{"id":79970,"date":"2026-10-29T16:01:59","date_gmt":"2026-10-29T19:01:59","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/?p=79970"},"modified":"2026-10-29T16:01:59","modified_gmt":"2026-10-29T19:01:59","slug":"brasil-tem-cinco-regioes-de-recifes-de-corais-costeiros-sob-ameaca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/brasil-tem-cinco-regioes-de-recifes-de-corais-costeiros-sob-ameaca\/","title":{"rendered":"Brasil tem cinco regi\u00f5es de recifes de corais costeiros sob amea\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Cinco ecorregi\u00f5es de recifes de corais brasileiras foram classificadas como criticamente em perigo pela Lista Vermelha de Ecossistemas, lan\u00e7ada na 17\u00aa Confer\u00eancia das Partes das Na\u00e7\u00f5es Unidas (COP17) da Conven\u00e7\u00e3o sobre Diversidade Biol\u00f3gica (CDB), em Yerevan, na Arm\u00eania.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p><strong>O Brasil teve oito ecorregi\u00f5es de recifes de corais analisadas, mas tr\u00eas n\u00e3o contavam com\u00a0dados suficientes para receber uma classifica\u00e7\u00e3o geral de risco.<\/strong><\/p>\n<p>As cinco \u00e1reas sob alerta s\u00e3o:\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li>Parrachos;\u00a0<\/li>\n<li>Atol das Rocas e Fernando de Noronha;\u00a0<\/li>\n<li>Costa dos Corais;\u00a0<\/li>\n<li>Ba\u00eda de Todos os Santos e Baixo Sul;\u00a0<\/li>\n<li>Abrolhos.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>A classifica\u00e7\u00e3o Criticamente em Perigo\u00a0significa que, apesar de abrigarem corais vivos e funcionarem como ecossistemas recifais, \u00e9 necess\u00e1rio agir com urg\u00eancia para proteg\u00ea-las.<\/strong><\/p>\n<p>Essa foi a\u00a0primeira avalia\u00e7\u00e3o global, para esses ecossistemas, promovida pela Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (UICN).<\/p>\n<p>O documento lista as ecorregi\u00f5es conforme o risco de colapso, considerando a distribui\u00e7\u00e3o dos corais, as restri\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, a degrada\u00e7\u00e3o e outros crit\u00e9rios ambientais. <strong>Os locais s\u00e3o classificados como: Vulner\u00e1veis (VU), Em Perigo (EN), Criticamente em Perigo (CR) ou Colapsados (CO).<\/strong><\/p>\n<p>Houve dados insuficientes para Parcel de Manuel Lu\u00eds, Costa Semi\u00e1rida\u00a0e Queimada Grande. Para a analista de Conserva\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil, Ana L\u00eddia Gaspar, <strong>a falta de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser lida como aus\u00eancia de risco<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cA avalia\u00e7\u00e3o aponta a necessidade de ampliar o conhecimento sobre essas \u00e1reas para compreender melhor sua situa\u00e7\u00e3o e orientar medidas de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, refor\u00e7a a pesquisadora.<\/p>\n<p>As cinco regi\u00f5es criticamente em perigo foram avaliadas sobre as mudan\u00e7as ocorridas nos \u00faltimos 50 anos e as proje\u00e7\u00f5es de estresse t\u00e9rmico provocado pelo aquecimento dos oceanos nas pr\u00f3ximas cinco d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o concluiu que, nos \u00faltimos 50 anos, Parrachos, Costa dos Corais e Atol das Rocas e Fernando de Noronha j\u00e1 apresentavam condi\u00e7\u00f5es para uma classifica\u00e7\u00e3o CR. J\u00e1 Ba\u00eda de Todos os Santos e Baixo Sul e Abrolhos ficariam classificados como EN.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de perigo cr\u00edtico foi alcan\u00e7ado pelas cinco ecorregi\u00f5es devido \u00e0s proje\u00e7\u00f5es para os pr\u00f3ximos 50 anos de estresse t\u00e9rmico, com base em um cen\u00e1rio intermedi\u00e1rio apontado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC).<\/p>\n<h2>Amea\u00e7as<\/h2>\n<p><strong>As ondas marinhas de calor s\u00e3o apontadas como principais amea\u00e7as aos recifes brasileiros<\/strong>, tendo como refer\u00eancia importantes eventos de estresse t\u00e9rmico que resultaram em branqueamento severo e mortalidade de esp\u00e9cies-chave de corais, como os ocorridos em 2019\/2020 e 2024.<\/p>\n<p>\u201cPress\u00f5es humanas locais, como a sobrepesca, o desenvolvimento costeiro, o turismo e o aporte de sedimentos e nutrientes provenientes do continente, contribuem para a degrada\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua, reduzindo a resili\u00eancia e a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o dos recifes\u201d, aponta a avalia\u00e7\u00e3o sobre as ecorregi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p><strong>O estudo destaca tamb\u00e9m press\u00f5es adicionais, como a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, minera\u00e7\u00e3o e navega\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da invas\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas como os corais-sol e o peixe-le\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cDe modo geral, os recifes costeiros est\u00e3o expostos a press\u00f5es cumulativas maiores do que os recifes situados mais longe da costa\u201d, acrescenta o documento.<\/p>\n<h2>Metodologia<\/h2>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o global analisou apenas recifes de coral f\u00f3ticos, que ocupam regi\u00f5es mais rasas e ensolaradas. N\u00e3o foram inclu\u00eddos recifes profundos, rochosos e corais de \u00e1gua fria.<\/p>\n<p>Em todo o mundo, foram analisados 127 ecorregi\u00f5es em mais de 80 pa\u00edses e territ\u00f3rios, agrupados em dez macrorregi\u00f5es. Desse total, <strong>122 ecorregi\u00f5es foram classificadas como Criticamente em Perigo, o equivalente a 96%<\/strong>.<\/p>\n<p>Quando consideradas apenas as mudan\u00e7as ocorridas nos \u00faltimos 50 anos, sem as proje\u00e7\u00f5es do IPCC, 30 ecorregi\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o criticamente em perigo e outras 116 est\u00e3o amea\u00e7adas.<\/p>\n<h2>Ferramenta<\/h2>\n<p>A Lista Vermelha de Ecossistemas \u00e9 uma das ferramentas para a revis\u00e3o do tratado internacional da biodiversidade de Kunming-Montreal, estabelecido em dezembro de 2022, do qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o serve como refer\u00eancia para relat\u00f3rios e ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas nacionais capazes de proteger os recifes, recuperar as popula\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies marinhas e reduzir as press\u00f5es locais.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise destaca, no entanto, que a\u00e7\u00f5es locais devem ser vistas como complementares \u00e0 a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica global.<\/p>\n<p>\u201cMedidas locais n\u00e3o s\u00e3o capazes de impedir as ondas de calor marinhas, portanto, cortes r\u00e1pidos nas emiss\u00f5es continuam sendo essenciais\u201d, destaca a an\u00e1lise.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-10\/brasil-tem-cinco-regioes-de-recifes-de-corais-costeiros-sob-ameaca\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es com a Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco ecorregi\u00f5es de recifes de corais brasileiras foram classificadas como criticamente em perigo pela Lista Vermelha de Ecossistemas, lan\u00e7ada na 17\u00aa Confer\u00eancia das Partes das Na\u00e7\u00f5es Unidas (COP17) da Conven\u00e7\u00e3o sobre Diversidade Biol\u00f3gica (CDB), em Yerevan, na Arm\u00eania. 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