{"id":6270,"date":"2024-05-24T13:46:47","date_gmt":"2024-05-24T16:46:47","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2024\/05\/24\/ong-relata-torturas-execucoes-e-prisoes-arbitrarias-no-equador\/"},"modified":"2024-05-24T13:46:47","modified_gmt":"2024-05-24T16:46:47","slug":"ong-relata-torturas-execucoes-e-prisoes-arbitrarias-no-equador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/ong-relata-torturas-execucoes-e-prisoes-arbitrarias-no-equador\/","title":{"rendered":"ONG relata torturas, execu\u00e7\u00f5es e pris\u00f5es arbitr\u00e1rias no Equador"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Desde que o governo do Equador decretou que o pa\u00eds vive um \u201cconflito armado interno\u201d, em 9 de janeiro deste ano, h\u00e1 den\u00fancias de execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais, pris\u00f5es arbitr\u00e1rias e torturas supostamente promovidas pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a e militares do pa\u00eds, segundo investiga\u00e7\u00e3o da Human Rights Watch (HRW).<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) internacional de direitos humanos enviou, nesta semana, uma carta ao presidente equatoriano Daniel Noboa relatando os supostos casos de abusos e pedindo medidas para evitar viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=367218:grande_6colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\">\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif?w=696&#038;ssl=1\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/SGuWZpgIayLyPQ8Fz7JwcwqI_Uw=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/equadorcrise5.jpg?itok=vZZ9JW8d\" alt=\"Police officers present the detainees who stormed the TC Television studio during a live TV broadcast amid the ongoing wave of violence around the nation, in Guayaquil, Ecuador January 10, 2024. REUTERS\/Vicente Gaibor del Pino     TPX IMAGES OF THE DAY\" title=\"REUTERS\/Vicente Gaibor del Pino\" class=\"flex-fill img-cover\"\/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/SGuWZpgIayLyPQ8Fz7JwcwqI_Uw%3D\/463x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/equadorcrise5.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Police officers present the detainees who stormed the TC Television studio during a live TV broadcast amid the ongoing wave of violence around the nation, in Guayaquil, Ecuador January 10, 2024. REUTERS\/Vicente Gaibor del Pino     TPX IMAGES OF THE DAY\" title=\"REUTERS\/Vicente Gaibor del Pino\" class=\"flex-fill img-cover\"\/>\n    <\/div>\n<p><!-- END scald=367218 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=367218-->Policiais mostram os detidos ap\u00f3s invadirem um est\u00fadio de televis\u00e3o e fazerem jornalistas ref\u00e9ns &#8211; <strong>REUTERS\/Vicente Gaibor del Pino<\/strong><!--END copyright=367218--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>A HRW ainda questionou o decreto de \u201cconflito armado interno\u201d, argumentando que n\u00e3o h\u00e1 elementos suficientes para afirmar que o pa\u00eds vive um conflito interno, devido a falta de organiza\u00e7\u00e3o e de poderio militar dos grupos criminosos.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO governo equatoriano tem sistematicamente falhado na apresenta\u00e7\u00e3o de provas suficientes de que o combate com qualquer um dos 22 grupos criminosos constitui um conflito armado n\u00e3o internacional\u201d, disse a ONG.<\/p>\n<p>O Equador viu a viol\u00eancia explodir no pa\u00eds nos \u00faltimos anos. Entre 2019 e 2023, os homic\u00eddios na na\u00e7\u00e3o sul-americana cresceram 574%, de acordo com o Observat\u00f3rio Equatoriano do Crime Organizado. Em janeiro deste ano, <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2024-01\/entenda-origens-da-atual-crise-de-seguranca-do-equador\" target=\"_top\" rel=\"noopener\">uma onda de viol\u00eancia<\/a> colocou o pa\u00eds nas manchetes mundiais, quando narcotraficantes promoveram sequestros, explos\u00f5es e at\u00e9 a invas\u00e3o de um telejornal ao vivo.<\/p>\n<h2>Pris\u00f5es<\/h2>\n<p>O governo ent\u00e3o declarou guerra ao crime organizado e passou a classific\u00e1-los como &#8220;terroristas&#8221;. Desde de janeiro at\u00e9 11 de mar\u00e7o, o governo informou ter detido mais de 13 mil pessoas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cOs militares, que controlam as pris\u00f5es do Equador desde janeiro, mantiveram os detidos incomunic\u00e1veis, dificultando por vezes o seu direito de consultar advogados ou de obter assist\u00eancia m\u00e9dica. Os soldados parecem ser respons\u00e1veis por v\u00e1rios casos de maus-tratos e alguns casos de tortura na pris\u00e3o\u201d, diz a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=386839:grande_6colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\">\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif?w=696&#038;ssl=1\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/2KfwP4ej1II87gjnxrlT0HG-hV8=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/05\/24\/2024-05-22t235339z_1_lynxmpek4l0yz_rtroptp_4_ecuador-violencia.jpg?itok=Qpr7PAih\" alt=\"Foto de arquivo do presidente do Equador Daniel Noboa&#13;&#10;21\/04\/2024&#13;&#10;REUTERS\/Santiago Arcos\" title=\"Santiago Arcos\/Reuters\/direitos reservados\" class=\"flex-fill img-cover\"\/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/2KfwP4ej1II87gjnxrlT0HG-hV8%3D\/463x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/05\/24\/2024-05-22t235339z_1_lynxmpek4l0yz_rtroptp_4_ecuador-violencia.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Foto de arquivo do presidente do Equador Daniel Noboa&#13;&#10;21\/04\/2024&#13;&#10;REUTERS\/Santiago Arcos\" title=\"Santiago Arcos\/Reuters\/direitos reservados\" class=\"flex-fill img-cover\"\/>\n    <\/div>\n<p><!-- END scald=386839 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=386839-->Presidente do Equador Daniel Noboa &#8211; <strong>Santiago Arcos\/Reuters\/direitos reservados<\/strong><!--END copyright=386839--><br type=\"_moz\"\/><br \/>\n<\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>A HRW disse que recebeu den\u00fancias de que pessoas eram presas por simplesmente estarem passando por locais de opera\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia. \u201cDe acordo com organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos e advogados, estas deten\u00e7\u00f5es afetaram especialmente os jovens dos bairros pobres\u201d, informou.<\/p>\n<p>Um dos processos analisados pela organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o da pris\u00e3o de 22 pessoas no dia 20 de janeiro, todas acusadas de \u201cterrorismo\u201d. Os familiares relataram que passaram dias sem saber para onde os presos foram levados, at\u00e9 descobrirem que estavam em uma penitenci\u00e1ria h\u00e1 180 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia do local onde moram.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO processo, que a Human Rights Watch analisou, n\u00e3o fornece provas que liguem esta pessoa ao &#8216;terrorismo&#8217; ou a qualquer outro crime. Em 4 de mar\u00e7o, um promotor alterou as acusa\u00e7\u00f5es para &#8216;tr\u00e1fico de armas&#8217;\u201d, destacou o comunicado.<\/p>\n<p>A HRW entrevistou supostas v\u00edtimas de abuso, advogados e familiares, solicitou informa\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, analisou fotografias e v\u00eddeos e participou de audi\u00eancias judiciais, al\u00e9m de revistar arquivos de v\u00e1rios casos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA militariza\u00e7\u00e3o das ruas e pris\u00f5es do Equador levou a graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos por parte das for\u00e7as de seguran\u00e7a\u201d, afirma a ONG, que diz ter verificado v\u00eddeos \u201cque mostram espancamentos e outros tratamentos abusivos durante as deten\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Execu\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>At\u00e9 19 de abril, a Procuradoria-Geral havia aberto oito investiga\u00e7\u00f5es sobre execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais e a HRW analisou tr\u00eas casos, sendo que em um deles considera que h\u00e1 provas indicando que se tratou de execu\u00e7\u00e3o extrajudicial.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso do assassinato do jovem Carlos Javier Veja, de 19 anos, e do ferimento do seu primo Eduardo Velasco, em Guayaquil, no dia 2 de fevereiro. Ambos foram rotulados como \u201cterroristas\u201d pelo Ex\u00e9rcito. Segundo a ONG, os relatos colhidos e as imagens analisadas do incidente \u201ccontradizem o relato do Ex\u00e9rcito\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO caso aberto contra Eduardo, que foi analisado pela Human Rights Watch, n\u00e3o mostra nenhuma evid\u00eancia de que eles pertencessem a um grupo criminoso ou mesmo portassem armas naquele dia\u201d, disse a carta da HRW enviada ao presidente Noboa.<\/p>\n<p>\u201cNo dia 22 de mar\u00e7o o promotor pediu a um juiz que encerrasse a investiga\u00e7\u00e3o contra Eduardo. O caso foi encerrado em 10 de abril e Eduardo foi libertado\u201d, completou.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=367219:cheio_8colunas --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\">\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif?w=696&#038;ssl=1\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/dP4rOzu8ppGLttY7nA1hg9hcCDg=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/equadorcrise4.jpg?itok=45NErsGc\" alt=\"Security forces members man a checkpoint amid the ongoing wave of violence around the nation, in Guayaquil, Ecuador January 10, 2024. REUTERS\/Vicente Gaibor del Pino\" title=\"REUTERS\/Vicente Gaibor del Pino\" class=\"flex-fill img-cover\"\/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/dP4rOzu8ppGLttY7nA1hg9hcCDg%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/equadorcrise4.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Security forces members man a checkpoint amid the ongoing wave of violence around the nation, in Guayaquil, Ecuador January 10, 2024. 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J\u00e1 Noboa atacou um juiz que afirmou que militares teriam violado os direitos de sete pessoas presas.<\/p>\n<p>\u201cQue nenhum antipatri\u00f3tico nos venha dizer que n\u00f3s estamos violando os direitos de ningu\u00e9m quando estamos protegendo os direitos da grande maioria\u201d, afirmo Noboa em evento p\u00fablico no dia 15 de fevereiro.<\/p>\n<h2>Governo do Equador<\/h2>\n<p>A <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> entrou em contato com assessores do governo equatoriano e aguarda o retorno sobre a posi\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o ao comunicado da Human Rights Watch.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2024-05\/ong-relata-torturas-execucoes-e-prisoes-arbitrarias-no-equador\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que o governo do Equador decretou que o pa\u00eds vive um \u201cconflito armado interno\u201d, em 9 de janeiro deste ano, h\u00e1 den\u00fancias de execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais, pris\u00f5es arbitr\u00e1rias e torturas supostamente promovidas pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a e militares do pa\u00eds, segundo investiga\u00e7\u00e3o da Human Rights Watch (HRW). 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