{"id":57708,"date":"2026-03-09T09:12:17","date_gmt":"2026-03-09T12:12:17","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/maioria-entre-os-mestres-e-doutores-formados-pela-unesp-mulheres-sao-destaque-nas-atividades-de-pesquisa\/"},"modified":"2026-03-09T09:12:17","modified_gmt":"2026-03-09T12:12:17","slug":"maioria-entre-os-mestres-e-doutores-formados-pela-unesp-mulheres-sao-destaque-nas-atividades-de-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/maioria-entre-os-mestres-e-doutores-formados-pela-unesp-mulheres-sao-destaque-nas-atividades-de-pesquisa\/","title":{"rendered":"Maioria entre os mestres e doutores formados pela Unesp, mulheres s\u00e3o destaque nas atividades de pesquisa"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Em 8 de mar\u00e7o de 1908, trabalhadoras t\u00eaxteis em Nova York, nos Estados Unidos, foram \u00e0s ruas para reivindicar melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, sal\u00e1rios justos e\u00a0o\u00a0direito ao voto. Em 8 de mar\u00e7o de 1917, prolet\u00e1rias em Petrogrado, na R\u00fassia, protestaram contra a fome, a Primeira Guerra Mundial e o regime czarista. Em 8 de mar\u00e7o de 1975, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas passou a reconhecer a data, instituindo o Dia Internacional da Mulher.<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o nasceu da luta pela equidade de g\u00eanero e ressalta o papel crucial da mulher na constru\u00e7\u00e3o da sociedade. A presen\u00e7a feminina j\u00e1 est\u00e1 consolidada em setores como a ind\u00fastria, o com\u00e9rcio e a educa\u00e7\u00e3o<strong>.<\/strong>\u00a0E, cada vez mais, mostra-se essencial para a pesquisa. A pr\u00f3pria Unesp reflete este crescimento: um levantamento realizado pelo Escrit\u00f3rio de Gest\u00e3o de Dados (EGD) da Unesp aponta que as pesquisadoras s\u00e3o maioria na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade, sendo tamb\u00e9m as principais l\u00edderes em grupos de pesquisa.<\/p>\n<p>Hoje, mulheres ocupam 52,8% das vagas oferecidas nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o da Unesp e 54,7% nos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Dados do painel de fomento em ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) mostram um crescimento constante das mulheres no \u00e2mbito da pesquisa na universidade nos \u00faltimos cinco anos, embora elas ainda sejam minoria no quadro geral.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"522\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-900x675-1.png?resize=696%2C522&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-126461\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-900x675-1.png 900w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-900x675-1-300x225.png 300w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-900x675-1-768x576.png 768w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-900x675-1-150x113.png 150w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\"\/><\/figure>\n<p>Outro fator de destaque \u00e9 a lideran\u00e7a de grupos de pesquisa. Dos 1.296 grupos sediados na Universidade, registrados junto ao CNPq em 2025, 831 \u2014 o equivalente a 64% \u2014 possuem l\u00edderes femininas.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"522\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1-900x675-1.png?resize=696%2C522&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-126458\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1-900x675-1.png 900w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1-900x675-1-300x225.png 300w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1-900x675-1-768x576.png 768w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1-900x675-1-150x113.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\"\/><\/figure>\n<p>Dados do CWTS Leiden Ranking, ranking universit\u00e1rio global anual baseado em indicadores bibliom\u00e9tricos, mostram um aumento das pesquisas assinadas por mulheres na Unesp nas \u00e1reas de ci\u00eancias f\u00edsicas e engenharia entre 2006 e 2023. A classifica\u00e7\u00e3o mostra ainda que, em todos os anos analisados, as mulheres foram maioria em pesquisas relacionadas a ci\u00eancias biom\u00e9dicas e sa\u00fade.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"522\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-2-900x675-1.png?resize=696%2C522&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-126459\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-2-900x675-1.png 900w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-2-900x675-1-300x225.png 300w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-2-900x675-1-768x576.png 768w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-2-900x675-1-150x113.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\"\/><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma mulher chefia o CEPID<\/strong><\/h2>\n<p>E o primeiro Centro de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (CEPID) com sede na Unesp \u00e9 liderado por uma mulher, a bi\u00f3loga Patr\u00edcia Morellato, que desde 1990 integra o corpo docente da Universidade. Trata-se do Centro de Pesquisa da Biodiversidade e Mudan\u00e7as do Clima (CBioClima). O Centro, ligado ao Instituto de Bioci\u00eancias de Rio Claro, tem foco em biodiversidade tropical e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>L\u00e1, a for\u00e7a de trabalho conta com 56,3% de mulheres bolsistas e estagi\u00e1rias. \u201cO CBioClima abriga uma propor\u00e7\u00e3o de pesquisadores associados e bolsistas mulheres maior do que a de homens. Isso n\u00e3o foi for\u00e7ado, mas \u00e9 algo interessante e estimulado\u201d, conta a pesquisadora. Morellato explica que, embora a lideran\u00e7a maior do CEPID seja uma mulher, n\u00e3o h\u00e1 igualdade entre os g\u00eaneros no quadro de pesquisadores principais do programa. Press\u00f5es externas e sobrecarga s\u00e3o alguns dos fatores que impedem que as cientistas aceitem ocupar tais espa\u00e7os de destaque, avalia.<\/p>\n<p>Olhando em retrospectiva para a pr\u00f3pria carreira, ela percebe ter esbarrado em obst\u00e1culos causados tanto por preconceito por parte de homens quanto pela competitividade entre mulheres. \u201cCresci na carreira muito r\u00e1pido. Era a mais nova do meu departamento e fui a primeira a fazer livre-doc\u00eancia. Isso aborreceu muitas pessoas na \u00e9poca\u201d, lembra. \u201cMas n\u00e3o estava tomando a posi\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m. Eu perguntava: voc\u00ea se candidatou? Voc\u00ea se inscreveu na vaga? Porque eu me inscrevi\u201d, diz.<\/p>\n<p>E mesmo ap\u00f3s ter conquistado uma condi\u00e7\u00e3o de maior proje\u00e7\u00e3o, continuou percebendo diferen\u00e7as no modo como era tratada no universo da pesquisa. Um exemplo que ela aponta s\u00e3o as consultas que recebia de outros cientistas que buscavam esclarecer algum ponto espec\u00edfico de seu pr\u00f3prio trabalho. Esses esclarecimentos costumam resultar em atribui\u00e7\u00f5es de coautoria quando o artigo cient\u00edfico sobre a pesquisa \u00e9 publicado.<\/p>\n<p>\u201cPercebi que, algumas vezes, os meus colegas homens recebiam consultas sobre quest\u00f5es cient\u00edficas e automaticamente eram colocados como coautores daqueles trabalhos. Mas isso n\u00e3o acontecia quando eu recebia uma consulta. N\u00e3o atribu\u00edam esse mesmo valor \u00e0 minha participa\u00e7\u00e3o\u201d, diz. Ap\u00f3s algum tempo, vendo que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudava, ela passou a restringir os contatos. \u201cAcho que at\u00e9 perdi algumas oportunidades, mas estava cansada de atender as pessoas, fazer exatamente o que os meus colegas faziam e n\u00e3o obter o mesmo merecimento.\u201d<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"680\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Patricia-Morellato-768x1156-1-680x1024.jpeg?resize=680%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-126462\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Patricia-Morellato-768x1156-1-680x1024.jpeg 680w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Patricia-Morellato-768x1156-1-199x300.jpeg 199w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Patricia-Morellato-768x1156-1-150x226.jpeg 150w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Patricia-Morellato-768x1156-1.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Patricia Morelatto, diretora do CBioClima e docente do IB\/Rio Claro<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pol\u00edticas internas apoiam gestantes e m\u00e3es<\/strong><\/h2>\n<p>Embora as mulheres sejam a maioria dos alunos da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na Unesp e no Brasil, muitas n\u00e3o d\u00e3o prosseguimento \u00e0 carreira acad\u00eamica devido \u00e0 dupla jornada profissional e pessoal. Esta \u00faltima pode incluir os cuidados com os filhos, mas tamb\u00e9m com idosos, entre outras preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Diante desse quadro, a Unesp busca meios para tornar menos \u00e1rduo o caminho para que gestantes e m\u00e3es se desenvolvam como pesquisadoras. Quem relata essas iniciativas \u00e9 Pilar Sotomayor, p\u00f3s-doutora em qu\u00edmica e assessora da Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa (PROPe) da Unesp.<\/p>\n<p>A pesquisadora est\u00e1 h\u00e1 18 anos na Universidade, cinco na \u00e1rea de gest\u00e3o, e enxerga a maternidade como o principal fator respons\u00e1vel pela queda de produtividade e a consequente evas\u00e3o feminina do setor de pesquisa. A professora diz que escolheu ser m\u00e3e aos 34 anos, uma idade que ela considera avan\u00e7ada, para que tivesse condi\u00e7\u00f5es de priorizar seu desenvolvimento acad\u00eamico e profissional.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"386\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Pilar-Sotomayor-768x426-1.jpeg?resize=696%2C386&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-126463\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Pilar-Sotomayor-768x426-1.jpeg 768w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Pilar-Sotomayor-768x426-1-300x166.jpeg 300w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Pilar-Sotomayor-768x426-1-150x83.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pilar Sotomayor, assessora da Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa (PROPe) respons\u00e1vel pela \u00e1rea de p\u00f3s-doutorado<\/figcaption><\/figure>\n<p>Sotomayor, que responde pelo setor de p\u00f3s-doutorado, cita como exemplos de instrumentos de apoio \u00e0 presen\u00e7a feminina na pesquisa a licen\u00e7a-maternidade oferecida a alunas que n\u00e3o atuam como docentes e o pagamento de aux\u00edlio financeiro pelo per\u00edodo de seis meses. Tamb\u00e9m os editais da Universidade, que consideram a produtividade como um fator de sele\u00e7\u00e3o, possuem um dispositivo que beneficia as professoras ou candidatas que tiverem gestado durante o per\u00edodo de cinco anos analisado pela comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste caso, s\u00e3o adicionados dois anos extras ao per\u00edodo a ser considerado, para cobrir a eventual queda de publica\u00e7\u00f5es que pode acompanhar os primeiros anos da maternidade. Tal pol\u00edtica \u00e9 concebida tamb\u00e9m dentro dos processos seletivos da Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica da Unesp. Desde a implementa\u00e7\u00e3o do prazo extra, 96 professoras foram beneficiadas na Universidade no setor de IC.<\/p>\n<p>\u201cEm geral, o homem se dedica \u00e0 carreira e tem algu\u00e9m por tr\u00e1s para cuidar de sua vida pessoal. N\u00f3s, n\u00e3o. Precisamos lutar e demonstrar o nosso potencial duzentas vezes mais para provar que somos merecedoras daquele cargo\u201d, conta a pesquisadora.<\/p>\n<p>A equipe da PROPe tamb\u00e9m est\u00e1 sempre atenta \u00e0s premia\u00e7\u00f5es de pesquisa que possam valorizar o trabalho das discentes e docentes da Unesp. Quando s\u00e3o abertos os editais para l\u00e1ureas, como o Pr\u00eamio L\u2019Or\u00e9al-UNESCO para Mulheres em Ci\u00eancia ou o Pr\u00eamio Carolina Bori Ci\u00eancia &amp; Mulher, a PROPe analisa o curr\u00edculo de pesquisadoras da Universidade, esmi\u00fa\u00e7a seus trabalhos em andamento e submete o nome delas \u00e0 competi\u00e7\u00e3o. Um dos exemplos dos frutos desse esfor\u00e7o ocorreu em 2022, quando a docente de Lingu\u00edstica Maria Helena de Moura Neves venceu a primeira edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Ester Sabino, que celebra a contribui\u00e7\u00e3o de cientistas mulheres.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m h\u00e1 premia\u00e7\u00f5es internas. Nas \u00faltimas cinco edi\u00e7\u00f5es do Congresso de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da Unesp, o pr\u00eamio de 1\u00ba lugar na \u00e1rea de Engenharias foi concedido a mulheres: Ana Lima Vieira (2025), Maria Eduarda Pierami (2024), J\u00falia Silva Borges (2023), Gabriela de Souza Freitas (2022) e Carla Rafaelli Martins (2021). Dentre as premiadas, tr\u00eas foram orientadas por outras mulheres.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"487\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Julia-Silva-Borges-768x537-1.png?resize=696%2C487&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-126464\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Julia-Silva-Borges-768x537-1.png 768w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Julia-Silva-Borges-768x537-1-300x210.png 300w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Julia-Silva-Borges-768x537-1-150x105.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">J\u00falia Silva Borges recebeu condecora\u00e7\u00e3o no 35\u00ba Congresso de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da Unesp, em 2023, por sua pesquisa na \u00e1rea de Engenharia Aeron\u00e1utica.<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma nova era na Universidade<\/strong><\/h2>\n<p>Todas as entrevistadas apontam como um importante fator para estimular a participa\u00e7\u00e3o feminina na pesquisa da Universidade a presen\u00e7a de Maysa Furlan, a primeira mulher eleita para ocupar o cargo de reitora da Unesp.<\/p>\n<p>Furlan foi coordenadora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Qu\u00edmica da Unesp entre 2000 e 2004 e atuou como diretora do Instituto de Qu\u00edmica nos quatro anos seguintes. Durante sua trajet\u00f3ria, a docente atuou tamb\u00e9m como assessora da Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa da Unesp e coordenadora do Programa Institucional de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (PIBIC\/PIBITI\/CNPq) da Unesp. Foi vice-reitora de 2021 a 2025, ao lado do professor Pasqual Barretti, e, em seguida, eleita reitora. Essa \u00e9 tamb\u00e9m a primeira vez que a Unesp tem, simultaneamente, uma mulher na reitoria e outra na chefia de gabinete. Essa fun\u00e7\u00e3o est\u00e1 a cargo de Adriana Marcantonio, doutora em periodontia pela Universidade.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia Morellato destaca a import\u00e2ncia da elei\u00e7\u00e3o de Furlan. \u201cA Academia Brasileira de Ci\u00eancias demorou mais de 100 anos para eleger como presidente uma mulher, a professora Helena Nader. A Fapesp existe h\u00e1 mais de 60 anos e nunca teve nenhuma mulher no cargo de dire\u00e7\u00e3o. Fiquei feliz por a Unesp ter completado seus 50 anos com uma mulher na reitoria\u201d, diz.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Jornal da Unesp, a reitora Maysa Furlan reconheceu que a Universidade est\u00e1 agora navegando em um ambiente muito mais favor\u00e1vel e prop\u00edcio para que todas possam contribuir com pesquisas importantes e vislumbrar uma carreira. \u201cSe as mulheres querem uma ascens\u00e3o ao cargo de professora associada e depois professora titular, que elas possam planejar isso e encontrar aqui na Unesp um espa\u00e7o acolhedor\u201d, diz.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/maysafurlanCAPA-768x1152-1-683x1024.jpg?resize=683%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-126465\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/maysafurlanCAPA-768x1152-1-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/maysafurlanCAPA-768x1152-1-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/maysafurlanCAPA-768x1152-1-150x225.jpg 150w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/maysafurlanCAPA-768x1152-1.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Maysa Furlan, reitora da Unesp<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos \u00faltimos anos, a Unesp apresentou crescimento constante na distribui\u00e7\u00e3o de mulheres diretoras de unidades e titulares. Esses indicadores j\u00e1 representam sinais iniciais do que Furlan busca apoiar em sua gest\u00e3o. As mulheres se destacam como coordenadoras dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o da Unesp (50,8%) e tamb\u00e9m atingem um valor consider\u00e1vel no mesmo cargo para os cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (45,4%).<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"522\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-3-768x576-1.png?resize=696%2C522&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-126460\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-3-768x576-1.png 768w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-3-768x576-1-300x225.png 300w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-3-768x576-1-150x113.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\"\/><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Velhos e novos desafios<\/strong><\/h2>\n<p>Outro ponto comum nos relatos das pesquisadoras entrevistadas \u00e9 a viv\u00eancia de epis\u00f3dios de machismo ao longo de suas trajet\u00f3rias. Entre esses tristes eventos incluem-se cortes de aux\u00edlios, projetos de pesquisa colocados em d\u00favida, desest\u00edmulo a planos para estudar no exterior e at\u00e9 falas diretas e duras que as exortavam a deixar o laborat\u00f3rio e ir lavar pratos em algum lugar. Esses cr\u00edticos taxavam as conquistas das pesquisadoras de pura sorte e a elevada produtividade delas de soberba. Eventuais brincadeiras, enunciadas em tom de piada, eram, na verdade, ass\u00e9dio moral disfar\u00e7ado \u2013 algo que, hoje, \u00e9 combatido na Unesp.<\/p>\n<p>\u201cTrabalhamos bravamente para que se encerre o ass\u00e9dio, seja ele de cunho moral ou sexual, nesta Universidade. Isso n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel\u201d, refor\u00e7a Furlan. \u201cEstamos atentos a qualquer dificuldade ou ato que desvie a mulher de seu caminho profissional. Trabalhamos para que ningu\u00e9m na Unesp passe por qualquer tipo de ass\u00e9dio, porque, al\u00e9m de brutal, \u00e9 algo imoral e totalmente anti\u00e9tico\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>Ana Maria Klein, assessora t\u00e9cnica da Pr\u00f3-Reitoria de A\u00e7\u00f5es Afirmativas, Diversidade e Equidade (PROADE) e integrante do Grupo de Trabalho (GT) Unesp Mulheres, explica que o ass\u00e9dio \u00e9 um dos principais fatores de impacto para a sa\u00fade mental, a conviv\u00eancia e a progress\u00e3o de carreira das mulheres. Por conta disso, foi institu\u00edda em 2025 a campanha \u201cUnesp Sem Ass\u00e9dio \u2014 sem medo, sem impunidade\u201d, iniciativa institucional que percorre as 34 unidades da Unesp com palestras sobre preven\u00e7\u00e3o, den\u00fancia e acolhimento, por meio de a\u00e7\u00f5es educativas e Comiss\u00f5es Locais.<\/p>\n<p>A PROADE oferece tamb\u00e9m um curso voltado \u00e0s quest\u00f5es de g\u00eanero e viol\u00eancia para todos os funcion\u00e1rios, estudantes e professores da Unesp. Al\u00e9m disso, s\u00e3o realizadas a\u00e7\u00f5es pontuais, como tr\u00eas lives no YouTube abordando a tem\u00e1tica das mulheres, planejadas para o m\u00eas de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A primeira delas, no dia 9, deve abordar a quest\u00e3o da mulher negra na sociedade, focando na perspectiva do feminismo interseccional. A segunda, no dia 19, discutir\u00e1 masculinidades e viol\u00eancia contra a mulher, enquanto a \u00faltima, no dia 24, contar\u00e1 com uma palestra de Ma\u00edra Recchia, presidente da OAB Mulheres, sobre ass\u00e9dio e feminic\u00eddio.<\/p>\n<p>\u201cEste ano, a gest\u00e3o do GT Mulheres envolve uma mulher de cada campus. Contamos com representantes de todos os segmentos e de todas as \u00e1reas do conhecimento, inclusive das trabalhadoras terceirizadas. Queremos estender essa discuss\u00e3o para as unidades. Esperamos que essas mulheres consigam mobilizar outras mulheres para que\u00a0possamos\u00a0entender melhor os desafios, pois eles podem variar em cada local\u201d, conta Klein.<\/p>\n<p>Na comemora\u00e7\u00e3o deste 8 de mar\u00e7o, que coincide com o ano de celebra\u00e7\u00f5es pelas suas cinco d\u00e9cadas de exist\u00eancia, a Unesp vive um momento de especial aten\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>\u00e0<\/strong>\u00a0presen\u00e7a feminina no \u00e2mbito da pesquisa. E a sinaliza\u00e7\u00e3o nesse sentido vem diretamente da reitora Maysa Furlan. \u201cEstamos em um novo tempo, preparando a Universidade e os caminhos para que todas as pessoas, especialmente as mulheres, possam encontrar um ambiente forte e consolidado em quest\u00e3o de oportunidades\u201d, diz ela. \u201cQue elas possam, na Unesp, colocar todas as suas ideias e expertise a favor de uma realiza\u00e7\u00e3o pessoal e profissional.\u201d<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/maioria-entre-os-mestres-e-doutores-formados-pela-unesp-mulheres-sao-destaque-nas-atividades-de-pesquisa\/\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es GOV.SP<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 8 de mar\u00e7o de 1908, trabalhadoras t\u00eaxteis em Nova York, nos Estados Unidos, foram \u00e0s ruas para reivindicar melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, sal\u00e1rios justos e\u00a0o\u00a0direito ao voto. Em 8 de mar\u00e7o de 1917, prolet\u00e1rias em Petrogrado, na R\u00fassia, protestaram contra a fome, a Primeira Guerra Mundial e o regime czarista. 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