{"id":52642,"date":"2026-01-17T16:32:16","date_gmt":"2026-01-17T19:32:16","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/sindrome-do-olho-seco-e-mais-frequente-em-regioes-urbanas-e-entre-as-mulheres-mostra-estudo\/"},"modified":"2026-01-17T16:32:16","modified_gmt":"2026-01-17T19:32:16","slug":"sindrome-do-olho-seco-e-mais-frequente-em-regioes-urbanas-e-entre-as-mulheres-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/sindrome-do-olho-seco-e-mais-frequente-em-regioes-urbanas-e-entre-as-mulheres-mostra-estudo\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome do olho seco \u00e9 mais frequente em regi\u00f5es urbanas e entre as mulheres, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/medium-shot-woman-sitting-desk-scaled.jpg?w=696&#038;ssl=1\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A s\u00edndrome do olho seco (SOS) \u2013 um problema na produ\u00e7\u00e3o ou na efici\u00eancia da l\u00e1grima \u2013 est\u00e1 mais associada \u00e0s regi\u00f5es urbanas, com cerca de 40% de preval\u00eancia, do que \u00e0s regi\u00f5es rurais, onde ocorre em 20% da popula\u00e7\u00e3o. A condi\u00e7\u00e3o oftalmol\u00f3gica tamb\u00e9m \u00e9 mais frequente entre as mulheres, atingindo mais de 35% delas. Os dados s\u00e3o de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP) da USP,\u00a0publicada na revista\u00a0<em>Clinics<\/em>.<\/p>\n<p>O estudo avaliou as cidades de Ribeir\u00e3o Preto e C\u00e1ssia dos Coqueiros, que contam com aproximadamente 700 mil e 3 mil habitantes, respectivamente. Por meio de 600 visitas domiciliares aleat\u00f3rias, os pesquisadores aplicaram o Question\u00e1rio Breve de Doen\u00e7a do Olho Seco (DEDSQ) em volunt\u00e1rios com idades a partir dos 40 anos.<\/p>\n<p>\u201cA estrat\u00e9gia foi saber o que acontecia, quais eram os fatores envolvidos e se essas duas aglomera\u00e7\u00f5es [urbana e rural] teriam diferen\u00e7as\u201d, explica Eduardo Rocha, docente da FMRP e coautor do estudo. Al\u00e9m de entender a frequ\u00eancia em cada local, os pesquisadores buscavam mapear, a partir das respostas, poss\u00edveis fatores de risco ligados ao desenvolvimento da s\u00edndrome.<\/p>\n<p>Segundo Rocha, o que motivou o estudo foi a percep\u00e7\u00e3o de que boa parte dos pacientes buscava consultas com oftalmologistas motivada, sobretudo, por queixas que se enquadram nos sintomas de s\u00edndrome do olho seco. Entre elas est\u00e3o: inc\u00f4modos relacionados \u00e0 aus\u00eancia de l\u00e1grimas, irrita\u00e7\u00e3o e sensa\u00e7\u00e3o de areia nos olhos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Frequ\u00eancia e fatores de risco<\/h2>\n<p>A s\u00edndrome do olho seco provoca ressecamento na superf\u00edcie do \u00f3rg\u00e3o devido \u00e0 aus\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o de l\u00e1grimas ou \u00e0 baixa qualidade da l\u00e1grima produzida naturalmente, levando \u00e0 r\u00e1pida evapora\u00e7\u00e3o. A doen\u00e7a possui causas multifatoriais, estando relacionadas a aspectos geogr\u00e1ficos, demogr\u00e1ficos, gen\u00e9ticos, ambientais e outros.<\/p>\n<p>As entrevistas para a identifica\u00e7\u00e3o foram realizadas com\u00a0429 mulheres e 181 homens\u00a0durante o inverno, a esta\u00e7\u00e3o seca na regi\u00e3o Sudeste. O material coletado identificou dados demogr\u00e1ficos, comorbidades cr\u00f4nicas e h\u00e1bitos e atividades di\u00e1rias. Tr\u00eas perguntas base formavam o question\u00e1rio: Voc\u00ea sente seus olhos secos? Voc\u00ea sente seus olhos irritados? Voc\u00ea j\u00e1 teve um diagn\u00f3stico de olho seco?<\/p>\n<p>A pesquisa utilizou como refer\u00eancia trabalhos anteriores para incluir perguntas relacionadas a fatores de risco para\u00a0<em>diabetes mellitus<\/em>, menopausa, doen\u00e7as reum\u00e1ticas, hansen\u00edase, tracoma, quimioterapia e radioterapia, cirurgia ocular, uso de lentes de contato, doen\u00e7as da tireoide, uso di\u00e1rio de telas eletr\u00f4nicas por mais de duas horas, uso de antidepressivos e antial\u00e9rgicos, dor p\u00e9lvica cr\u00f4nica, fibromialgia, dislipidemia (eleva\u00e7\u00e3o de colesterol e triglicer\u00eddeos no sangue) e pter\u00edgio (les\u00e3o ocular).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/radio-usp\/mudancas-rapidas-de-comportamento-podem-indicar-doencas-inclusive-dos-olhos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O docente da USP aponta que a pesquisa estabelece correla\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o causa e efeito. \u201cObservamos que algumas situa\u00e7\u00f5es eram mais frequentemente correlacionadas ao olho seco, sugerindo, para futuras pesquisas, que isso pode indicar eventuais fatores causais.\u201d<\/p>\n<p>O estudo mapeou que, no geral, a s\u00edndrome pode estar associada \u00e0 dislipidemia e \u00e0 cirurgia ocular. Para a regi\u00e3o urbana, foram identificados como fatores de risco: doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas, doen\u00e7as da tireoide, uso cr\u00f4nico de antidepressivos e antial\u00e9rgicos, dor p\u00e9lvica cr\u00f4nica, fibromialgia, uso de telas por mais de duas horas por dia e pter\u00edgio. A \u00fanica correla\u00e7\u00e3o exclusiva da regi\u00e3o rural foi a maior presen\u00e7a em mulheres na p\u00f3s-menopausa.<\/p>\n<p>Em mulheres, os fatores de risco est\u00e3o relacionados ao uso de antial\u00e9rgicos, \u00e0 dor p\u00e9lvica cr\u00f4nica e \u00e0 fibromialgia. Para os idosos, as motiva\u00e7\u00f5es foram conectadas a diferentes fatores, por\u00e9m o envelhecimento como poss\u00edvel causa foi significativo apenas na \u00e1rea urbana.<\/p>\n<p>Apesar das diferen\u00e7as entre os estilos de vida em regi\u00f5es urbanas e rurais \u2013 como polui\u00e7\u00e3o, tempo de transporte, h\u00e1bitos alimentares \u2013 Rocha aponta que os pesquisadores n\u00e3o esperavam resultados t\u00e3o discrepantes. \u201cN\u00e3o imagin\u00e1vamos que fosse dar quase o dobro na regi\u00e3o urbana, mas \u00e9 curioso, porque a frequ\u00eancia foi muito parecida com os n\u00fameros de S\u00e3o Paulo, com algumas metr\u00f3poles e com outros pa\u00edses\u201d, explica.<\/p>\n<p>Rocha explica que se o indiv\u00edduo respondesse sim para duas das tr\u00eas perguntas, seria classificado como tendo a doen\u00e7a, mas no sentido cient\u00edfico e n\u00e3o cl\u00ednico. Uma amostra aleat\u00f3ria, de todos os indiv\u00edduos com positivo no question\u00e1rio aplicado e de um em cada cinco participantes com negativo, foi convidada para realiza\u00e7\u00e3o de um exame oftalmol\u00f3gico gratuito para entender os n\u00edveis de precis\u00e3o do formul\u00e1rio. <\/p>\n<p>\u201cA gente observou que ele [o question\u00e1rio] era fortemente preditivo, ou seja, as pessoas que davam respostas positivas para duas dessas tr\u00eas perguntas, quando examinados, realmente tinham problema\u201d, afirma Eduardo Rocha.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De dentro para fora<\/h2>\n<p>O princ\u00edpio b\u00e1sico para a s\u00edndrome do olho seco \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o. O docente destaca que o objetivo dos pacientes deve ser a busca por viver em sa\u00fade, para que o tratamento n\u00e3o seja necess\u00e1rio. \u201cViver em sa\u00fade, nesse caso, significaria ter um ambiente com um balan\u00e7o de umidade melhor, ter pausas para fazer a hidrata\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o de boa qualidade e o sono tranquilo e cont\u00ednuo, por pelo menos oito horas\u201d, completa.<\/p>\n<p>Segundo Rocha, estas s\u00e3o as recomenda\u00e7\u00f5es dadas por ele quando pacientes relatam sintomas de olho seco. Manter os olhos \u00famidos \u00e9 a maneira de fazer eles se \u201cqueixarem menos\u201d, mas esses sinais indicam que o \u00f3rg\u00e3o precisa de repouso.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, negligenciar outras doen\u00e7as pode causar danos semelhantes aos da s\u00edndrome, mas as manifesta\u00e7\u00f5es exigem tipos de tratamento diferentes. De acordo com o m\u00e9dico, os sintomas partem de princ\u00edpios diversos aos que foram elencados pela pesquisa.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/sindrome-do-olho-seco-e-mais-frequente-em-regioes-urbanas-e-entre-as-mulheres-mostra-estudo\/\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es GOV.SP<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A s\u00edndrome do olho seco (SOS) \u2013 um problema na produ\u00e7\u00e3o ou na efici\u00eancia da l\u00e1grima \u2013 est\u00e1 mais associada \u00e0s regi\u00f5es urbanas, com cerca de 40% de preval\u00eancia, do que \u00e0s regi\u00f5es rurais, onde ocorre em 20% da popula\u00e7\u00e3o. A condi\u00e7\u00e3o oftalmol\u00f3gica tamb\u00e9m \u00e9 mais frequente entre as mulheres, atingindo mais de 35% delas. 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