{"id":5795,"date":"2024-05-21T13:28:48","date_gmt":"2024-05-21T16:28:48","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2024\/05\/21\/universidades-amazonicas-vao-estudar-contaminacao-por-mercurio\/"},"modified":"2024-05-21T13:28:48","modified_gmt":"2024-05-21T16:28:48","slug":"universidades-amazonicas-vao-estudar-contaminacao-por-mercurio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/universidades-amazonicas-vao-estudar-contaminacao-por-mercurio\/","title":{"rendered":"Universidades amaz\u00f4nicas v\u00e3o estudar contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Grupos de pesquisa de sete universidades da Amaz\u00f4nia se uniram para criar o Instituto Amaz\u00f4nico do Merc\u00fario (Iamer) com o objetivo de agregar esfor\u00e7os no estudo sobre a contamina\u00e7\u00e3o do metal na regi\u00e3o. A ideia \u00e9 produzir pesquisa cient\u00edfica, treinamento profissional e engajamento comunit\u00e1rio para enfrentar o problema, que afeta o meio ambiente e a sa\u00fade p\u00fablica das comunidades.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O instituto envolve pesquisadores das universidades federais do Par\u00e1 (UFPA), do Oeste do Par\u00e1 (Ufopa), do Amap\u00e1 (Unifap) e de Rond\u00f4nia (Unir), al\u00e9m da Universidade de Gurupi, no Tocantins (UnirG) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).<\/p>\n<p>\u201cAs a\u00e7\u00f5es do Iamer v\u00eam facilitar o trabalho que est\u00e1 sendo realizado por muitos grupos da Amaz\u00f4nia, porque\u00a0traz visibilidade e capacidade de articula\u00e7\u00e3o na hora de conseguir recursos. Vai melhorar o desempenho do gasto p\u00fablico para essas a\u00e7\u00f5es. A ideia \u00e9 nos apoiarmos, uns aos outros, aqui na Amaz\u00f4nia\u201d, explica a coordenadora do Iamer, Maria Elena Crespo L\u00f3pez, que tamb\u00e9m \u00e9 professora da UFPA.<\/p>\n<p>O merc\u00fario \u00e9 um metal que, em temperatura ambiente, apresenta forma l\u00edquida e que \u00e9 usado na minera\u00e7\u00e3o, para separar o ouro de minerais sem valor comercial. Nesse processo, o merc\u00fario acaba se espalhando pela \u00e1gua, pelo solo e pela atmosfera (uma vez que ele tamb\u00e9m se volatiliza, no processo de sua separa\u00e7\u00e3o do ouro).<\/p>\n<p>Isso gera n\u00e3o apenas a polui\u00e7\u00e3o do ambiente, como contamina as plantas, os peixes e, consequentemente, as pessoas que os consomem.<\/p>\n<p>Uma das primeiras propostas do instituto \u00e9 criar pelo menos um polo de testagem de contamina\u00e7\u00e3o de pessoas por merc\u00fario em cada estado amaz\u00f4nico. Outra proposta \u00e9 reunir dados confi\u00e1veis e realistas para embasar pol\u00edticas p\u00fablicas com efeitos duradouros na Amaz\u00f4nia, como a aprova\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei 1011\/2023, que tramita no Senado e que visa estabelecer a Pol\u00edtica Nacional de Preven\u00e7\u00e3o da Exposi\u00e7\u00e3o ao Merc\u00fario no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cO impacto do merc\u00fario para a popula\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica vai muito al\u00e9m dos problemas neurol\u00f3gicos nos casos de intoxica\u00e7\u00e3o aguda. Mas o grande problema \u00e9 que, mesmo em quantidades baixas, quando a pessoa est\u00e1 exposta continuamente, ele come\u00e7a a afetar o cora\u00e7\u00e3o, a aprendizagem das crian\u00e7as e tamb\u00e9m h\u00e1 o gasto com a previd\u00eancia social\u201d.<\/p>\n<p>Maria Elena alerta, no entanto, que o problema extrapola as fronteiras amaz\u00f4nicas, j\u00e1 que uma vez na \u00e1gua e na atmosfera, o merc\u00fario pode percorrer grandes dist\u00e2ncias. \u201cA ci\u00eancia j\u00e1 demonstrou que o merc\u00fario gerado na Am\u00e9rica do Sul &#8211;\u00a080% dele \u00e9 originado da Amaz\u00f4nia &#8211;\u00a0chega a regi\u00f5es t\u00e3o distantes\u00a0como o \u00c1rtico. Se o merc\u00fario gerado na Amaz\u00f4nia est\u00e1 chegando ao \u00c1rtico, ele est\u00e1 conseguindo chegar em todo o Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, produtos aliment\u00edcios contaminados por merc\u00fario podem ser comercializados em outros locais. O Iamer come\u00e7a a funcionar nesta ter\u00e7a-feira (21) e conta com os apoios da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental WWF-Brasil e do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-05\/universidades-amazonicas-vao-estudar-contaminacao-por-mercurio\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupos de pesquisa de sete universidades da Amaz\u00f4nia se uniram para criar o Instituto Amaz\u00f4nico do Merc\u00fario (Iamer) com o objetivo de agregar esfor\u00e7os no estudo sobre a contamina\u00e7\u00e3o do metal na regi\u00e3o. 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