{"id":76385,"date":"2026-09-09T14:45:23","date_gmt":"2026-09-09T17:45:23","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/saude-mental-ganha-espaco-entre-jovens-mas-tolerancia-a-frustracao-preocupa\/"},"modified":"2026-09-09T14:45:23","modified_gmt":"2026-09-09T17:45:23","slug":"saude-mental-ganha-espaco-entre-jovens-mas-tolerancia-a-frustracao-preocupa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/saude-mental-ganha-espaco-entre-jovens-mas-tolerancia-a-frustracao-preocupa\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade mental ganha espa\u00e7o entre jovens, mas toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o preocupa"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div data-id=\"626ab9d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Para psic\u00f3logo, nova gera\u00e7\u00e3o ampliou o vocabul\u00e1rio emocional, mas ainda precisa desenvolver recursos para lidar com limites e desconfortos<\/em><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nunca se falou tanto sobre sa\u00fade mental como nos \u00faltimos anos. Entre crian\u00e7as e adolescentes, termos como ansiedade, autoestima, trauma, crise e relacionamentos t\u00f3xicos passaram a fazer parte das rodas de conversa. Esse cen\u00e1rio representa um avan\u00e7o importante j\u00e1 que sofrimentos que antes recebiam o r\u00f3tulo de \u201cfrescura\u201d ou falta de for\u00e7a passaram a receber a devida aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, saber nomear o que sente n\u00e3o significa, necessariamente, saber lidar com aquilo. Essa \u00e9 uma das principais contradi\u00e7\u00f5es observadas pelo psic\u00f3logo Rafael Falco, orientador educacional do Col\u00e9gio Jandyra. Para ele, a atual gera\u00e7\u00e3o ampliou o vocabul\u00e1rio emocional, mas ainda precisa desenvolver recursos para enfrentar situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. \u201cUma coisa \u00e9 reconhecer o que a gente sente. Outra \u00e9 compreender aquilo, pedir ajuda quando necess\u00e1rio e conseguir continuar vivendo apesar de determinados desconfortos\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o do psic\u00f3logo, sa\u00fade mental n\u00e3o pode ser confundida com aus\u00eancia de sofrimento j\u00e1 que tristeza, medo, inseguran\u00e7a, frustra\u00e7\u00e3o e ansiedade fazem parte da experi\u00eancia humana. O alerta surge quando essas emo\u00e7\u00f5es apresentam intensidade ou dura\u00e7\u00e3o fora do esperado e passam a interferir na rotina, no conv\u00edvio social, no sono, no rendimento escolar ou no interesse por atividades que antes faziam parte da vida. \u201cUma prova importante pode provocar ansiedade. O fim de um relacionamento pode trazer tristeza. Uma rejei\u00e7\u00e3o pode gerar inseguran\u00e7a. Essas rea\u00e7\u00f5es, por si s\u00f3, n\u00e3o significam adoecimento\u201d, relata Falco.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo em que os jovens passaram a falar mais sobre sa\u00fade mental, tamb\u00e9m est\u00e3o mais expostos a est\u00edmulos e cobran\u00e7as no cotidiano. Redes sociais, compara\u00e7\u00e3o constante e excesso de informa\u00e7\u00e3o fazem parte dessa realidade e podem dificultar a rela\u00e7\u00e3o com a espera, o t\u00e9dio e a frustra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Falco ressalta, por\u00e9m, que n\u00e3o se trata de atribuir toda a responsabilidade ao celular ou \u00e0s redes sociais. O ponto central est\u00e1 na pouca oportunidade de experimentar situa\u00e7\u00f5es sem uma solu\u00e7\u00e3o imediata. \u201cQuando a gente est\u00e1 entediado, pega o celular. Se alguma coisa incomoda, existe sempre alguma coisa para distrair imediatamente\u201d, observa.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, esperar por uma resposta, ouvir um \u201cn\u00e3o\u201d, errar, perder ou estudar antes de dominar um assunto s\u00e3o experi\u00eancias importantes para o desenvolvimento da resili\u00eancia emocional. \u201cA frustra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ensina. Para o adolescente, que ainda constr\u00f3i a pr\u00f3pria identidade, a sensa\u00e7\u00e3o de que outras pessoas est\u00e3o sempre \u00e0 frente pode aumentar a cobran\u00e7a e a sensa\u00e7\u00e3o de inadequa\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta o especialista.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Escola e fam\u00edlia devem ser aliadas<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ambiente escolar, um dos principais sinais de que algo pode n\u00e3o estar bem aparece nas mudan\u00e7as de comportamento. Um aluno que passa a se isolar, falta com frequ\u00eancia, chora mais, demonstra irritabilidade, perde o interesse pelas atividades ou apresenta queda significativa no rendimento merece aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas existe outro grupo que pode passar despercebido: o dos estudantes que mant\u00eam excelentes resultados. Falco explica que um adolescente pode continuar tirando boas notas, entregando todas as atividades e cumprindo suas responsabilidades enquanto enfrenta um n\u00edvel elevado de sofrimento e cobran\u00e7a. Por isso, o desempenho escolar, sozinho, n\u00e3o indica que est\u00e1 tudo bem.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cuidar da sa\u00fade mental de crian\u00e7as e adolescentes exige duas frentes que precisam caminhar juntas: acolhimento e desenvolvimento. \u00c9 fundamental que o jovem saiba que pode falar sobre o que sente e que ser\u00e1 ouvido. Tamb\u00e9m precisa desenvolver habilidades que a pr\u00f3pria vida vai exigir como saber esperar, lidar com limites, ouvir \u201cn\u00e3o\u201d, perder, errar, resolver conflitos, controlar a raiva, pedir ajuda e agir mesmo diante da inseguran\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O papel dos adultos, segundo o psic\u00f3logo, \u00e9 oferecer suporte para que crian\u00e7as e adolescentes construam recursos para enfrentar essas situa\u00e7\u00f5es com mais autonomia. \u201cAcolher \u00e9 estar perto. \u00c9 dizer eu estou aqui, vou te ajudar, mas vamos descobrir juntos o que voc\u00ea consegue fazer com isso\u201d, alerta o especialista.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas vezes temos uma falsa ideia de que cuidar da sa\u00fade mental \u00e9 evitar sofrimento e isso \u00e9 uma miss\u00e3o imposs\u00edvel. Para Falco, mais do que ensinar os jovens a dizer \u201ceu n\u00e3o estou bem\u201d, precisamos ajud\u00e1-los a descobrir o que fazer depois que conseguem dizer isso. \u201cMuitas situa\u00e7\u00f5es da vida s\u00e3o desconfort\u00e1veis e nesse sentido, precisamos ajudar os jovens a construir recursos para lidar com isso. Fam\u00edlia, escola e profissionais caminham juntas para ensinar os jovens a terem autonomia para lidar com os desafios naturais da vida. O que n\u00e3o podemos \u00e9 fazer tudo por eles\u201d, finaliza.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/dinamuscomunicacao.com.br\/saude-mental-ganha-espaco-entre-jovens-mas-tolerancia-a-frustracao-preocupa\/\" rel=\"noopener\"> Informa\u00e7\u00f5es: D\u00ednamus Comunica\u00e7\u00e3o <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para psic\u00f3logo, nova gera\u00e7\u00e3o ampliou o vocabul\u00e1rio emocional, mas ainda precisa desenvolver recursos para lidar com limites e desconfortos Nunca se falou tanto sobre sa\u00fade mental como nos \u00faltimos anos. Entre crian\u00e7as e adolescentes, termos como ansiedade, autoestima, trauma, crise e relacionamentos t\u00f3xicos passaram a fazer parte das rodas de conversa. 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