{"id":78980,"date":"2026-10-15T12:36:09","date_gmt":"2026-10-15T15:36:09","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/?p=78980"},"modified":"2026-10-15T12:36:09","modified_gmt":"2026-10-15T15:36:09","slug":"producao-brasileira-de-graos-deve-aumentar-apesar-do-el-nino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/producao-brasileira-de-graos-deve-aumentar-apesar-do-el-nino\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o brasileira de gr\u00e3os deve aumentar apesar do El Ni\u00f1o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o brasileira de gr\u00e3os da safra 2026\/2027 deve superar 367 milh\u00f5es de toneladas, um aumento de 1,4% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior. A proje\u00e7\u00e3o foi divulgada nesta quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a partir de dados reunidos no 1\u00ba Levantamento de Safra de Gr\u00e3os 2026\/2027.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p><strong>O crescimento se d\u00e1 pelo aumento da \u00e1rea cultivada, que deve crescer 2,3% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima safra e chegar a 85,4 milh\u00f5es de hectares.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>A colheita da soja deve ter um pequeno aumento, de 0,7%, chegando a 181,6 milh\u00f5es de toneladas. A \u00e1rea a ser semeada dever\u00e1 ter um crescimento de 1,4%, com destaque para os estados de Mato Grosso e Paran\u00e1 que, juntos, concentram mais de 60% da \u00e1rea de cultivo do gr\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>No caso do milho, o aumento da produ\u00e7\u00e3o deve ser de 2,4%, com volume total de gr\u00e3os podendo chegar a 148 milh\u00f5es de toneladas. O <strong>crescimento \u00e9 puxado pelo aumento da \u00e1rea plantada<\/strong>, que deve crescer 4,9% em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo de 2025\/2026.\u00a0<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o deve permanecer est\u00e1vel com volume estimado em 2,9 milh\u00f5es de toneladas. A proje\u00e7\u00e3o para a \u00e1rea semeada na primeira safra \u00e9 de 808,2 mil hectares, aumento de 1,9% em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo ciclo. E na segunda safra, 963,1 mil toneladas, 1,1% inferior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra passada. O Brasil colhe, anualmente, tr\u00eas safras de feij\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<h2>Arroz<\/h2>\n<p><strong>A Conab prev\u00ea uma queda na produ\u00e7\u00e3o do arroz de 2,9%, apesar de um aumento na \u00e1rea semeada.<\/strong> O plantio em sequeiro deve aumentar 7,1%. J\u00e1 o plantio em \u00e1rea alagada, que \u00e9 a maior parte da produ\u00e7\u00e3o nacional, dever\u00e1 permanecer est\u00e1vel, com pequeno aumento de 0,4%.\u00a0<\/p>\n<p>O motivo da queda de produtividade \u00e9 o impacto do El Ni\u00f1o, que dever\u00e1 afetar o volume de chuvas na Regi\u00e3o Sul, onde fica a maior parte da produ\u00e7\u00e3o nacional de arroz.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o Painel do El Ni\u00f1o, o <strong>fen\u00f4meno meteorol\u00f3gico atingir\u00e1 o Brasil de forma severa neste segundo semestre de 2026 e in\u00edcio de 2027<\/strong>. Como consequ\u00eancia, a previs\u00e3o \u00e9 que a Regi\u00e3o Sul tenha chuvas acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica, com riscos de inunda\u00e7\u00f5es, temporais e enchentes no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.\u00a0<\/p>\n<p>As regi\u00f5es Norte e Nordeste ter\u00e3o o problema oposto, uma seca severa e estiagem. O Centro-Oeste e o Sudeste ser\u00e3o afetados principalmente pelo calor extremo.\u00a0<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o prevista para o trigo \u00e9 de 5,7 milh\u00f5es de toneladas este ano. O volume equivale a uma redu\u00e7\u00e3o aproximada de 27,2% em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior. A queda est\u00e1 associada \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada e tamb\u00e9m \u00e0 queda na produtividade do cereal.<\/p>\n<h2>Exporta\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p><strong>As exporta\u00e7\u00f5es de soja em gr\u00e3os est\u00e3o estimadas em 117,97 milh\u00f5es de toneladas, um crescimento de 1,5% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior.<\/strong> No caso do milho, as exporta\u00e7\u00f5es devem alcan\u00e7ar 43,9 milh\u00f5es de toneladas. Mas o destaque do cereal ser\u00e1 o crescimento do mercado interno em 6,6% por causa da produ\u00e7\u00e3o de etanol.\u00a0<\/p>\n<p>O arroz dever\u00e1 ter as exporta\u00e7\u00f5es reduzidas em 17,4%. Isso porque, como a previs\u00e3o \u00e9 de produ\u00e7\u00e3o menor, os gr\u00e3os devem ser consumidos pelo mercado interno, que ficar\u00e1 est\u00e1vel.\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-10\/producao-brasileira-de-graos-deve-aumentar-apesar-do-el-nino\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es com a Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o brasileira de gr\u00e3os da safra 2026\/2027 deve superar 367 milh\u00f5es de toneladas, um aumento de 1,4% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior. A proje\u00e7\u00e3o foi divulgada nesta quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a partir de dados reunidos no 1\u00ba Levantamento de Safra de Gr\u00e3os 2026\/2027. 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