{"id":58955,"date":"2026-03-21T09:13:28","date_gmt":"2026-03-21T12:13:28","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/solidao-intensifica-dor-fisica-e-efeito-e-maior-no-sexo-feminino-mostra-estudo-apoiado-pela-fapesp\/"},"modified":"2026-03-21T09:13:28","modified_gmt":"2026-03-21T12:13:28","slug":"solidao-intensifica-dor-fisica-e-efeito-e-maior-no-sexo-feminino-mostra-estudo-apoiado-pela-fapesp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/solidao-intensifica-dor-fisica-e-efeito-e-maior-no-sexo-feminino-mostra-estudo-apoiado-pela-fapesp\/","title":{"rendered":"Solid\u00e3o intensifica dor f\u00edsica e efeito \u00e9 maior no sexo feminino, mostra estudo apoiado pela Fapesp"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/53959062216_6d898fbcf9_k.jpg?w=696&#038;ssl=1\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A solid\u00e3o pode prolongar a dor e dificultar a recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica, especialmente em indiv\u00edduos do sexo feminino. Foi o que mostrou um estudo realizado com camundongos em que pesquisadores da <a href=\"https:\/\/www2.unesp.br\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www2.unesp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade Estadual Paulista (Unesp)<\/a> avaliaram como o isolamento social interfere na transi\u00e7\u00e3o da dor aguda para a cr\u00f4nica. Com os resultados, publicados na revista <em>Physiology Behavior<\/em>, os autores defendem que a solid\u00e3o passe a ser considerada um fator de risco em p\u00f3s-operat\u00f3rios e tratamentos para a dor.<\/p>\n<p>O trabalho, apoiado pela <a href=\"https:\/\/fapesp.br\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/fapesp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fapesp<\/a>, analisou camundongos adultos machos e f\u00eameas isolados em gaiolas individuais ou mantidos em grupo com outros quatro animais do mesmo sexo. Para simular a transi\u00e7\u00e3o da dor aguda para a cr\u00f4nica, todos os animais receberam um corte na pata traseira e, duas semanas depois, uma inje\u00e7\u00e3o de prostaglandina para reativar a hipersensibilidade.<\/p>\n<p>Durante o experimento, os pesquisadores avaliaram a sensibilidade mec\u00e2nica \u00e0 dor, as express\u00f5es faciais de desconforto dos animais e comportamentos ligados \u00e0 ansiedade e depress\u00e3o, como a explora\u00e7\u00e3o de novos ambientes e o estado de apatia e anedonia (incapacidade de sentir prazer em atividades que antes eram prazerosas, como alimenta\u00e7\u00e3o) pelo estado da pelagem. Tamb\u00e9m foram monitorados os n\u00edveis de horm\u00f4nios relacionados ao v\u00ednculo social e \u00e0 dor, como a ocitocina, vasopressina e corticosterona.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M:<a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/menopausa-aumenta-risco-de-doencas-cardiovasculares-veja-sintomas-e-saiba-como-se-prevenir\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/menopausa-aumenta-risco-de-doencas-cardiovasculares-veja-sintomas-e-saiba-como-se-prevenir\/\" rel=\"noopener\"> Menopausa aumenta risco de doen\u00e7as cardiovasculares; veja sintomas e saiba como se prevenir<\/a><\/strong><\/p>\n<p>\u201cSomente as f\u00eameas isoladas continuaram com dor intensa 14 dias ap\u00f3s o corte. Foi o \u00fanico grupo que n\u00e3o se recuperou. A dor foi persistente, tornando-se cr\u00f4nica, antes mesmo que realiz\u00e1ssemos a interven\u00e7\u00e3o adicional para cronifica\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Daniela Baptista de Souza, professora do Programa Interinstitucional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Fisiol\u00f3gicas, mantido pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) em parceria com a Unesp, e uma das autoras do estudo.<\/p>\n<p>\u201cCom isso, conseguimos mostrar que o isolamento social atrasa a recupera\u00e7\u00e3o da dor. No caso, sobretudo, das camundongas, os resultados s\u00e3o t\u00e3o robustos que n\u00e3o devem ser ignorados para a sa\u00fade humana\u201d, diz.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ser f\u00eamea impactou mais que a solid\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Os machos isolados demonstraram maior resili\u00eancia f\u00edsica e n\u00e3o apresentaram preju\u00edzo na recupera\u00e7\u00e3o, embora tenham apresentado uma exacerba\u00e7\u00e3o da ansiedade em compara\u00e7\u00e3o com os machos n\u00e3o isolados.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante \u00e9 que, enquanto as f\u00eameas isoladas mantiveram n\u00edveis baixos de ocitocina durante todas as etapas do experimento, os machos isolados com dor cr\u00f4nica (ap\u00f3s o uso de prostaglandina) recuperaram os n\u00edveis do horm\u00f4nio, atingindo patamares similares aos animais que n\u00e3o sofreram estresse social.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, o grupo das camundongas n\u00e3o isoladas mostrou que o suporte social pode ser um fator de prote\u00e7\u00e3o, permitindo que elas recuperassem a sensibilidade f\u00edsica totalmente em duas semanas e o equil\u00edbrio emocional ap\u00f3s o est\u00edmulo doloroso.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o deixa de ser curioso que, mesmo quando a dor cr\u00f4nica foi induzida nas f\u00eameas que viviam em grupo, houve redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de ocitocina. Isso sugere que, nelas, o sistema de dor afeta esse horm\u00f4nio de maneira mais direta do que o ambiente social\u201d, afirma Baptista.<\/p>\n<p>Os camundongos machos agrupados foram os que apresentaram maior estabilidade e resili\u00eancia.<\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 um dos primeiros a demonstrar o impacto da solid\u00e3o na cronifica\u00e7\u00e3o da dor levando em conta o sexo biol\u00f3gico dos animais. \u201cApesar de a dor cr\u00f4nica ser mais prevalente em mulheres, historicamente a inclus\u00e3o de indiv\u00edduos do sexo feminino em ensaios cl\u00ednicos e pr\u00e9-cl\u00ednicos \u00e9 muito baixa. Isso traz uma s\u00e9rie de implica\u00e7\u00f5es negativas no entendimento de diferentes aspectos da dor\u201d, ressalta Baptista.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, os achados ajudam a explicar por que mulheres s\u00e3o mais propensas a apresentar dor cr\u00f4nica, ansiedade e depress\u00e3o e refor\u00e7am a necessidade de considerar o sexo biol\u00f3gico e o suporte social como vari\u00e1veis centrais em pesquisas e tratamentos personalizados para a dor.<\/p>\n<p>\u201cO estudo mostrou que o isolamento social prejudica a recupera\u00e7\u00e3o das f\u00eameas de forma mais intensa e duradoura do que nos machos, afetando aspectos f\u00edsicos, emocionais e hormonais. Esse resultado abre espa\u00e7o para novas pesquisas. Ainda n\u00e3o conhecemos bem os mecanismos que explicam essa diferen\u00e7a, mas j\u00e1 est\u00e1 claro que a intera\u00e7\u00e3o social e o sexo biol\u00f3gico s\u00e3o fatores centrais na percep\u00e7\u00e3o da dor\u201d, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/solidao-itensifica-sexo-feminino\/\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es GOV.SP<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A solid\u00e3o pode prolongar a dor e dificultar a recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica, especialmente em indiv\u00edduos do sexo feminino. Foi o que mostrou um estudo realizado com camundongos em que pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) avaliaram como o isolamento social interfere na transi\u00e7\u00e3o da dor aguda para a cr\u00f4nica. 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