{"id":53854,"date":"2026-01-31T15:43:29","date_gmt":"2026-01-31T18:43:29","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/biofilme-feito-com-pele-de-peixe-pode-ser-alternativa-sustentavel-para-a-embalagem-de-alimentos\/"},"modified":"2026-01-31T15:43:29","modified_gmt":"2026-01-31T18:43:29","slug":"biofilme-feito-com-pele-de-peixe-pode-ser-alternativa-sustentavel-para-a-embalagem-de-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/biofilme-feito-com-pele-de-peixe-pode-ser-alternativa-sustentavel-para-a-embalagem-de-alimentos\/","title":{"rendered":"Biofilme feito com pele de peixe pode ser alternativa sustent\u00e1vel para a embalagem de alimentos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/57035.jpg?w=696&#038;ssl=1\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Usando como mat\u00e9ria-prima a pele do peixe amaz\u00f4nico conhecido como tambatinga, pesquisadores da Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste, de S\u00e3o Carlos, em parceria com a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) desenvolveram um biofilme que pode ser usado na embalagem de alimentos.<\/p>\n<p>Essa esp\u00e9cie \u2013 resultado do cruzamento entre a f\u00eamea do tambaqui (<em>Colossoma macropomum<\/em>) e o macho da pirapitinga (<em>Piaractus brachypomus<\/em>) \u2013 \u00e9 reconhecida por seu excelente desempenho de crescimento e por representar uma fonte valiosa e sustent\u00e1vel de mat\u00e9ria-prima rica em col\u00e1geno. Por causa de sua origem tropical, a pele da esp\u00e9cie pode conter n\u00edveis mais elevados de amino\u00e1cidos, o que pode melhorar as propriedades funcionais e estruturais da gelatina derivada dela.<\/p>\n<p>No trabalho, apoiado pela FAPESP no \u00e2mbito do\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/58574\/forc-centro-de-pesquisa-em-alimentos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro de Pesquisa em Alimentos<\/a>\u00a0(<a href=\"https:\/\/forc.net.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">FoRC<\/a>), um dos Centros de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (<a href=\"https:\/\/cepid.fapesp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CEPIDs<\/a>) da Funda\u00e7\u00e3o, o animal foi utilizado como base para a produ\u00e7\u00e3o de pol\u00edmeros biodegrad\u00e1veis para substituir, mesmo que apenas em partes, os filmes (materiais finos e flex\u00edveis) utilizados em embalagens de alimentos feitos de material sint\u00e9tico, como petr\u00f3leo. Os resultados foram\u00a0publicados\u00a0no peri\u00f3dico cient\u00edfico\u00a0<em>Foods<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cTrabalhamos h\u00e1 mais de 25 anos no desenvolvimento de filmes \u00e0 base de biopol\u00edmeros, como prote\u00ednas e polissacar\u00eddeos, com o objetivo de aplicar esse material em embalagens de alimentos e diminuir o impacto ambiental, j\u00e1 que existem muitos problemas ligados ao ac\u00famulo de embalagens sint\u00e9ticas na natureza\u201d, conta o engenheiro de alimentos\u00a0Paulo Jos\u00e9 do Amaral Sobral, professor do Departamento de Engenharia de Alimentos do campus da USP de Pirassununga, no interior de S\u00e3o Paulo, que deu apoio ao trabalho realizado pelo zootecnista Manuel Antonio Chagas Jacintho e pela engenheira de alimentos Fernanda Ramalho Procopio, ambos da Embrapa.<\/p>\n<p>O primeiro passo do experimento foi limpar as peles dos peixes e submet\u00ea-las a um processo de extra\u00e7\u00e3o da gelatina com \u00e1gua quente e \u00e1cido ac\u00e9tico (para retirar as impurezas). Na sequ\u00eancia, os filmes foram preparados a partir desse material usando 2 gramas de gelatina para cada 100 gramas de solu\u00e7\u00e3o formadora de filme. O resultado foi um material transparente, flex\u00edvel e com superf\u00edcies uniformes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ele se mostrou bem resistente, com excelente capacidade de bloquear os raios ultravioleta e menor permeabilidade ao vapor de \u00e1gua em compara\u00e7\u00e3o com outros materiais \u00e0 base de gelatina relatados na literatura. Essas descobertas destacam o potencial da pele de peixe \u2013 geralmente considerada um res\u00edduo industrial \u2013 como mat\u00e9ria-prima renov\u00e1vel e de alto valor para a produ\u00e7\u00e3o de biopol\u00edmeros sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Apesar dos bons resultados, o material obtido apresentou uma limita\u00e7\u00e3o: sensibilidade \u00e0 umidade. \u201cPor esse motivo, por enquanto, eles s\u00f3 t\u00eam aplica\u00e7\u00e3o em produtos desidratados, como nozes e castanhas\u201d, afirma Sobral.<\/p>\n<p>O pesquisador considera ser necess\u00e1rio continuar o trabalho para possibilitar o uso do biopol\u00edmero obtido da pele do tambatinga em embalagens de alimentos, produtos farmac\u00eauticos e biom\u00e9dicos, agregando valor econ\u00f4mico ao setor da aquicultura e promovendo uma cadeia produtiva integrada e ambientalmente respons\u00e1vel.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/biofilme-feito-com-pele-de-peixe-pode-ser-alternativa-sustentavel-para-a-embalagem-de-alimentos\/\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es GOV.SP<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usando como mat\u00e9ria-prima a pele do peixe amaz\u00f4nico conhecido como tambatinga, pesquisadores da Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste, de S\u00e3o Carlos, em parceria com a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) desenvolveram um biofilme que pode ser usado na embalagem de alimentos. 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