{"id":75452,"date":"2026-08-26T16:43:23","date_gmt":"2026-08-26T19:43:23","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/?p=75452"},"modified":"2026-08-26T16:43:23","modified_gmt":"2026-08-26T19:43:23","slug":"bacia-esponja-pode-ser-uma-alternativa-contra-inundacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/bacia-esponja-pode-ser-uma-alternativa-contra-inundacoes\/","title":{"rendered":"Bacia-esponja pode ser uma alternativa contra inunda\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Imagens impressionantes de uma <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2026-08\/inundacao-repentina-na-fronteira-entre-nepal-e-tibete-deixa-95-mortos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">enxurrada na regi\u00e3o entre o Nepal e Tibet<\/a>, na \u00c1sia, atravessaram o mundo. E no Brasil, fizeram recordar as <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/enchentes-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">enchentes ocorridas nos \u00faltimos anos<\/a>, em diferentes regi\u00f5es. Com mais frequ\u00eancia e intensidade, os extremos clim\u00e1ticos t\u00eam a mesma origem, o aquecimento global.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>Segundo Cec\u00edlia Herzog, paisagista urbana da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (Recn), <strong>as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas exigem adapta\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m das \u00e1reas urbanas<\/strong>. \u00c9 preciso pensar o processo hidrol\u00f3gico como um todo e adaptar as bacias h\u00eddricas, avalia.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA \u00e1gua n\u00e3o respeita as nossas decis\u00f5es pol\u00edticas ou nossas conven\u00e7\u00f5es e fronteiras, o limite da natureza \u00e9 outro, tem os seus processos e fluxos que correm na paisagem\u201d, diz.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A partir dessa ideia, a especialista prop\u00f5e a ado\u00e7\u00e3o de um modelo chamado bacia-espoja, que <strong>seria uma adapta\u00e7\u00e3o do conceito de cidade-esponja, difundido pelo arquiteto chin\u00eas Yu Kongjian, no in\u00edcio dos anos 2000<\/strong>, de tratar os pr\u00f3prios cursos dos rios em vez de adaptar as cidades para absorver, reter e reutilizar a \u00e1gua da chuva por meio de solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNa hora que voc\u00ea passa a tratar a bacia hidrogr\u00e1fica como uma unidade de planejamento, que \u00e9 a unidade ideal, voc\u00ea tem que come\u00e7ar na cabeceira e terminar na foz, e passando por ele todo, e ao longo n\u00e3o apenas do curso do rio, mas de todas as \u00e1reas perif\u00e9ricas que v\u00e3o de alguma maneira impactar o que acontece\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Para a especialista em solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza Juliana Baladelli Ribeiro, retardar o escoamento na pr\u00f3pria estrutura do rio \u00e9 mais eficaz do que pensar apenas nos efeitos das chuvas atingindo as cidades.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO excesso de chuva que causa transtornos nas cidades muitas vezes n\u00e3o caiu diretamente ali. A \u00e1gua vem sendo acumulada ao longo da bacia hidrogr\u00e1fica, chegando pelos rios\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Na pr\u00e1tica, as principais interven\u00e7\u00f5es seriam proteger as nascentes nas partes mais altas das bacias hidrogr\u00e1ficas e recuperar as florestas nas margens dos rios<\/strong>, para manter a conectividade natural da vegeta\u00e7\u00e3o por meio dos fluxos de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Juliana entende que a interven\u00e7\u00e3o nas bacias n\u00e3o exclui a\u00e7\u00f5es nas cidades, onde tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio dar vaz\u00e3o aos fluxos acumulados e aumentados por chuvas intensas.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Ela prop\u00f5e \u201cter espa\u00e7os como parques urbanos, jardins de chuva, pra\u00e7as \u00famidas, que ajudam a assegurar essa \u00e1gua e permita ent\u00e3o que a \u00e1gua da chuva volte aos poucos para o seu fluxo natural\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com as especialistas, a gest\u00e3o integrada das bacias hidrogr\u00e1ficas a partir do conceito de bacia-esponja j\u00e1 demonstram resultados bem-sucedidos em v\u00e1rios pa\u00edses, mas \u00e9 preciso adequar as solu\u00e7\u00f5es a cada lugar e aos fatores naturais de cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos pensar em importar modelos. \u00c9 necess\u00e1rio pensar como que a gente vai transformar essas paisagens de extremamente vulner\u00e1veis a paisagens mais resilientes, cocriando com o conhecimento local\u201d, defende Cec\u00edlia Herzog.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-08\/bacia-esponja-pode-ser-uma-alternativa-contra-inundacoes\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es com a Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagens impressionantes de uma enxurrada na regi\u00e3o entre o Nepal e Tibet, na \u00c1sia, atravessaram o mundo. E no Brasil, fizeram recordar as enchentes ocorridas nos \u00faltimos anos, em diferentes regi\u00f5es. Com mais frequ\u00eancia e intensidade, os extremos clim\u00e1ticos t\u00eam a mesma origem, o aquecimento global. 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