{"id":62185,"date":"2026-04-20T08:47:13","date_gmt":"2026-04-20T11:47:13","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/refloresta-sp-transforma-propriedades-no-vale-do-paraiba\/"},"modified":"2026-04-20T08:47:13","modified_gmt":"2026-04-20T11:47:13","slug":"refloresta-sp-transforma-propriedades-no-vale-do-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/refloresta-sp-transforma-propriedades-no-vale-do-paraiba\/","title":{"rendered":"Refloresta SP transforma propriedades no Vale do Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Captura-de-tela-2026-04-13-175246-1024x578-1.jpg?w=696&#038;ssl=1\" \/><\/p>\n<div>\n<p>No S\u00edtio Esperan\u00e7a, em Lagoinha, o produtor rural\u00a0Causio\u00a0Giovani Figueira, 43 anos, viu a realidade da propriedade mudar ap\u00f3s aderir ao Programa Refloresta SP, em novembro de 2024. Desde ent\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de leite passou de 270 litros por dia para 700 litros di\u00e1rios no pico.\u00a0<\/p>\n<p>Em 2024, o s\u00edtio contava com 25 vacas em lacta\u00e7\u00e3o. A propriedade ainda n\u00e3o possu\u00eda sistema estruturado de manejo de pastagens: n\u00e3o havia \u00e1gua distribu\u00edda em todos os piquetes nem divis\u00e3o adequada das \u00e1reas. A produ\u00e7\u00e3o variava entre 270 e 300 litros de leite por dia.\u00a0<\/p>\n<p>Posteriormente, com a entrada de oito novilhas, filhas das pr\u00f3prias vacas, o rebanho passou a 33 animais em lacta\u00e7\u00e3o. A reorganiza\u00e7\u00e3o produtiva, aliada \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de 13,25 hectares de sistema silvipastoril \u2014 modelo que integra \u00e1rvores, pastagem e cria\u00e7\u00e3o de gado na mesma \u00e1rea \u2014 trouxe melhorias no solo, sombreamento e maior efici\u00eancia no manejo.\u00a0<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M: <a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/programa-refloresta-sp-conclui-a-restauracao-de-175-hectares-em-mogi-das-cruzes\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/programa-refloresta-sp-conclui-a-restauracao-de-175-hectares-em-mogi-das-cruzes\/\" rel=\"noopener\">Programa Refloresta-SP conclui a restaura\u00e7\u00e3o de 17,5 hectares em Mogi das Cruzes<\/a><\/strong><\/p>\n<p>A propriedade tamb\u00e9m recebeu a\u00e7\u00f5es de restaura\u00e7\u00e3o em 1,77 hectare e conserva\u00e7\u00e3o de 0,74 hectare de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. As interven\u00e7\u00f5es inclu\u00edram amplia\u00e7\u00e3o de piquetes, instala\u00e7\u00e3o de bebedouros e plantio de mudas.\u00a0<\/p>\n<p>Com a estrutura reorganizada e apoio t\u00e9cnico no manejo das pastagens, a produ\u00e7\u00e3o atingiu o pico de 700 litros de leite por dia, crescimento de aproximadamente 159% em rela\u00e7\u00e3o ao patamar inicial de 270 litros. Atualmente, mesmo fora do auge da lacta\u00e7\u00e3o, a m\u00e9dia se mant\u00e9m em 550 litros di\u00e1rios, volume ainda cerca de 103% superior ao registrado antes das interven\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cFoi um momento de grande produ\u00e7\u00e3o. Meu tanque \u00e9 de 700 litros por dia e chegou no limite, faltaram poucos litros para derramar. Agora j\u00e1 preciso estudar comprar um tanque maior, porque entram mais animais e a produ\u00e7\u00e3o\u00a0continua\u00a0aumentando\u201d, afirma Figueira.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo ele, o aprendizado t\u00e9cnico foi decisivo para a transforma\u00e7\u00e3o da propriedade. \u201cEu n\u00e3o conhecia as t\u00e9cnicas de manejo de pastagem. Achava que \u00e1gua para o gado era s\u00f3 no mangueiro ou no rio. Com orienta\u00e7\u00e3o, colocamos \u00e1gua em todos os piquetes e organizamos o sistema. Isso mudou tudo.\u201d\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>PSA\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>O apoio do mecanismo de Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais (PSA) desenvolvido pelo <a href=\"https:\/\/www.sp.gov.br\/sp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Governo de S\u00e3o Paulo<\/a>, que remunera produtores pela conserva\u00e7\u00e3o de recursos naturais como \u00e1gua, solo e biodiversidade, trouxe seguran\u00e7a financeira para novos investimentos. \u201cAntes eu dependia s\u00f3 da produ\u00e7\u00e3o para fazer qualquer melhoria. Com o PSA, consegui investir em irriga\u00e7\u00e3o e melhorar as nascentes. A \u00e1gua era pouca e hoje a gente v\u00ea diferen\u00e7a. O biodigestor tamb\u00e9m melhorou, porque os dejetos passaram a ter tratamento adequado.\u201d O investimento previsto no S\u00edtio Esperan\u00e7a \u00e9 de R$ 70,4 mil, com R$ 20,4 mil j\u00e1 executados.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>SAF<\/strong>\u00a0<\/h2>\n<p>Em S\u00e3o Luiz do Paraitinga, o produtor rural Leandro\u00a0Mantesso, 51 anos, adquiriu o S\u00edtio Ra\u00edzes I h\u00e1 quatro anos com o objetivo de transformar a antiga \u00e1rea de pastagem em um modelo de restaura\u00e7\u00e3o produtiva. A propriedade possui 50 hectares, sendo 15 hectares de mata nativa preservada e 35 hectares anteriormente destinados \u00e0 pecu\u00e1ria.\u00a0<\/p>\n<p>No \u00e2mbito do Projeto Vale + Verde,\u00a0Mantesso\u00a0converteu 18,23 hectares de pastagem degradada em Sistema Agroflorestal (SAF), modelo que combina esp\u00e9cies agr\u00edcolas e florestais na mesma \u00e1rea, diversificando a produ\u00e7\u00e3o e recuperando o solo de forma sustent\u00e1vel. Desse total, 5,35 hectares j\u00e1 est\u00e3o consolidados. A propriedade mant\u00e9m ainda 13,83 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa conservada e conta com 0,35 hectare em restaura\u00e7\u00e3o florestal.\u00a0<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es envolveram cercamento e isolamento de \u00e1reas sens\u00edveis, condu\u00e7\u00e3o da regenera\u00e7\u00e3o natural e plantio de mudas.\u00a0Mantesso\u00a0j\u00e1 recebeu R$ 20,3 mil em Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais (PSA) para a execu\u00e7\u00e3o do SAF. O investimento previsto na propriedade \u00e9 de R$ 80,4 mil.\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas anos, o produtor iniciou a implanta\u00e7\u00e3o de um projeto piloto de agrofloresta em cinco hectares, com foco na produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, al\u00e9m de esp\u00e9cies frut\u00edferas e madeireiras. No ano passado, outros cinco hectares come\u00e7aram a ser convertidos, totalizando dez hectares em processo de transi\u00e7\u00e3o do pasto para o SAF. \u201cEu comprei a propriedade com o objetivo de fazer uma restaura\u00e7\u00e3o produtiva, uma agrofloresta mesmo. A diferen\u00e7a \u00e9 muito n\u00edtida. Quando chove forte, na \u00e1rea de pasto a \u00e1gua escoa superficialmente. J\u00e1 no SAF, ela infiltra no solo. A vida volta com mais intensidade, aparecem mais abelhas, insetos e aves. \u00c9 muito interessante ver essa transforma\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo ele, o impacto tamb\u00e9m \u00e9 social. \u201cO pessoal que trabalha com a gente estava acostumado a lidar com gado e come\u00e7a a aprender outra forma de trabalhar com a natureza e com a agricultura. \u00c9 um grande aprendizado e \u00e9 muito bonito ver a transforma\u00e7\u00e3o da paisagem.\u201d\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Vale + Verde<\/strong>\u00a0<\/h2>\n<p>As duas propriedades integram o Projeto Vale + Verde, desenvolvido no Vale do Para\u00edba com recursos do Fundo Estadual de Preven\u00e7\u00e3o e Controle da Polui\u00e7\u00e3o (Fecop). O contrato foi firmado em abril de 2024 com o Cons\u00f3rcio Intermunicipal Tr\u00eas Rios e prev\u00ea investimento de R$ 11,4 milh\u00f5es ao longo de tr\u00eas anos para incentivar produtores rurais a conservar vegeta\u00e7\u00e3o nativa e converter \u00e1reas degradadas.\u00a0<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, 110 contratos de Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais foram formalizados na regi\u00e3o, com cerca de R$ 3 milh\u00f5es executados \u2014 o equivalente a 26% do total previsto. As a\u00e7\u00f5es alcan\u00e7am 1.315 hectares com conserva\u00e7\u00e3o ou convers\u00e3o de uso do solo, registrando aproximadamente 93% de realiza\u00e7\u00e3o das metas pactuadas.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pol\u00edtica estruturada<\/strong>\u00a0<\/h2>\n<p>O Projeto Vale + Verde integra a carteira de iniciativas do Refloresta SP, coordenadas pela Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia (DBB), da <a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Log\u00edstica (Semil).<\/a> A pol\u00edtica estadual re\u00fane a\u00e7\u00f5es no Vale do Para\u00edba\u00a0e tamb\u00e9m\u00a0em outras regi\u00f5es estrat\u00e9gicas, como a Serra da Cantareira, al\u00e9m de parcerias com munic\u00edpios e projetos apoiados por diferentes fontes de financiamento.\u00a0<\/p>\n<p>Somadas, essas a\u00e7\u00f5es abrangem cerca de 37,7 mil hectares em restaura\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio paulista (2023 a 2026), sendo 14,7 mil hectares (39%) executados em 2025, contribuindo para o cumprimento da meta do Plano Estadual de Meio Ambiente, que prev\u00ea 37.500 hectares at\u00e9 2026, e somam aproximadamente R$ 45 milh\u00f5es j\u00e1 executados, com recursos do\u00a0Fecop, da Ag\u00eancia Reguladora de Servi\u00e7os P\u00fablicos do Estado de S\u00e3o Paulo (Arsesp) e do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF).\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAs a\u00e7\u00f5es que estamos acompanhando no Vale do Para\u00edba mostram que \u00e9 poss\u00edvel unir conserva\u00e7\u00e3o ambiental e fortalecimento da produ\u00e7\u00e3o rural. Quando apoiamos o produtor com assist\u00eancia t\u00e9cnica e incentivo financeiro, protegemos a \u00e1gua, recuperamos o solo e ainda ampliamos a renda no campo\u201d, afirma a secret\u00e1ria da\u00a0<a href=\"https:\/\/semil.sp.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Semil<\/a>, Nat\u00e1lia Resende.\u00a0<\/p>\n<p>Para a diretora da DBB, Patr\u00edcia\u00a0Locosque\u00a0Ramos, o Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais \u00e9 um instrumento estrat\u00e9gico de transi\u00e7\u00e3o produtiva. \u201cO PSA viabiliza a mudan\u00e7a do uso do solo para modelos mais sustent\u00e1veis e eficientes. Ele cria condi\u00e7\u00f5es para que o produtor reorganize a propriedade, recupere \u00e1reas degradadas e aumente a produtividade com conserva\u00e7\u00e3o. Os resultados mostram que \u00e9 poss\u00edvel proteger os recursos naturais e, ao mesmo tempo, fortalecer a produ\u00e7\u00e3o rural de forma consistente\u201d, destaca.\u00a0<\/p>\n<p>No Vale do Para\u00edba, regi\u00e3o historicamente marcada pela degrada\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica desde o ciclo do caf\u00e9, a pol\u00edtica p\u00fablica busca reverter passivos ambientais ao mesmo tempo em que fortalece a produ\u00e7\u00e3o rural e a seguran\u00e7a h\u00eddrica.\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/refloresta-sp-transforma-propriedades-no-vale-do-paraiba\/\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es GOV.SP<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No S\u00edtio Esperan\u00e7a, em Lagoinha, o produtor rural\u00a0Causio\u00a0Giovani Figueira, 43 anos, viu a realidade da propriedade mudar ap\u00f3s aderir ao Programa Refloresta SP, em novembro de 2024. 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