{"id":62181,"date":"2026-04-20T07:46:21","date_gmt":"2026-04-20T10:46:21","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/conheca-historias-de-superacao-de-familias-da-favela-do-moinho-que-conquistaram-moradia-digna\/"},"modified":"2026-04-20T07:46:21","modified_gmt":"2026-04-20T10:46:21","slug":"conheca-historias-de-superacao-de-familias-da-favela-do-moinho-que-conquistaram-moradia-digna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/conheca-historias-de-superacao-de-familias-da-favela-do-moinho-que-conquistaram-moradia-digna\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a hist\u00f3rias de supera\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias da Favela do Moinho que conquistaram moradia digna"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O projeto de requalifica\u00e7\u00e3o da Favela do Moinho, no centro da capital, liderado pelo Governo de S\u00e3o Paulo, completa um ano possibilitando \u00e0s fam\u00edlias que residiam no local a oportunidade de trocar a inseguran\u00e7a e vulnerabilidade social por moradias dignas.<\/p>\n<p>As hist\u00f3rias dos antigos moradores que hoje est\u00e3o reassentados em unidades habitacionais do CDHU s\u00e3o marcadas pela resili\u00eancia e supera\u00e7\u00e3o, como a do aut\u00f4nomo \u00c2ngelo da Silva, de 27 anos, que mudou para a Favela do Moinho aos 8 anos, com a m\u00e3e, e teve a inf\u00e2ncia marcada pela precariedade e inseguran\u00e7a.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u201cQuando eu era pequeno, passamos por quatro inc\u00eandios. Minha m\u00e3e perdeu tudo, e a gente chegou a morar embaixo da ponte. Ela conseguiu tudo de novo, por meio de doa\u00e7\u00e3o, e construiu um barraco\u201d, relatou.<\/p>\n<p>\u00c2ngelo se casou e construiu fam\u00edlia no local, passando a viver em um barraco de madeira com ch\u00e3o batido com a mulher e os filhos g\u00eameos, e al\u00e9m do medo de inc\u00eandio, convivia com o <a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/como-sair-de-um-carro-alagamento\/\" rel=\"noopener\">alagamento<\/a> em dias de chuva, e com a presen\u00e7a de animais pe\u00e7onhentos. \u201cEra muita \u00e1gua entrando dentro do nosso barraco. Tinha escorpi\u00e3o em cima da cama, no sof\u00e1 e at\u00e9 mesmo no banheiro, e outros bichos tamb\u00e9m\u201d, disse. Para ele, a nova casa \u00e9 uma oportunidade de recome\u00e7o para sua fam\u00edlia. \u201cVai ter mais seguran\u00e7a para meus filhos\u201d, comemorou.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DJXhHGOPgul\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"\/>\n<p>Marcos Daniel Oliveira, 22 anos, tamb\u00e9m mora desde crian\u00e7a na favela e teve sua inf\u00e2ncia marcada por fatalidades, assim como muitas outras fam\u00edlias.\u00a0 \u201cEu passei por muitos inc\u00eandios. O primeiro foi o do pr\u00e9dio. Minha av\u00f3 e meu av\u00f4 perderam tudo e tivemos que morar debaixo da ponte. Depois, mudamos para a Favela do Gato, que tamb\u00e9m pegou fogo. Voltamos para debaixo da ponte de novo, at\u00e9 que eles reabriram o terreno que estava fechado por causa do inc\u00eandio. Constru\u00edram casas e cederam uma para a minha m\u00e3e, mas ela conseguiu sair e deixou a casa para n\u00f3s. S\u00f3 que precisamos ir para o aluguel porque o barraco estava caindo\u201d, conta.<\/p>\n<p>Casado e pai de uma menina de quase dois anos, o entregador conseguiu deixar para tr\u00e1s o barraco onde pagava R$ 700 de aluguel por uma das unidades oferecidas pela CDHU. \u201cMudar para c\u00e1 foi uma mudan\u00e7a de vida para mim, para minha filha e para minha esposa. \u00c9 um local bom. Por aqui tamb\u00e9m tem muita creche perto, escola, mercado tem muita coisa perto. O bairro \u00e9 bom, tem tudo pr\u00f3ximo\u201d, disse Marcos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/novo-lar-nova-vida-apos-22-anos-na-favela-do-moinho-moradora-recomeca-com-dignidade-no-centro-de-sp\/\" rel=\"noopener\">Moradora da Favela do Moinho por 22 anos, Eunice Barbosa dos Santos, 81 ano<\/a>s, descreveu a expectativa que sentia pouco antes de deixar sua antiga casa para sempre. \u201cPensava que, quando eu me mudar, minha vida mudaria completamente. N\u00e3o vou sentir saudade. O que eu sinto \u00e9 alegria de sair para a minha nova casa\u201d, disse.<\/p>\n<p>N\u00e3o foram poucos os desafios enfrentados por dona Eunice, como \u00e9 conhecida, nas duas d\u00e9cadas que conviveu na comunidade. \u201cQuando eu deixava a comida aqui, o rato vinha e comia. A\u00ed eu tinha que jogar tudo fora. Ent\u00e3o, agrade\u00e7o todo dia a Deus e a voc\u00eas, da CDHU\u201d, contou, emocionada. Na favela, Dona Eunice passou por dois inc\u00eandios e perdeu o filho, Jhony, que faleceu e deixou seis filhos, um deles morando hoje com ela. \u201cPara mim, tudo mudou para melhor, inclusive a educa\u00e7\u00e3o do meu neto, sabe? Quem mora dentro da comunidade n\u00e3o tem muito futuro, estudo e sabedoria\u201d, afirmou.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"428\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/moinho-1024x630.png?resize=696%2C428&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-96810\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/moinho-1024x630.png 1024w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/moinho-300x185.png 300w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/moinho-768x473.png 768w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/moinho-150x92.png 150w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/moinho.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dona Eunice viveu por 22 anos na Favela do Moinho<\/figcaption><\/figure>\n<p>J\u00e1 morando em sua nova casa, na zona norte da Capital, a auxiliar de limpeza Fernanda Tatiana Pereira da Silva, 43 anos, conta que morou por cinco anos no Moinho, ap\u00f3s deixar Jundia\u00ed para buscar emprego na Capital. Sua mudan\u00e7a da favela foi marcada por uma dor e uma alegria. Ela deixou o Moinho com seu filho poucos dias ap\u00f3s o falecimento de sua m\u00e3e, em dezembro do ano passado, e\u00a0 apesar de tudo, comemorou a nova vida. \u201cConsegui meu apartamento com muita ora\u00e7\u00e3o e luta. Estou contente porque vou sair do aluguel. Minha vida vai melhorar. Estou indo para o que \u00e9 meu. \u00c9 do jeito que eu pedi a Deus\u201d, disse.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DTLT8HBAHpr\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"\/>\n<p>O controlador de estacionamento Francisco Pereira de Ara\u00fajo, 50 anos, mudou da Favela do Moinho para um apartamento no Br\u00e1s, ap\u00f3s 10 anos na comunidade. \u201cFui para o Moinho porque era a op\u00e7\u00e3o mais barata, porque a gente compra e depois n\u00e3o paga mais nada\u201d, explica. A moradia em que Francisco viveu nesse per\u00edodo, por\u00e9m, era prec\u00e1ria e oferecia diversos riscos \u00e0 sa\u00fade, assim como outras dezenas constru\u00eddas da mesma maneira. O barraco de dois pavimentos tinha a estrutura comprometida e n\u00e3o possu\u00eda nenhuma abertura para circula\u00e7\u00e3o de ar, o que tornava o ambiente mais prop\u00edcio \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as.\u00a0 \u201cA sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 outra, n\u00e9? Vou estar em um lugar mais seguro, n\u00e3o \u00e9 um barraco na favela, que pode pegar fogo, como outros pegaram por causa de gambiarra, n\u00e9? Eu estou feliz, \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o\u201d, relata.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DRAccHriRNu\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"\/>\n<p>A auxiliar de limpeza Francisca Ant\u00f4nia de Lima, de 41 anos, tamb\u00e9m percorreu um longo caminho com as duas filhas, Ayila, de 6 anos, e Maria, de 11, at\u00e9 deixar a favela do Moinho, e tamb\u00e9m passou por momentos dif\u00edceis morando no local, mas agora prefere focar na casa nova. Ela foi uma das cinco primeiras fam\u00edlias a serem retiradas do local, no ano passado, e optou por moradia definitiva\u00a0 na Cidade L\u00edder, na zona leste.\u00a0<br \/>Seu novo apartamento tem quatro c\u00f4modos, distribu\u00eddos em dois quartos, sala, cozinha, banheiro e \u00e1rea de servi\u00e7o. \u201cEu gostei muito do bairro. Vi que tem padaria, lanchonete, cabeleireiro, farm\u00e1cia, muitos com\u00e9rcios variados. Estou muito satisfeita com a minha escolha. Eu n\u00e3o tenho palavras\u201d, avalia Francisca. \u00c9 uma satisfa\u00e7\u00e3o porque sei que essa ben\u00e7\u00e3o \u00e9 para as minhas filhas. Eu estou muito feliz\u201d, disse.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DJhWs36NHFC\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"\/>\n<p><strong>Dignidade<\/strong><\/p>\n<p>Em abril de 2025, o Estado iniciou uma das a\u00e7\u00f5es sociais mais relevantes dos \u00faltimos anos: o reassentamento das fam\u00edlias que vivem no local. A iniciativa marca o resgate da dignidade de cerca de 850 fam\u00edlias que, por d\u00e9cadas, viveram expostas a riscos constantes, desde condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias prec\u00e1rias, doen\u00e7as infecciosas e a presen\u00e7a de animais pe\u00e7onhentos, at\u00e9 o permanente perigo de inc\u00eandios, confinadas entre duas linhas de trem e sob a influ\u00eancia do crime organizado.<strong>\u00a0 <\/strong>Ap\u00f3s um ano, a desocupa\u00e7\u00e3o da Favela do Moinho completa 95% de desocupa\u00e7\u00e3o<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>O antigo n\u00facleo da comunidade dar\u00e1 lugar a um parque p\u00fablico linear, com \u00e1reas verdes e equipamentos de lazer, e a uma esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/conheca-historias-de-superacao-de-familias-da-favela-do-moinho-que-conquistaram-moradia-digna\/\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es GOV.SP<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto de requalifica\u00e7\u00e3o da Favela do Moinho, no centro da capital, liderado pelo Governo de S\u00e3o Paulo, completa um ano possibilitando \u00e0s fam\u00edlias que residiam no local a oportunidade de trocar a inseguran\u00e7a e vulnerabilidade social por moradias dignas. 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