{"id":79802,"date":"2026-10-27T11:55:39","date_gmt":"2026-10-27T14:55:39","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/?p=79802"},"modified":"2026-10-27T11:55:39","modified_gmt":"2026-10-27T14:55:39","slug":"concentracao-de-gases-do-efeito-estufa-atingem-niveis-recordes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/concentracao-de-gases-do-efeito-estufa-atingem-niveis-recordes\/","title":{"rendered":"Concentra\u00e7\u00e3o de gases do efeito estufa atingem n\u00edveis recordes"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Um relat\u00f3rio publicado nesta ter\u00e7a-feira (27) pela Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (WMO) mostrou que 2025 atingiu n\u00edveis de concentra\u00e7\u00e3o \u201csem precedentes\u201d de gases do efeito estufa na atmosfera. <\/strong><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>O estudo constatou que a concentra\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono (CO\u2082), o principal desses gases, \u00e9 53% mais alto do que em n\u00edveis pr\u00e9-industriais (antes de 1750).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao metano (CH\u2084), a concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 167% maior, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o \u00f3xido nitroso (N\u2082O), o g\u00e1s com maior potencial de aquecimento dentre os tr\u00eas, tem um n\u00edvel 26% superior ao n\u00edvel pr\u00e9-industrial.<\/p>\n<p>Em 2025, a concentra\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono atingiu 426,8 partes por milh\u00e3o (ppm). Isso significa que, a cada um milh\u00e3o de mol\u00e9culas suspensas na atmosfera, aproximadamente 426 s\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico. S\u00e3o 2,8 ppm a mais do que em 2024.<\/p>\n<p>O crescimento foi um pouco abaixo do registrado em\u00a02024 (3,6 ppm), na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, mas ficou acima da m\u00e9dia da d\u00e9cada (2,62 ppm por ano).<\/p>\n<p><strong>De acordo com o relat\u00f3rio, a redu\u00e7\u00e3o do ritmo de crescimento em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior provavelmente se deve \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es e a recupera\u00e7\u00e3o de sumidouros de carbono terrestres.<\/strong><\/p>\n<p>O fato de haver alta da concentra\u00e7\u00e3o, no entanto, reflete a continuidade de grandes emiss\u00f5es provenientes da queima de combust\u00edvel f\u00f3ssil. Tamb\u00e9m pode ter ocorrido um impacto da temporada 2023\/2024 do El Ni\u00f1o que evitou uma absor\u00e7\u00e3o maior do g\u00e1s pela biosfera.<\/p>\n<p>Do total de emiss\u00f5es humanas ocorridas entre 2015 e 2024, 50% se acumularam na atmosfera. O restante foi parar nos oceanos (29%), sejam dissolvidos na \u00e1gua, absorvidos pela biosfera marinha, e na terra (21%), absorvidos por processos biol\u00f3gicos ou geol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>O CO\u2082 responde por 66% da for\u00e7a radiativa dos gases do efeito estufa, ou seja, da capacidade de aquecimento na nossa atmosfera. Ele \u00e9 tamb\u00e9m respons\u00e1vel por 83% do aumento dessa for\u00e7a na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<h2>Metano<\/h2>\n<p>O segundo g\u00e1s com maior for\u00e7a radiativa, o metano, que responde por 16% dela na nossa atmosfera, passou a ter uma concentra\u00e7\u00e3o de 1.948 partes por bilh\u00e3o (ppb), um aumento de 6 ppb em rela\u00e7\u00e3o a 2024, menor do que os crescimentos de 8 ppb em 2024 e de 10,2 ppb por ano da m\u00e9dia da d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Desde 2007, o crescimento da emiss\u00e3o de metano na atmosfera vem caindo. Dois ter\u00e7os da emiss\u00e3o de g\u00e1s metano no planeta Terra vem de a\u00e7\u00f5es antropog\u00eanicas, como a cria\u00e7\u00e3o de gado e a decomposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos org\u00e2nicos.<\/p>\n<h2>\u00d3xido nitroso<\/h2>\n<p>J\u00e1 a concentra\u00e7\u00e3o de \u00f3xido nitroso, tamb\u00e9m conhecido como g\u00e1s do riso, que responde por 6% da for\u00e7a radiativa, chegou a 339,1 ppb, ou seja, 1,1 ppb a mais que em 2024, o mesmo ritmo de crescimento de 2023 para 2024 e pr\u00f3ximo da m\u00e9dia anual da d\u00e9cada (1,08 ppb por ano).<\/p>\n<p>Apesar de ter menor concentra\u00e7\u00e3o na atmosfera, cada mol\u00e9cula deste g\u00e1s contribui cerca de 270 vezes mais para o aquecimento global que uma mol\u00e9cula de di\u00f3xido de carbono. Diferentemente do metano, apenas um ter\u00e7o dele \u00e9 origin\u00e1rio de a\u00e7\u00f5es humanas, como o uso de fertilizantes agr\u00edcolas.<\/p>\n<h2>CFC<\/h2>\n<p>O relat\u00f3rio verificou ainda que os clorofluorcarbonos (CFCs), que tem capacidade de aquecer a atmosfera e de destruir a camada de oz\u00f4nio (que protege a Terra de radia\u00e7\u00e3o solar), est\u00e3o reduzindo sua concentra\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. Apesar disso, os CFCs respondem, junto com outros gases halogenados (aqueles que cont\u00e9m cloro ou fl\u00faor em sua composi\u00e7\u00e3o), tem diminu\u00eddo.<\/p>\n<p>O documento chama aten\u00e7\u00e3o, no entanto, para o crescimento de alguns gases halogenados, como os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) e os hidrofluorcarbonos (HFCs), que substitu\u00edram os CFCs nas ind\u00fastrias, t\u00eam aumentado apesar de ainda terem baixas concentra\u00e7\u00f5es. E eles tamb\u00e9m contribuem para o aquecimento global. Os gases halogenados respondem por 12% da for\u00e7a radiativa na nossa atmosfera.<\/p>\n<p><strong>Outro alerta do relat\u00f3rio \u00e9 para o aumento da emiss\u00e3o de hexafluoreto de enxofre (SF\u2086), pela ind\u00fastria qu\u00edmica, j\u00e1 que ele \u00e9 usado como isolante el\u00e9trico em equipamentos de distribui\u00e7\u00e3o de energia. <\/strong><\/p>\n<p>Apesar de ainda ser baixa, sua concentra\u00e7\u00e3o na atmosfera hoje \u00e9 tr\u00eas vezes maior do que a observada em meados da d\u00e9cada de 1990. E ele tem vida \u00fatil de mais de 1.900 anos na atmosfera.<\/p>\n<h2>G\u00e1s hidrog\u00eanio<\/h2>\n<p>J\u00e1 o g\u00e1s hidrog\u00eanio (H\u2082) que aparece como uma promissora fonte energ\u00e9tica limpa, tamb\u00e9m preocupa devido a seu vazamento de dutos, tanques de estocagem e de c\u00e9lulas de combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ter potencial de aquecimento, h\u00e1 a possibilidade rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica com hidroxilas (OH), mol\u00e9culas que contribuem para limpar a atmosfera por reagir com gases como o metano.<\/p>\n<p>Ao reagir com o g\u00e1s hidrog\u00eanio, as hidroxilas se tornam mais escassas para reagir com o metano, por exemplo. A rea\u00e7\u00e3o de OH com CH\u2084 gera di\u00f3xido de carbono, um g\u00e1s do efeito estufa 80 vezes menos potente que o metano. Por isso, o vazamento de H\u2082 para a atmosfera acaba contribuindo indiretamente para o aquecimento global.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-10\/concentracao-de-gases-do-efeito-estufa-atingem-niveis-recordes\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es com a Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um relat\u00f3rio publicado nesta ter\u00e7a-feira (27) pela Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (WMO) mostrou que 2025 atingiu n\u00edveis de concentra\u00e7\u00e3o \u201csem precedentes\u201d de gases do efeito estufa na atmosfera. O estudo constatou que a concentra\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono (CO\u2082), o principal desses gases, \u00e9 53% mais alto do que em n\u00edveis pr\u00e9-industriais (antes de 1750). 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