u00ednima de 100 metros dos animais,<\/strong> e podem permanecer pr\u00f3ximos a eles por, no m\u00e1ximo, 60 minutos, ou 30 minutos, no caso de f\u00eameas com filhotes. Apenas duas embarca\u00e7\u00f5es podem se aproximar dos animais por vez.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 proibida por lei qualquer tentativa de toque ou captura, e tamb\u00e9m a persegui\u00e7\u00e3o e o cerco \u00e0s jubartes, ou qualquer movimenta\u00e7\u00e3o que obrigue os animais a mudarem seu deslocamento.\u00a0<\/p>\n<p><strong>A obriga\u00e7\u00e3o de fiscalizar se os operadores est\u00e3o cumprindo as regras \u00e9 do poder p\u00fablico, mas o Instituto Baleia Jubarte tem parcerias com diversos munic\u00edpios para oferecer capacita\u00e7\u00e3o aos trabalhadores envolvidos com o turismo de observa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;A gente debate, apresenta as regras. Todos os anos, agrega pessoas novas, ent\u00e3o sempre tem que voltar atr\u00e1s e lembrar tudo de novo. Algumas localidades implantaram um selo de responsabilidade e fizeram um acordo de coopera\u00e7\u00e3o com o Instituto. Ent\u00e3o, s\u00f3 ganha o selo de Amigo da Baleia quem faz a capacita\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Eduardo Camargo.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Li\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>O turismo de observa\u00e7\u00e3o, na avalia\u00e7\u00e3o de Camargo, tamb\u00e9m tem feito a popula\u00e7\u00e3o brasileira conhecer e se encantar por essa esp\u00e9cie de baleia, e esse afeto \u00e9 um ativo importante na luta pela sua preserva\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Ver as baleias \u00e9 uma experi\u00eancia que muda as pessoas. Faz, talvez, ela consumir menos pl\u00e1stico, separar melhor seu lixo&#8230; E todas essas coisas v\u00e3o fazer diferen\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 pras baleias, mas para todos n\u00f3s&#8221;, ele acredita.\u00a0<\/p>\n<p>Os relatos de quem teve a oportunidade de ver uma jubarte de perto, comprovam. A mineira Deise Gomes Valente descobriu o turismo de observa\u00e7\u00e3o de baleias pelo notici\u00e1rio. A partir da\u00ed, seu pr\u00f3ximo destino de viagem estava decidido:<\/p>\n<p>&#8220;A mat\u00e9ria no jornal falava das baleias em Abrolhos e na hora eu pensei: &#8216;tenho que guardar esse nome, porque um dia eu vou l\u00e1'&#8221;, ela lembra.<\/p>\n<p>A realidade, segundo Deise, correspondeu \u00e0 expectativa: &#8220;Quando a primeira baleia apareceu, na hora, o meu olho encheu de \u00e1gua. \u00c9 uma experi\u00eancia incr\u00edvel, ainda mais porque a gente est\u00e1 vendo elas no seu habitat natural, n\u00e3o \u00e9 como ir a um aqu\u00e1rio, ou zool\u00f3gico e ver os bichos presos&#8221;, compara.\u00a0<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478579:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/cMOi8hXZTBGNAu561px1HoXvEGU%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr6222.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 19\/08\/2026 - P\u00f4r do sol na Ilha de Santa B\u00e1rbara com seu farol, no  Arquip\u00e9lago de Abrolhos. Baleias-jubartes avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/cMOi8hXZTBGNAu561px1HoXvEGU%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr6222.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 19\/08\/2026 - P\u00f4r do sol na Ilha de Santa B\u00e1rbara com seu farol, no  Arquip\u00e9lago de Abrolhos. Baleias-jubartes avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n    <!-- END scald=478579 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">P\u00f4r do sol na Ilha de Santa B\u00e1rbara, no Arquip\u00e9lago de Abrolhos &#8211; <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478579--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>A paulista Karina Moraes saiu de Vit\u00f3ria com alguns amigos em uma embarca\u00e7\u00e3o particular com destino a Abrolhos. Depois de 36 horas de viagem ininterrupta, enfrentando ondas de at\u00e9 3 metros de altura, admitiu que &#8220;foi um perrengue&#8221;, mas quando eles chegaram ao arquip\u00e9lago, concluiu que &#8220;valeu a pena&#8221;.\u00a0<\/p>\n<p>Ela diz que sempre se interessou em conhecer a biodiversidade brasileira, e costuma fazer passeios de parco por \u00e1reas preservadas, mas o grupo escolheu ir a Abrolhos em agosto, por causa das baleias.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;N\u00f3s vimos muitas no caminho, uma passou bem do nosso lado. Quando ela levantou a nadadeira, bem assim \u00f3, l\u00e1 no alto, foi sensacional!&#8221; relembra com brilho nos olhos.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Instituto Baleia Jubarte<\/h2>\n<p><strong>O Instituto tamb\u00e9m mant\u00e9m centros de visita\u00e7\u00e3o em Caravelas, Praia do Forte, Itacar\u00e9, Vit\u00f3ria e Ilhabela, al\u00e9m de um rec\u00e9m-inaugurado ponto de observa\u00e7\u00e3o em Porto Seguro. <\/strong><\/p>\n<p>Faz ainda parcerias com alguns operadores de turismo, embarcando profissionais para realizar atividades educativas com os passageiros, e coletar dados para pesquisas.\u00a0<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=478572:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/XscHxJpwNx_BaI89s_OxcED53fg%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr3455.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Esqueleto de baleia-jubarte no Centro de visita\u00e7\u00e3o do Projeto Baleia Jubarte em Caravelas. Baleias-jubartes s\u00e3o avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/XscHxJpwNx_BaI89s_OxcED53fg%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/31\/_rbr3455.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Caravelas (BA), 19\/08\/2026 - Esqueleto de baleia-jubarte no Centro de visita\u00e7\u00e3o do Projeto Baleia Jubarte em Caravelas. Baleias-jubartes s\u00e3o avistadas no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia.  Elas migram anualmente das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o polar para se reproduzir nos tr\u00f3picos. Abrolhos \u00e9 o principal ponto reprodutivo da esp\u00e9cie e local de concentra\u00e7\u00e3o de cerca de 90% das jubartes que chegam ao Brasil. No Brasil, permanecem no inverno e primavera (junho a novembro). Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><br \/>\n    <!-- END scald=478572 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=478572-->Caravelas (BA) &#8211; Centro de visita\u00e7\u00e3o do Projeto Baleia Jubarte em Caravelas, na Bahia &#8211; <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=478572--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>De acordo com o Diretor de Pesquisa do Instituto, Milton Marcondes, h\u00e1 um grande esfor\u00e7o de conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre o papel imprescind\u00edvel das jubartes para o equil\u00edbrio ambiental.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante conservar as baleias, n\u00e3o s\u00f3 porque elas s\u00e3o bonitas e geram renda com o turismo, mas porque elas t\u00eam um grande papel para o planeta como um todo. Quando elas se alimentam na Ant\u00e1rtica e defecam aqui, elas est\u00e3o jogando nutrientes na \u00e1gua, o que aumenta a produtividade de v\u00e1rias esp\u00e9cies, inclusive de peixes de pesqueiro&#8221;, ele exemplifica.<\/p>\n<p>E o valor agregado das baleias n\u00e3o \u00e9 pequeno. Estudo feito pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional e pela Universidade de Duke, em parceria com o Instituto Baleia Jubarte e a Organiza\u00e7\u00e3o Great Whale Conservancy, estimou que as baleias presentes no Brasil, incluindo as jubartes, contribuem com mais de US$ 82 bilh\u00f5es em servi\u00e7os como a fertiliza\u00e7\u00e3o dos mares, captura de carbono e o turismo de observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>*Rep\u00f3rter e rep\u00f3rter fotogr\u00e1fica viajaram a Abrolhos e Caravelas a convite da Petrobras<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><br \/>\n            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-11\/turismo-de-observacao-contribui-para-preservar-baleias-jubarte\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es com a Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com apenas 6 anos de idade, Paulo Salom\u00e3o come\u00e7ou a acompanhar o pai em suas sa\u00eddas para o mar. Era in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980 no distrito pesqueiro de Ponta de Areia, em Caravelas (BA), e n\u00e3o faltavam peixes nos arredores do Arquip\u00e9lago dos Abrolhos, um dos principais redutos da biodiversidade marinha do Brasil.\u00a0\u00a0 &#8220;S\u00f3 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":80183,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_mbp_banners":[],"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-80182","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-nacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7Eq1F-kRg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/guialimeira.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/fimi0075.jpg?fit=1600%2C800&ssl=1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80182","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80182"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80182\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":80184,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80182\/revisions\/80184"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80183"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80182"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80182"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}