{"id":78766,"date":"2026-10-13T11:23:00","date_gmt":"2026-10-13T14:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/?p=78766"},"modified":"2026-10-13T11:23:00","modified_gmt":"2026-10-13T14:23:00","slug":"reducao-de-desastres-especialistas-defendem-cultura-da-prevencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/reducao-de-desastres-especialistas-defendem-cultura-da-prevencao\/","title":{"rendered":"Redu\u00e7\u00e3o de desastres: especialistas defendem &#8220;cultura da preven\u00e7\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Abandonar a cultura da trag\u00e9dia e investir em preven\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a recomenda\u00e7\u00e3o de especialistas em conserva\u00e7\u00e3o da natureza e adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica diante do aumento dos riscos associados a eventos extremos no Brasil. <\/strong><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>O caminho inclui mapear \u00e1reas vulner\u00e1veis, preparar servi\u00e7os essenciais, ampliar sistemas de alerta e incorporar a natureza ao planejamento urbano para reduzir os impactos de chuvas intensas, secas e ondas de calor.<\/p>\n<p><strong>O alerta ganha destaque neste 13 de outubro, Dia Internacional para a Redu\u00e7\u00e3o do Risco de Desastres<\/strong>, institu\u00eddo pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para promover a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e reduzir os impactos econ\u00f4micos, ambientais e sociais desses eventos.<\/p>\n<p>\u201cIsso mostra que ainda tratamos como surpresa riscos que j\u00e1 s\u00e3o conhecidos e recorrentes\u201d, diz Rafael Loyola, integrante da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (RECN) e diretor da Funda\u00e7\u00e3o Brasileira para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (FBDS).<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos abandonar a cultura da trag\u00e9dia e adotar uma cultura de preven\u00e7\u00e3o. Hoje, o Brasil gasta mais de tr\u00eas vezes com resposta e reconstru\u00e7\u00e3o do que com preven\u00e7\u00e3o de desastres, nos n\u00edveis federal, estadual e municipal&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>Segundo Loyola, a mudan\u00e7a exige monitoramento permanente de \u00e1reas de risco, investimentos em drenagem e conten\u00e7\u00e3o de encostas, arboriza\u00e7\u00e3o urbana, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais e aprimoramento dos sistemas de alerta \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio preparar hospitais, escolas, estradas e redes de abastecimento de \u00e1gua e energia para funcionar em condi\u00e7\u00f5es adversas.<\/strong><\/p>\n<h2>Adapta\u00e7\u00e3o\u00a0<\/h2>\n<p>A prepara\u00e7\u00e3o para eventos extremos precisa considerar as caracter\u00edsticas e vulnerabilidades de cada regi\u00e3o. As proje\u00e7\u00f5es para o segundo semestre de 2026, sob influ\u00eancia do El Ni\u00f1o, refor\u00e7am essa necessidade.<\/p>\n<p>Para Andr\u00e9 Ferretti, gerente s\u00eanior de Economia da Biodiversidade da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio e integrante da RECN, a adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica depende de a\u00e7\u00f5es articuladas entre diferentes setores.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAo contr\u00e1rio da mitiga\u00e7\u00e3o, que tem foco na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e pode ser feita em qualquer lugar do mundo, com efeitos positivos para todos, a adapta\u00e7\u00e3o exige a\u00e7\u00e3o local. \u00c9 preciso olhar para cada territ\u00f3rio, mapeando riscos e vulnerabilidades.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo o especialista, as estrat\u00e9gias precisam envolver \u00e1reas como meio ambiente, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, agropecu\u00e1ria e infraestrutura, com participa\u00e7\u00e3o dos governos federal, estaduais e municipais, dos setores econ\u00f4micos e da sociedade.<\/p>\n<p><strong>Uma das ferramentas dispon\u00edveis \u00e9 a plataforma Natureza ON, desenvolvida pela Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio em parceria com o MapBiomas, com tecnologia Google Cloud. <\/strong><\/p>\n<p>A ferramenta permite consultar riscos de inunda\u00e7\u00f5es, deslizamentos e indicadores de seguran\u00e7a h\u00eddrica em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds, al\u00e9m de indicar Solu\u00e7\u00f5es Baseadas na Natureza que podem aumentar a resili\u00eancia dos territ\u00f3rios.<\/p>\n<h2>Natureza como infraestrutura<\/h2>\n<p>A supress\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o, a impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo e a ocupa\u00e7\u00e3o de rios e nascentes contribu\u00edram para aumentar a vulnerabilidade de cidades a eventos extremos, segundo Juliana Baladelli Ribeiro, gerente de Projetos da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio e especialista em Solu\u00e7\u00f5es Baseadas na Natureza.<\/p>\n<p><strong>A recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes, a preserva\u00e7\u00e3o de rios e nascentes, a cria\u00e7\u00e3o de parques e a amplia\u00e7\u00e3o de \u00e1reas perme\u00e1veis podem reduzir riscos associados ao excesso de \u00e1gua e \u00e0s altas temperaturas. <\/strong><\/p>\n<p>Essas \u00e1reas tamb\u00e9m contribuem para controlar a eros\u00e3o, estabilizar encostas e regular a disponibilidade de \u00e1gua, a temperatura e a umidade do ar.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cS\u00e3o formas muito eficientes de lidar com os riscos associados ao excesso de \u00e1gua e \u00e0s altas temperaturas, ao mesmo tempo em que geram benef\u00edcios para a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Juliana.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ela ressalta que os investimentos urbanos precisam considerar os riscos clim\u00e1ticos desde o planejamento.<\/p>\n<p>\u201cSem considerar os riscos e os impactos das mudan\u00e7as do clima no planejamento dessas obras, parte desse investimento pode, em vez de preparar as cidades, contribuir para ampliar sua vulnerabilidade a eventos extremos e aprofundar a injusti\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, alerta.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-10\/reducao-de-desastres-especialistas-defendem-cultura-da-prevencao\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es com a Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abandonar a cultura da trag\u00e9dia e investir em preven\u00e7\u00e3o. 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