{"id":80173,"date":"2026-11-02T07:54:33","date_gmt":"2026-11-02T10:54:33","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/?p=80173"},"modified":"2026-11-02T07:54:33","modified_gmt":"2026-11-02T10:54:33","slug":"unesco-189-jornalistas-foram-mortos-no-mundo-em-2024-e-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/unesco-189-jornalistas-foram-mortos-no-mundo-em-2024-e-2025\/","title":{"rendered":"Unesco: 189 jornalistas foram mortos no mundo em 2024 e 2025"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Levantamento divulgado nesta segunda-feira (2)\u00a0pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco)\u00a0mostra que 189 jornalistas foram assassinados no mundo\u00a0em 2024 e 2025. Esse \u00e9 o maior n\u00famero de mortes registrado\u00a0pela Unesco desde o bi\u00eanio 2014\/2015, ou seja, dez anos antes, quando foram observadas 215 ocorr\u00eancias.<\/strong><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>De acordo com o <em>Relat\u00f3rio sobre a Seguran\u00e7a de Jornalistas e o Perigo da Impunidade<\/em>, <strong>a maior parte das mortes (127) ocorreu em pa\u00eds que s\u00e3o zonas de conflito, ou seja, 67% do total<\/strong>. Houve um aumento de 24% em rela\u00e7\u00e3o ao bi\u00eanio 2022\/2023.<\/p>\n<p>Cinquenta dessas mortes foram por drones. Ataques a escrit\u00f3rios de ve\u00edculos de imprensa ou instala\u00e7\u00f5es que abrigavam jornalistas tamb\u00e9m foram registrados nessas \u00e1reas de conflito. Pelo menos 36 morreram nessa situa\u00e7\u00e3o. Em um dos casos, nove profissionais morreram de uma s\u00f3 vez.<\/p>\n<p>O levantamento mostra ainda que, em pelo menos 15 casos, h\u00e1 ind\u00edcios de que os jornalistas tenham sido alvejados mesmo usando coletes com a identifica\u00e7\u00e3o de \u201cimprensa\u201d ou estando em carros claramente identificados como sendo de jornalistas.<\/p>\n<p><strong>O n\u00famero de profissionais de imprensa\u00a0que foram mortos em pa\u00edses fora de zonas de conflito no bi\u00eanio 2024\/2025 (62 casos) \u00e9 o menor em 18 anos. <\/strong>Desses 62, 17 foram assassinados em seus escrit\u00f3rios;\u00a033, em seus ve\u00edculos; e 20, na pr\u00f3pria\u00a0casa, em alguns casos junto com membros de suas fam\u00edlias. Quatro morreram em ataques terroristas e sete foram mortos em situa\u00e7\u00f5es de manifesta\u00e7\u00f5es, seja por manifestantes seja por for\u00e7as policiais.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao contexto das mortes, o levantamento mostrou que 104 delas ocorreram enquanto jornalistas cobriam conflitos armados. Mas houve tamb\u00e9m 38 mortes daqueles reportavam sobre pol\u00edtica, 22 dos que trabalhavam em hist\u00f3rias sobre atividades criminais e outras daqueles que noticiavam sobre corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cIsso mostra que fazer reportagens sobre alguns assuntos pode ser t\u00e3o perigoso quanto reportar em uma zona de guerra\u201d, afirma a diretora de Liberdade de Express\u00e3o e Desenvolvimento da M\u00eddia e Alfabetiza\u00e7\u00e3o Midi\u00e1tica e Informacional da Unesco, Sylvie Couldray.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Dentre os 189 mortos, cinco tinham entre 15 e 24 anos e 20,\u00a0entre 25 e 29 anos. Foram mortas 14 mulheres, ou seja, 7% do total, o menor percentual desde o bi\u00eanio 2012\/2013. Treze dessas jornalistas foram mortas em pa\u00edses zonas de conflito.<\/strong><\/p>\n<p>A Palestina, que desde 2023 vem sofrendo ataques de for\u00e7as israelenses, foi o local onde houve mais mortes de jornalistas (62), ou seja, um ter\u00e7o do total registrado no bi\u00eanio.<\/p>\n<p>No Brasil, foi registrada apenas uma morte, Lu\u00eds Augusto Carneiro da Costa, conhecido como Luisinho Costa, assassinado no est\u00fadio da R\u00e1dio Guarany, em Abaetetuba, no nordeste do Par\u00e1, em maio de 2025. De acordo com a Pol\u00edcia Civil do Par\u00e1, o inqu\u00e9rito foi conclu\u00eddo e remetido \u00e0 Justi\u00e7a, com quatro pessoas indiciadas.<\/p>\n<h2>Impunidade<\/h2>\n<p><strong>Segundo a Unesco, desde 2006, 1.641 jornalistas foram assassinados em todo o mundo, mas apenas 223 dessas mortes foram solucionadas pelo sistema judici\u00e1rio (14% do total).<\/strong> A maioria dos assassinatos (1.013 ou 66%), no entanto, continua impune, com processos ainda em andamento ou n\u00e3o solucionados. Em 321 casos (20%), a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o recebeu respostas das autoridades.<\/p>\n<p>De acordo com a Unesco, <strong>o n\u00edvel de impunidade (a soma dos casos n\u00e3o solucionados com aquelas situa\u00e7\u00f5es em que as autoridades n\u00e3o responderam) chegou a 86% neste ano, um ponto a mais que em 2024. Essa foi a primeira alta desde 2012.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO relat\u00f3rio \u00e9 uma ferramenta importante para monitorar as tend\u00eancias globais, al\u00e9m de nos lembrar que proteger jornalistas e acabar com a impunidade s\u00e3o essenciais para salvaguardar a liberdade de express\u00e3o e o direito do p\u00fablico \u00e0 informa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a diretora de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o da Unesco, Mariya Gabriel.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Apesar de apresentar apenas dados relacionados a assassinatos, <strong>o relat\u00f3rio tamb\u00e9m refor\u00e7a que os jornalistas est\u00e3o sujeitos a outros tipos de viol\u00eancia n\u00e3o letal, como sequestros, desaparecimentos for\u00e7ados, deten\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias, ataques <em>online<\/em> baseados no g\u00eanero do jornalista e a limita\u00e7\u00e3o ao movimento desses profissionais.<\/strong><\/p>\n<p>A Unesco tamb\u00e9m entrou em contato com autoridades dos 78 pa\u00edses com registros de viol\u00eancia contra jornalistas. Desse total, 38 forneceram informa\u00e7\u00f5es sobre medidas adotadas para promover a seguran\u00e7a desses profissionais e combater crimes contra eles.<\/p>\n<p>O Brasil, de acordo com o relat\u00f3rio, informou que adotou o\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-04\/governo-lanca-protocolo-para-investigar-crimes-contra-jornalistas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Protocolo Nacional para a Investiga\u00e7\u00e3o de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais<\/a>, iniciativa lan\u00e7ada em abril deste ano, pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica. O protocolo foi inclu\u00eddo no reposit\u00f3rio de mecanismos nacionais de seguran\u00e7a da Unesco.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-10\/Unesco-189-jornalistas-foram-mortos-no-mundo-em-2024-e-2025\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es com a Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento divulgado nesta segunda-feira (2)\u00a0pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco)\u00a0mostra que 189 jornalistas foram assassinados no mundo\u00a0em 2024 e 2025. Esse \u00e9 o maior n\u00famero de mortes registrado\u00a0pela Unesco desde o bi\u00eanio 2014\/2015, ou seja, dez anos antes, quando foram observadas 215 ocorr\u00eancias. 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