{"id":73923,"date":"2026-08-06T14:10:01","date_gmt":"2026-08-06T17:10:01","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/pai-por-inteiro-quando-a-presenca-se-torna-o-maior-legado\/"},"modified":"2026-08-06T14:10:01","modified_gmt":"2026-08-06T17:10:01","slug":"pai-por-inteiro-quando-a-presenca-se-torna-o-maior-legado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/pai-por-inteiro-quando-a-presenca-se-torna-o-maior-legado\/","title":{"rendered":"Pai por inteiro: quando a presen\u00e7a se torna o maior legado"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div data-id=\"626ab9d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Hist\u00f3rias vividas na APAE Limeira mostram como a presen\u00e7a paterna fortalece o desenvolvimento, a autonomia e o v\u00ednculo familiar<\/em><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando Alexandre Goulart entrou pela primeira vez na Unidade Neonatal da Santa Casa, ele n\u00e3o carregava apenas a ansiedade de conhecer o filho. Carregava um luto. Poucas semanas antes, havia perdido a esposa para um linfoma agressivo, diagnosticado durante a gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele conta que tinha uma fam\u00edlia bem unida. O primeiro filho tinha uns 7 anos e pedia sempre um irm\u00e3ozinho. O desejo do primog\u00eanito foi atendido e junto um dos maiores desafios da vida do pai.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos 37 anos, Alexandre ficou vi\u00favo e, ao mesmo tempo, pai solo de um beb\u00ea que nasceu com apenas quatro meses e meio de gesta\u00e7\u00e3o, medindo 27 cent\u00edmetros e pesando 500 gramas. No lugar onde muitos enxergariam apenas a dor, Alexandre encontrou um prop\u00f3sito. \u201cEu tenho um pensamento: o que vier para mim, eu assumo. Formei uma fam\u00edlia e tenho que honrar\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos os dias ele atravessava o mesmo caminho at\u00e9 a UTI Neonatal. Entrava, fazia sua ora\u00e7\u00e3o e observava o pequeno Pedro lutar pela vida. \u201cEu via a for\u00e7a que o Pedro tinha para viver\u201d, lembra o pai. E assim foram meses de espera.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o beb\u00ea atingiu 1,250 kg, deixou a UTI e seguiu para o quarto, os dois tiveram que permanecer ali por mais um m\u00eas. E foi nesse per\u00edodo que Alexandre viveu um dos momentos mais marcantes da sua trajet\u00f3ria. \u201cQuando as enfermeiras disseram: \u2018pai, agora voc\u00ea vai fazer o canguru\u2019. Eu nem sabia o que era. Eu aprendi, fiz e foi uma alegria sentir o Pedro no colo, mas, ao mesmo tempo, uma tristeza. O primeiro colo deveria ter sido da m\u00e3e\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pedro recebeu alta justamente no anivers\u00e1rio do pai, em 12 de novembro de 2011. Foi um verdadeiro presente. \u201cVestimos a camisa e fomos para casa sem saber se ir\u00edamos conseguir\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vieram as noites sem dormir, os medicamentos nos hor\u00e1rios certos, as mamadas, as consultas m\u00e9dicas, as terapias, as reuni\u00f5es escolares. Neste processo todo, Alexandre contou com o apoio da m\u00e3e e da sogra, mas assumiu integralmente a responsabilidade de criar os dois filhos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o passar do tempo, percebeu que Pedro apresentava caracter\u00edsticas que iam al\u00e9m das consequ\u00eancias da prematuridade. Pesquisou, observou, buscou respostas. At\u00e9 que veio o diagn\u00f3stico de defici\u00eancia intelectual. A not\u00edcia n\u00e3o mudou a forma como enxergava o filho. \u201cSe o filho \u00e9 meu, n\u00e3o importa o que ele tem ou vai ter. Para mim, ele j\u00e1 era um guerreiro, e isso bastava\u201d.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alexandre conta que uma das suas maiores preocupa\u00e7\u00f5es continua sendo preparar Pedro para a vida, compreender cada etapa do seu desenvolvimento e pensar em como o filho seguir\u00e1 quando ele n\u00e3o estiver mais presente. Ele admite que houve momentos de exaust\u00e3o. \u201cV\u00e1rias vezes pensei que estava no meu limite, pelo cansa\u00e7o, pelo estresse, pelo des\u00e2nimo. Mas sempre lembrava de uma coisa: meus filhos n\u00e3o pediram para nascer. Ent\u00e3o sou respons\u00e1vel por eles\u201d, lembra.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, aos 52 anos, ele resume sua miss\u00e3o de forma simples. \u201cN\u00e3o importa se eu acertei ou errei. O importante \u00e9 que meus filhos tenham certeza de que o pai nunca os abandonou\u201d, finaliza.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A presen\u00e7a que transforma<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hist\u00f3rias como a de Alexandre ajudam a ilustrar um aspecto que especialistas consideram essencial para o desenvolvimento infantil que \u00e9 a presen\u00e7a ativa do pai.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O psic\u00f3logo da APAE Limeira, Cristian Roberto Francisco de Assis, explica que o envolvimento paterno vai muito al\u00e9m do apoio \u00e0 m\u00e3e. Quando participa da rotina, demonstra afeto, acompanha consultas, terapias, atividades escolares e compartilha as responsabilidades do cuidado, o pai contribui diretamente para o desenvolvimento emocional da pessoa com defici\u00eancia. \u201cA presen\u00e7a paterna fortalece a autoestima, transmite seguran\u00e7a e ajuda a crian\u00e7a a desenvolver v\u00ednculos afetivos saud\u00e1veis. Isso reflete na forma como ela enfrenta desafios, constr\u00f3i autonomia e se relaciona com o mundo\u201d, ressalta.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, esse envolvimento tamb\u00e9m favorece a independ\u00eancia j\u00e1 que, ao estimular pequenas conquistas do cotidiano, respeitando os limites e valorizando as capacidades, o pai fortalece a confian\u00e7a do filho e amplia suas possibilidades de participa\u00e7\u00e3o na sociedade.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro benef\u00edcio importante \u00e9 o fortalecimento da din\u00e2mica familiar. Quando o cuidado \u00e9 compartilhado, reduz-se a sobrecarga f\u00edsica e emocional da m\u00e3e, criando um ambiente mais equilibrado para toda a fam\u00edlia. \u201cO pai n\u00e3o \u00e9 apenas um coadjuvante no cuidado. A presen\u00e7a dele \u00e9 um fator decisivo para o desenvolvimento emocional, para a autonomia, para a inclus\u00e3o e, principalmente, para a autoconfian\u00e7a e qualidade de vida da pessoa com defici\u00eancia\u201d, destaca.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/dinamuscomunicacao.com.br\/pai-por-inteiro-quando-a-presenca-se-torna-o-maior-legado\/\" rel=\"noopener\"> Informa\u00e7\u00f5es: D\u00ednamus Comunica\u00e7\u00e3o <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3rias vividas na APAE Limeira mostram como a presen\u00e7a paterna fortalece o desenvolvimento, a autonomia e o v\u00ednculo familiar Quando Alexandre Goulart entrou pela primeira vez na Unidade Neonatal da Santa Casa, ele n\u00e3o carregava apenas a ansiedade de conhecer o filho. Carregava um luto. 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