{"id":58726,"date":"2026-03-17T22:12:13","date_gmt":"2026-03-18T01:12:13","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/feira-na-usp-reune-mais-de-290-projetos-de-jovens-cientistas-de-todo-o-brasil\/"},"modified":"2026-03-17T22:12:13","modified_gmt":"2026-03-18T01:12:13","slug":"feira-na-usp-reune-mais-de-290-projetos-de-jovens-cientistas-de-todo-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/feira-na-usp-reune-mais-de-290-projetos-de-jovens-cientistas-de-todo-o-brasil\/","title":{"rendered":"Feira na USP re\u00fane mais de 290 projetos de jovens cientistas de todo o Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Captura-de-tela-2026-03-10-164152.png?w=696&#038;ssl=1\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A 24\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Feira Brasileira de Ci\u00eancias e Engenharia (Febrace) come\u00e7a nesta ter\u00e7a-feira (17), no Inova USP, no campus da Universidade no bairro do Butant\u00e3, zona oeste de S\u00e3o Paulo, reunindo 297 projetos finalistas desenvolvidos por estudantes do ensino b\u00e1sico e t\u00e9cnico de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. O primeiro dia da feira ser\u00e1 aberto exclusivamente para imprensa, avaliadores e autoridades. A mostra ser\u00e1 aberta ao p\u00fablico na quarta (18) e quinta-feira (19), com entrada gratuita. A programa\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel\u00a0<a href=\"https:\/\/febrace.org.br\/calendario\/programacao-febrace-2026\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">neste link<\/a>.<\/p>\n<p>Considerada a maior mostra pr\u00e9-universit\u00e1ria de ci\u00eancia e engenharia do pa\u00eds, a Febrace revela neste ano uma gera\u00e7\u00e3o de estudantes que exploram tecnologias avan\u00e7adas \u2014 como intelig\u00eancia artificial, vis\u00e3o computacional, redes neurais, biossensores e realidade virtual \u2014 para investigar e propor solu\u00e7\u00f5es para problemas concretos da sociedade. Os trabalhos est\u00e3o distribu\u00eddos por diferentes \u00e1reas do conhecimento \u2014 como Ci\u00eancias Agr\u00e1rias, Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, Ci\u00eancias da Sa\u00fade, Ci\u00eancias Exatas e da Terra, Ci\u00eancias Humanas, Ci\u00eancias Sociais Aplicadas e Engenharia, refletindo a diversidade de temas investigados pelos jovens pesquisadores.<\/p>\n<p>Entre os projetos apresentados pelos jovens pesquisadores est\u00e3o:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>uma plataforma de intelig\u00eancia artificial capaz de prever surtos de dengue com semanas de anteced\u00eancia;<\/li>\n<li>um sistema que utiliza IA para detectar e rastrear bal\u00f5es no c\u00e9u, ajudando a prevenir inc\u00eandios e acidentes aeron\u00e1uticos;<\/li>\n<li>um dispositivo de n\u00e9voa d\u2019\u00e1gua de baixo custo para reduzir o calor em comunidades urbanas, desenvolvido por um estudante morador de Parais\u00f3polis;<\/li>\n<li>bueiros inteligentes que monitoram o ac\u00famulo de lixo e ajudam a prevenir <a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/defesa-civil-orientacoes-enchentes\/\" rel=\"noopener\">enchentes<\/a>;<\/li>\n<li>uma luva antitremor para pessoas com doen\u00e7a de Parkinson;<\/li>\n<li>tecnologias de diagn\u00f3stico m\u00e9dico com intelig\u00eancia artificial e smartphones.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os projetos ser\u00e3o avaliados por especialistas e professores universit\u00e1rios. Os melhores trabalhos receber\u00e3o trof\u00e9us, medalhas, bolsas e est\u00e1gios, totalizando cerca de 300 pr\u00eamios. Nove projetos ser\u00e3o selecionados para representar o Brasil na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF) 2026, maior feira internacional de ci\u00eancia e engenharia para estudantes pr\u00e9-universit\u00e1rios, que ocorrer\u00e1 de 9 a 15 de maio, em Phoenix, no estado do Arizona (EUA).<\/p>\n<p>Confira alguns dos projetos de destaque apresentados na mostra:<\/p>\n<p><strong>Plataforma prev\u00ea surtos de dengue \u2013\u00a0<\/strong>Uma\u00a0<a href=\"https:\/\/previdengue.vercel.app\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">plataforma<\/a>\u00a0que utiliza intelig\u00eancia artificial para prever surtos de dengue com semanas de anteced\u00eancia foi desenvolvida por estudantes do Col\u00e9gio T\u00e9cnico de Campinas (Cotuca-Unicamp), em Campinas (SP). O sistema analisa dados hist\u00f3ricos da doen\u00e7a no Datasus e informa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, identificando padr\u00f5es que indicam quando o n\u00famero de casos pode aumentar em cada munic\u00edpio. Quando o risco de surto \u00e9 detectado, outra intelig\u00eancia artificial entra em a\u00e7\u00e3o: ela analisa imagens a\u00e9reas feitas por drones e identifica objetos que podem acumular \u00e1gua \u2014 como pneus, lonas e entulho \u2014 apontando os locais com maior probabilidade de criadouros do mosquito.<\/p>\n<p><strong>IA ca\u00e7a bal\u00f5es no c\u00e9u \u2013\u00a0<\/strong>Mesmo proibida no Brasil, a soltura de bal\u00f5es continua sendo uma pr\u00e1tica frequente e perigosa. Estima-se que cerca de 100 mil sejam lan\u00e7ados todos os anos no pa\u00eds, provocando inc\u00eandios em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o e riscos para a avia\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que esses objetos n\u00e3o aparecem nos radares convencionais. Para enfrentar o problema, estudantes do Col\u00e9gio Dante Alighieri, de S\u00e3o Paulo (SP), desenvolveram um sistema que usa IA para detectar, rastrear e prever a trajet\u00f3ria de bal\u00f5es em \u00e1reas de risco, como aeroportos e parques ambientais. O sistema utiliza c\u00e2meras apontadas para o c\u00e9u e um modelo de vis\u00e3o computacional (YOLOv10) treinado com milhares de imagens de bal\u00f5es, p\u00e1ssaros e avi\u00f5es. Nos testes, o algoritmo identificou bal\u00f5es em imagens e v\u00eddeos com 94% de precis\u00e3o. Duas c\u00e2meras montadas em um sistema motorizado controlado por Arduino calculam a posi\u00e7\u00e3o do bal\u00e3o por triangula\u00e7\u00e3o e acompanham seu deslocamento, permitindo prever a \u00e1rea de queda e emitir alertas antes que um inc\u00eandio comece.<\/p>\n<p><strong>Rosto como passagem no \u00f4nibus \u2013\u00a0<\/strong>Esquecer, perder ou ter o bilhete \u00fanico roubado \u00e9 um problema comum para muitos usu\u00e1rios do transporte p\u00fablico. Pensando nessas dificuldades, estudantes do CEAP \u2013 Centro Educacional e Assistencial Profissionalizante, na zona sul de S\u00e3o Paulo, desenvolveram o MOV+ (Mobilidade, Oportunidade e Valor), um sistema que prop\u00f5e o uso de reconhecimento facial como alternativa de acesso ao transporte coletivo. A ideia \u00e9 que o usu\u00e1rio fa\u00e7a um cadastro pr\u00e9vio em uma plataforma on-line, registrando seus dados e a imagem do rosto. No momento do embarque, em vez de utilizar o cart\u00e3o, o sistema reconheceria a face do passageiro e liberaria o acesso, associando a viagem ao saldo registrado no sistema. O prot\u00f3tipo foi desenvolvido com ferramentas de programa\u00e7\u00e3o e bibliotecas de intelig\u00eancia artificial usadas em aplica\u00e7\u00f5es de reconhecimento facial. Na FEBRACE, os estudantes demonstrar\u00e3o o funcionamento da proposta em um totem que simula a entrada de um \u00f4nibus: os visitantes podem se cadastrar na plataforma e testar o reconhecimento facial em tempo real.<\/p>\n<p><strong>N\u00e9voa contra o calor em Parais\u00f3polis \u2013\u00a0<\/strong>Em \u00e1reas densamente urbanizadas, com pouca vegeta\u00e7\u00e3o e grande concentra\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00f5es, as temperaturas podem subir muito acima da m\u00e9dia da cidade. Esse fen\u00f4meno, conhecido como ilha de calor urbano, \u00e9 especialmente intenso em comunidades como Parais\u00f3polis, na zona sul de S\u00e3o Paulo, onde a temperatura pode chegar a v\u00e1rios graus acima da registrada no bairro vizinho do Morumbi. Para enfrentar esse problema, um estudante da Escola Alef Peretz desenvolveu o Sistema Termoneblina, um dispositivo simples e de baixo custo que resfria o ambiente por meio da libera\u00e7\u00e3o de n\u00e9voa d\u2019\u00e1gua. O prot\u00f3tipo experimental foi montado com materiais reutilizados \u2014 como garrafas PET, tubos de silicone e uma bomba submersa ligada a uma fonte de notebook \u2014 que alimentam microaspersores respons\u00e1veis por espalhar a n\u00e9voa. Em testes laboratoriais, o sistema reduziu a temperatura em at\u00e9 2 \u00b0C. O estudante tamb\u00e9m entrevistou cerca de 200 moradores da comunidade, que relataram impactos do calor excessivo no dia a dia, como dores de cabe\u00e7a e dificuldade para dormir. A proposta agora \u00e9 mobilizar esses pr\u00f3prios moradores para instalar o equipamento em ruas e espa\u00e7os coletivos de Parais\u00f3polis, criando uma rede comunit\u00e1ria de pontos de resfriamento de baixo custo.<\/p>\n<p><strong>Bueiros inteligentes contra enchentes \u2013\u00a0<\/strong>O entupimento de bueiros por res\u00edduos s\u00f3lidos \u00e9 uma das principais causas de alagamentos em \u00e1reas urbanas. Para enfrentar esse problema, estudantes da E.E. Prof. Celso Piva, em Guarulhos (SP), desenvolveram um dispositivo eletr\u00f4nico capaz de monitorar o ac\u00famulo de lixo em lixeiras instaladas dentro de bueiros. O sistema utiliza um sensor ultrass\u00f4nico conectado a um microcontrolador Arduino para medir a dist\u00e2ncia entre a tampa do bueiro e o material acumulado na lixeira, estimando o n\u00edvel de res\u00edduos. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o enviadas pela interne para um sistema on-line que registra os dados e permite acompanhar a situa\u00e7\u00e3o de cada ponto da rede de drenagem. Um m\u00f3dulo de GPS tamb\u00e9m identifica a localiza\u00e7\u00e3o exata das lixeiras monitoradas. A proposta \u00e9 facilitar o planejamento da limpeza por prefeituras ou empresas respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o, permitindo interven\u00e7\u00f5es antes que o lixo provoque bloqueios na drenagem. A tecnologia amplia a efici\u00eancia das chamadas \u201clixeiras de bueiro\u201d \u2014 cestos que ret\u00eam res\u00edduos antes que eles entrem na rede pluvial \u2014 e busca contribuir para a redu\u00e7\u00e3o de enchentes e para uma gest\u00e3o mais inteligente do lixo nas cidades.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o revela micropl\u00e1sticos na \u00e1gua<\/strong>\u00a0\u2013 A presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos na \u00e1gua pot\u00e1vel tem sido detectada em diferentes regi\u00f5es do mundo, levantando preocupa\u00e7\u00f5es ambientais e de sa\u00fade. Para tornar essa contamina\u00e7\u00e3o mais vis\u00edvel, estudantes da Escola Municipal Lenita de Sena Nachif, em Campo Grande (MS), desenvolveram o BlueCheck, uma solu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica capaz de indicar a presen\u00e7a dessas part\u00edculas na \u00e1gua. O m\u00e9todo utiliza azul de metileno combinado com \u00e1lcool e \u00e1cido c\u00edtrico. Ao ser adicionada \u00e0 \u00e1gua e posteriormente filtrada, a mistura faz com que os micropl\u00e1sticos fiquem retidos no filtro e destacados pela colora\u00e7\u00e3o azul. Nos testes, foram analisadas amostras coletadas pelos pr\u00f3prios alunos em diferentes fontes dom\u00e9sticas \u2014 como torneiras com e sem filtro, gal\u00f5es e po\u00e7os. Cerca de 26% das amostras apresentaram micropl\u00e1sticos, com concentra\u00e7\u00f5es entre 1 e 12 part\u00edculas vis\u00edveis. Os experimentos tamb\u00e9m indicaram que filtros dom\u00e9sticos de boa qualidade podem reduzir significativamente a presen\u00e7a dessas part\u00edculas.<\/p>\n<p><strong>Parkinson: luva antitremor \u2013\u00a0<\/strong>Segurar um copo de \u00e1gua ou tomar um medicamento pode ser uma tarefa dif\u00edcil para pessoas com doen\u00e7a de Parkinson devido aos tremores nas m\u00e3os. Para ajudar a reduzir esse problema, estudantes do Col\u00e9gio Poliedro, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP), projetaram uma luva capaz de estabilizar os movimentos da m\u00e3o. O dispositivo utiliza sensores para detectar as oscila\u00e7\u00f5es involunt\u00e1rias. Quando o tremor \u00e9 identificado, pequenos motores de vibra\u00e7\u00e3o s\u00e3o acionados em pontos espec\u00edficos da luva, produzindo um contrabalan\u00e7o mec\u00e2nico que ajuda a estabilizar o movimento. O diferencial do sistema est\u00e1 na distribui\u00e7\u00e3o desses motores em regi\u00f5es cr\u00edticas da m\u00e3o, definidas ap\u00f3s um mapeamento das \u00e1reas onde os tremores se propagam com mais intensidade. A proposta, de baixo custo, \u00e9 estabilizar pontos espec\u00edficos sem interferir nos movimentos volunt\u00e1rios. Durante testes com uma paciente com Parkinson em um lar de idosos, a usu\u00e1ria conseguiu segurar um copo com mais estabilidade para beber \u00e1gua e tomar medicamentos.<\/p>\n<p><strong>Oftalmologia no smartphone \u2013\u00a0<\/strong>O diagn\u00f3stico de doen\u00e7as da retina costuma depender de equipamentos caros, o que limita o acesso ao exame em muitas regi\u00f5es. Para ampliar essa triagem, estudantes do Col\u00e9gio Arena, em Goi\u00e2nia (GO) prop\u00f5em um sistema capaz de identificar altera\u00e7\u00f5es na retina usando apenas um smartphone. O dispositivo funciona com um acess\u00f3rio impresso em 3D acoplado ao celular, que capta imagens da retina sem necessidade de dilata\u00e7\u00e3o da pupila. As imagens s\u00e3o ent\u00e3o analisadas por uma rede neural treinada para reconhecer sinais de doen\u00e7as como papiledema e retinopatia hipertensiva. Ap\u00f3s a captura, o software analisa automaticamente os dados e indica se h\u00e1 sinais de altera\u00e7\u00e3o. A proposta \u00e9 ampliar o acesso ao diagn\u00f3stico, j\u00e1 que equipamentos tradicionais de exame oftalmol\u00f3gico s\u00e3o caros e a oferta de especialistas ainda \u00e9 limitada em muitas regi\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Lixo da minera\u00e7\u00e3o vira pilha \u2013\u00a0<\/strong>A minera\u00e7\u00e3o de mangan\u00eas \u00e9 uma atividade importante em regi\u00f5es como Corumb\u00e1 (MS), mas tamb\u00e9m gera grandes volumes de rejeitos com potencial impacto ambiental. Para buscar uma solu\u00e7\u00e3o para esse problema, estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) desenvolveram uma pilha sustent\u00e1vel produzida a partir desses res\u00edduos. O material descartado foi triturado, peneirado e lavado at\u00e9 se transformar em um p\u00f3 fino, usado como componente principal de uma pilha do tipo Leclanch\u00e9 \u2014 modelo tradicional conhecido como pilha seca, que j\u00e1 utiliza mangan\u00eas em sua composi\u00e7\u00e3o. Para montar o prot\u00f3tipo, os estudantes reaproveitaram a estrutura de pilhas usadas, incluindo o bast\u00e3o de grafite e o inv\u00f3lucro met\u00e1lico, compactando o p\u00f3 com aux\u00edlio de um molde impresso em 3D. Nos testes, a pilha gerou cerca de 1,27 volt, energia suficiente para alimentar pequenos dispositivos: o prot\u00f3tipo conseguiu ligar uma calculadora por v\u00e1rios meses e tamb\u00e9m acionou um trem de brinquedo.<\/p>\n<p><strong>Sistema prev\u00ea crises epil\u00e9pticas \u2013\u00a0<\/strong>Duas estudantes da Etec de Guarulhos (SP) criaram um sistema de intelig\u00eancia artificial capaz de prever crises epil\u00e9pticas antes que elas aconte\u00e7am. O modelo analisa sinais de eletroencefalograma (EEG) e identifica padr\u00f5es da atividade el\u00e9trica do c\u00e9rebro que costumam aparecer antes das crises. Nos testes, o sistema alcan\u00e7ou mais de 80% de acerto, analisando sinais emitidos cerca de 30 minutos antes do epis\u00f3dio. Na FEBRACE, as estudantes v\u00e3o demonstrar no computador como o programa filtra ru\u00eddos nos sinais cerebrais e identifica os padr\u00f5es associados \u00e0s crises. A mesma tecnologia tamb\u00e9m foi testada para interpretar sinais cerebrais ligados \u00e0 inten\u00e7\u00e3o de movimento, o que pode futuramente ajudar pessoas com doen\u00e7as neurol\u00f3gicas graves a se comunicar.<\/p>\n<p><strong>Assistente cl\u00ednico para diagn\u00f3stico \u2013\u00a0<\/strong>Um sistema de intelig\u00eancia artificial desenvolvido para auxiliar m\u00e9dicos a reduzir erros de diagn\u00f3stico foi criado por estudantes da Etec Prof.\u00aa Maria Cristina Medeiros, em Ribeir\u00e3o Pires (SP). A ferramenta, chamada Dr. AIgn\u00f3stico, funciona como um assistente cl\u00ednico: o m\u00e9dico descreve os sintomas do paciente na plataforma e o sistema analisa as informa\u00e7\u00f5es para sugerir poss\u00edveis diagn\u00f3sticos. O programa compara os sintomas com uma base de conhecimento formada por cerca de 600 documentos m\u00e9dicos, que re\u00fanem informa\u00e7\u00f5es sobre doen\u00e7as, sintomas e tratamentos obtidos em fontes confi\u00e1veis da literatura da \u00e1rea. A partir dessa compara\u00e7\u00e3o, a plataforma apresenta at\u00e9 cinco hip\u00f3teses diagn\u00f3sticas, organizadas por n\u00edvel de probabilidade. A proposta \u00e9 apoiar o racioc\u00ednio cl\u00ednico, especialmente em situa\u00e7\u00f5es de d\u00favida.<\/p>\n<p><strong>Algoritmo que l\u00ea retina \u2013\u00a0<\/strong>Doen\u00e7as como glaucoma e retinopatia diab\u00e9tica podem causar danos irrevers\u00edveis \u00e0 vis\u00e3o quando n\u00e3o s\u00e3o identificadas precocemente. Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem em exames de retina, mas podem ser dif\u00edceis de identificar nos est\u00e1gios iniciais. Para ajudar nesse diagn\u00f3stico, estudantes da Funda\u00e7\u00e3o Escola T\u00e9cnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, Novo Hamburgo (RS), prop\u00f5em um sistema de intelig\u00eancia artificial capaz de analisar imagens de mapeamento de retina e identificar sinais iniciais dessas doen\u00e7as. O programa foi treinado com cerca de 6 mil imagens de retina, obtidas em bases p\u00fablicas e em um banco de dados m\u00e9dico, permitindo que o sistema aprendesse a reconhecer padr\u00f5es associados \u00e0s doen\u00e7as. Nos testes, o modelo alcan\u00e7ou 88,8% de acur\u00e1cia geral, com desempenho de 96,8% para olhos saud\u00e1veis, 98,3% para retinopatia diab\u00e9tica e 71,4% para glaucoma. A proposta \u00e9 que a ferramenta funcione como apoio ao trabalho m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>Tecnologia contra m\u00e1 postura \u2013\u00a0<\/strong>Um colete inteligente capaz de identificar quando a pessoa est\u00e1 sentada de forma incorreta e emitir um alerta imediato para que ela ajuste a postura foi desenvolvido por estudantes do CEFET-MG, campus Divin\u00f3polis (MG). O dispositivo utiliza sensores de inclina\u00e7\u00e3o instalados no colete, que monitoram continuamente a posi\u00e7\u00e3o do tronco. Quando o usu\u00e1rio se curva al\u00e9m do limite considerado saud\u00e1vel, motores vibrat\u00f3rios s\u00e3o acionados, alertando sobre o erro postural e incentivando a corre\u00e7\u00e3o imediata. O sistema tamb\u00e9m se conecta a um aplicativo que registra os alertas ao longo do dia e gera relat\u00f3rios sobre os momentos em que a postura \u00e9 mais comprometida. Assim, o usu\u00e1rio pode identificar em quais atividades ou hor\u00e1rios costuma se curvar mais e corrigir h\u00e1bitos antes que surjam dores ou problemas na coluna.<\/p>\n<p><strong>Cosm\u00e9tico verde amaz\u00f4nico \u2013\u00a0<\/strong>Parte dos cosm\u00e9ticos industriais utiliza pigmentos e outros compostos qu\u00edmicos que podem conter elementos met\u00e1licos indesej\u00e1veis, o que levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre poss\u00edveis impactos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente. Para buscar uma alternativa mais sustent\u00e1vel, estudantes criaram o Ecol\u00e1bios, um batom produzido com ingredientes naturais da Amaz\u00f4nia. A f\u00f3rmula utiliza manteiga de cacau e \u00f3leos vegetais como pequi e buriti, conhecidos por suas propriedades hidratantes, al\u00e9m de pigmento natural extra\u00eddo do urucum. O \u00f3leo de buriti tamb\u00e9m \u00e9 apontado na literatura por apresentar potencial de prote\u00e7\u00e3o contra radia\u00e7\u00e3o ultravioleta. Nos testes, o batom apresentou textura, cor e estabilidade semelhantes \u00e0s de produtos convencionais, al\u00e9m de pH pr\u00f3ximo ao da pele. O projeto teve in\u00edcio na E.E.B. Centro Educacional Anchieta, em Itaituba (PA), e continua sendo desenvolvido na Organiza\u00e7\u00e3o Educacional Farias Brito, em Fortaleza (CE).<\/p>\n<p><strong>Pele sint\u00e9tica contra queimaduras \u2013\u00a0<\/strong>Buscando investigar alternativas para o tratamento de queimaduras graves, uma estudante da Escola Santa Teresinha, em Imperatriz (MA), desenvolveu o Bioskin, um prot\u00f3tipo experimental de enxerto sint\u00e9tico voltado \u00e0 medicina regenerativa. O material foi produzido a partir de uma matriz de goma xantana combinada com compostos bioativos como albumina, \u00e1cido hialur\u00f4nico e carbopol, al\u00e9m de \u00f3leo de buriti, fruto t\u00edpico da regi\u00e3o Norte e Nordeste tradicionalmente utilizado na cicatriza\u00e7\u00e3o de queimaduras \u2014 inspira\u00e7\u00e3o que levou a estudante a incorporar o ingrediente ao projeto. Em testes laboratoriais iniciais, o material apresentou atividade antioxidante, a\u00e7\u00e3o bactericida contra microrganismos associados a infec\u00e7\u00f5es em feridas e propriedades t\u00e9rmicas que podem ajudar na prote\u00e7\u00e3o do tecido lesionado. Ainda em est\u00e1gio inicial de pesquisa e sem testes em organismos vivos, o estudo investiga caminhos para o desenvolvimento de alternativas mais acess\u00edveis na regenera\u00e7\u00e3o da pele.<\/p>\n<p><strong>Detector inteligente de arritmia \u2013\u00a0<\/strong>Altera\u00e7\u00f5es no ritmo do cora\u00e7\u00e3o podem passar despercebidas em exames convencionais e s\u00f3 serem identificadas horas depois. Para facilitar essa detec\u00e7\u00e3o, estudantes da E.E. Estelita Tapaj\u00f3s, da Funda\u00e7\u00e3o Matias Machline e da IDAAM, todas de Manaus (AM), conceberam um sistema capaz de identificar arritmias card\u00edacas automaticamente a partir de sinais de eletrocardiograma. O dispositivo capta o sinal do cora\u00e7\u00e3o por sensores e analisa os dados por meio de redes neurais, indicando imediatamente se o ritmo card\u00edaco \u00e9 normal ou apresenta altera\u00e7\u00f5es. Quando detecta uma anomalia, o sistema emite um alerta e registra o trecho do exame. O diferencial \u00e9 que a an\u00e1lise ocorre no momento da medi\u00e7\u00e3o. Hoje, exames como o Holter registram os sinais card\u00edacos por at\u00e9 24 horas para an\u00e1lise posterior. Outro destaque \u00e9 o custo: enquanto um monitor Holter pode custar cerca de R$ 6 mil, o sistema desenvolvido pelos estudantes tem custo aproximado de R$ 800.<\/p>\n<p><strong>FEBRACE 2026<\/strong><br \/>Inova USP \u2013 Campus da USP<br \/>Av. Prof. L\u00facio Martins Rodrigues, 370 \u2013 Butant\u00e3 \u2013 S\u00e3o Paulo (SP)<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dia 17 de mar\u00e7o, das 8h30 \u00e0s 16h30: mostra aberta exclusivamente para autoridades, avaliadores e imprensa.<\/li>\n<li>Dias 18 e 19 de mar\u00e7o, das 8h30 \u00e0s 16h30: mostra aberta ao p\u00fablico e imprensa. A entrada \u00e9 franca.<\/li>\n<li>Dia 20 de mar\u00e7o, das 14h \u00e0s 18h: cerim\u00f4nia de premia\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Site oficial\u00a0<a href=\"https:\/\/febrace.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">neste link<\/a><\/li>\n<\/ul><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/feira-na-usp-reune-mais-de-290-projetos-de-jovens-cientistas-de-todo-o-brasil\/\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es GOV.SP<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 24\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Feira Brasileira de Ci\u00eancias e Engenharia (Febrace) come\u00e7a nesta ter\u00e7a-feira (17), no Inova USP, no campus da Universidade no bairro do Butant\u00e3, zona oeste de S\u00e3o Paulo, reunindo 297 projetos finalistas desenvolvidos por estudantes do ensino b\u00e1sico e t\u00e9cnico de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. 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