{"id":50160,"date":"2025-11-21T10:31:09","date_gmt":"2025-11-21T13:31:09","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/ilha-da-amazonia-recebera-novo-sistema-de-construcao-sustentavel-desenvolvido-por-docente-da-unesp\/"},"modified":"2025-11-21T10:31:09","modified_gmt":"2025-11-21T13:31:09","slug":"ilha-da-amazonia-recebera-novo-sistema-de-construcao-sustentavel-desenvolvido-por-docente-da-unesp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/ilha-da-amazonia-recebera-novo-sistema-de-construcao-sustentavel-desenvolvido-por-docente-da-unesp\/","title":{"rendered":"Ilha da Amaz\u00f4nia receber\u00e1 novo sistema de constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel desenvolvido por docente da Unesp"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Um observat\u00f3rio situado em ilha no rio Par\u00e1, no estado do Par\u00e1, vai receber o mais novo projeto de constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel desenvolvido por docentes da Unesp. Elaborado em parceria com docentes da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) e financiado por meio do Programa Integrado de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica (Pr\u00f3-Amaz\u00f4nia) do CNPq, o projeto se basear\u00e1 em recursos naturais t\u00edpicos da Amaz\u00f4nia para desenvolver um sistema de constru\u00e7\u00e3o leve e resistente, de caracter\u00edsticas modulares.<\/p>\n<p>A iniciativa segue o rastro de outra experi\u00eancia no campo da constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel desenvolvida por docentes da Unesp, a<a href=\"https:\/\/jornal.unesp.br\/2025\/11\/03\/casa-da-floresta-vai-levar-cultura-e-arte-a-populacao-de-belem-durante-o-periodo-da-cop-30\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0Casa da Floresta<\/a>. A Casa da Floresta possui uma estrutura geod\u00e9sica constru\u00edda com ripas de bambu e folhas da palmeira bu\u00e7u. Al\u00e9m do uso de materiais regionais, a estrutura apresenta aberturas na altura do solo e uma claraboia que contribuem para a circula\u00e7\u00e3o do ar, o resfriamento do ambiente e o aproveitamento da luz natural.<\/p>\n<p>A Casa da Floresta foi constru\u00edda como resultado de uma parceria entre a Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o e Cultura da Unesp e o Instituto Peabiru. Est\u00e1 localizada no munic\u00edpio de Acar\u00e1, na Grande Bel\u00e9m, e serve como um espa\u00e7o aberto ao p\u00fablico que se dirige \u00e0 cidade durante a realiza\u00e7\u00e3o da 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP 30), articulando conhecimento cient\u00edfico, cultura e saberes tradicionais, promovendo a busca de solu\u00e7\u00f5es para conjugar o desenvolvimento social e a preserva\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n<p>A Casa da Floresta foi projetada pela arquiteta Juliana Cortez, docente da Faculdade de Ci\u00eancias e Engenharia da Unesp, c\u00e2mpus de Itapeva. Durante os preparativos para a constru\u00e7\u00e3o, ela conheceu o professor da UFPA Cristiano Mendel, vice-diretor do Instituto de Geoci\u00eancias da UFPA. A UFPA atua na gest\u00e3o e no desenvolvimento de pesquisas junto ao Observat\u00f3rio Magn\u00e9tico de Tatuoca. O nome designa uma ilha desabitada onde, desde 1957, funciona o observat\u00f3rio, distante 12 km de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>A ilha vai receber o prot\u00f3tipo do novo sistema de constru\u00e7\u00e3o. Ele ser\u00e1 composto de m\u00f3dulos sustent\u00e1veis, de f\u00e1cil transporte, que possam ser encaixados e fixados conforme o projeto do im\u00f3vel. A expectativa \u00e9 que o conceito de estruturas modulares possa ajudar comunidades ribeirinhas da regi\u00e3o, que muitas vezes enfrentam dificuldades log\u00edsticas na constru\u00e7\u00e3o de seus im\u00f3veis.<\/p>\n<p>\u201cDiferentemente da Casa da Floresta, em que montamos um pavilh\u00e3o geod\u00e9sico, nesse projeto queremos criar pe\u00e7as modulares pr\u00e9-fabricadas, que sejam leves e que possam ser colocadas em um barco e montadas no pr\u00f3prio local\u201d, explica Cortez.<\/p>\n<p>O Observat\u00f3rio Magn\u00e9tico de Tatuoca \u00e9 vinculado ao Observat\u00f3rio Nacional, \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI). Ele produz medi\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas do campo geomagn\u00e9tico terrestre, fornecendo dados para uma rede global com mais de 200 observat\u00f3rios pelo mundo, chamada Intermagnet. No Brasil, apenas o munic\u00edpio de Vassouras, no Rio de Janeiro, possui um observat\u00f3rio semelhante.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sensibilidade a metal<\/strong><\/h2>\n<p>A escolha por erigir o observat\u00f3rio em uma pequena ilha amaz\u00f4nica sem ocupa\u00e7\u00e3o humana e com poucas constru\u00e7\u00f5es \u00e9 estrat\u00e9gica. A proximidade com o Equador geogr\u00e1fico e o Equador magn\u00e9tico da Terra faz de Tatuoca um local privilegiado para a capta\u00e7\u00e3o de dados magn\u00e9ticos. J\u00e1 a aus\u00eancia de moradores e outras atividades econ\u00f4micas impede que outros elementos alterem a assinatura (as caracter\u00edsticas) magn\u00e9ticas da \u00e1rea e interfiram na sensibilidade dos instrumentos que analisam a varia\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico. Segundo os pesquisadores que atuam no local, o movimento de um autom\u00f3vel a cem metros de dist\u00e2ncia dos equipamentos j\u00e1 produz \u201cru\u00eddos\u201d que alteram as medi\u00e7\u00f5es. Na Ilha de Tatuoca, n\u00e3o existem autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Essa sensibilidade dos dispositivos do laborat\u00f3rio \u00e9 mais um motivo para se investir em um projeto que aplique materiais naturais na constru\u00e7\u00e3o e constitui a principal raz\u00e3o para escolher a Ilha de Tatuoca para receber o prot\u00f3tipo. \u201cA presen\u00e7a de um material ferromagn\u00e9tico, como um vergalh\u00e3o de a\u00e7o ou mesmo um parafuso, pode criar uma fonte interferente e provocar varia\u00e7\u00f5es na leitura dos dispositivos, contaminando os dados que s\u00e3o fornecidos para centros de todo o mundo\u201d, explica Mendel.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"928\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Cristiano-Mendelinterna-768x1024-1.jpg?resize=696%2C928&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-98574\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Cristiano-Mendelinterna-768x1024-1.jpg 768w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Cristiano-Mendelinterna-768x1024-1-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Cristiano-Mendelinterna-768x1024-1-640x853.jpg 640w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Cristiano-Mendelinterna-768x1024-1-150x200.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cristiano Mendel<\/figcaption><\/figure>\n<p>Embora o uso de materiais construtivos naturais seja algo fundamental para o observat\u00f3rio, a ideia \u00e9 que o projeto ofere\u00e7a solu\u00e7\u00f5es para um p\u00fablico mais amplo. Os pesquisadores explicam que o contexto amaz\u00f4nico imp\u00f5e algumas situa\u00e7\u00f5es desafiadoras para a constru\u00e7\u00e3o de casas e im\u00f3veis em geral. O transporte de materiais de constru\u00e7\u00e3o, por exemplo, muitas vezes precisa ser feito por canoas que entram nos rios e igarap\u00e9s e depois s\u00e3o carregadas \u00e0 m\u00e3o at\u00e9 o local da obra, o que pode encarecer ou mesmo inviabilizar o projeto. O uso de barcos ou m\u00e1quinas maiores, por outro lado, tem o potencial de causar danos \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o e ao ambiente local.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 dessa forma que sempre foi feito pelas popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas e tradicionais na Amaz\u00f4nia. Respeitar esse contexto \u00e9 fundamental. Surge, ent\u00e3o, a necessidade de uma arquitetura adaptada \u00e0 realidade amaz\u00f4nica, que \u00e9 a chave do projeto. A aplica\u00e7\u00e3o no observat\u00f3rio da ilha de Tatuoca ser\u00e1 um teste de prova, porque, se funcionar ali, funcionar\u00e1 em qualquer lugar na Amaz\u00f4nia\u201d, afirma Cortez.<\/p>\n<p>A coordena\u00e7\u00e3o do projeto ficar\u00e1 a cargo do professor Carlos Emmerson Ferreira da Costa, docente da UFPA e respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio de \u00d3leos da Amaz\u00f4nia, localizado no Parque de Ci\u00eancia e Tecnologia Guam\u00e1, em Bel\u00e9m. Costa lidera uma equipe de mais de 200 pesquisadores, de perfil multidisciplinar, que se dedicam ao estudo e prospec\u00e7\u00e3o de insumos da Amaz\u00f4nia para setores de alimentos, cosm\u00e9ticos e bioprocessos. O conhecimento acumulado pelo grupo sobre as caracter\u00edsticas, funcionalidades e aplica\u00e7\u00f5es desses produtos locais \u00e9 uma das chaves do projeto.<\/p>\n<p>Recentemente, o grupo desenvolveu um biopl\u00e1stico a partir do \u00f3leo extra\u00eddo da castanha da andiroba, uma planta nativa da regi\u00e3o amaz\u00f4nica j\u00e1 conhecida pelas suas propriedades anti-inflamat\u00f3rias e uso na ind\u00fastria de cosm\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 apenas um exemplo da atua\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio na regi\u00e3o, mas ilustra bem como o projeto pode se conectar com atividades j\u00e1 existentes. \u201cTemos na Amaz\u00f4nia comunidades que j\u00e1 fazem um trabalho extrativista e de beneficiamento das sementes. Podemos usar os subprodutos desse processo e assim fortalecer uma cadeia produtiva que vai favorecer a viabilidade comercial\u201d, explica o pesquisador. \u201cUma coisa que consideramos importante para este projeto \u00e9 que ele seja vi\u00e1vel economicamente, por isso a import\u00e2ncia de fortalecer as cadeias que j\u00e1 existem\u201d, aponta o coordenador.<\/p>\n<p>O Pr\u00f3-Amaz\u00f4nia busca fomentar o estabelecimento de redes de pesquisa e promover a amplia\u00e7\u00e3o da pesquisa e do desenvolvimento cient\u00edfico na Amaz\u00f4nia. Al\u00e9m da Unesp, da UFPA e do Observat\u00f3rio Nacional, tamb\u00e9m participam da rede o Instituto de Investigaciones de la Amazon\u00eda Peruana (IIAP), no Peru, que possui expertise em bioarquitetura e materiais amaz\u00f4nicos.<\/p>\n<p>O novo projeto est\u00e1 dividido em tr\u00eas partes. A primeira parte envolve a sele\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o dos principais materiais, considerando suas funcionalidades. Dessa forma, fibras de miriti, tucum\u00e3, murumuru, bambu e outras esp\u00e9cies nativas amaz\u00f4nicas ser\u00e3o estudadas para pesquisa de seus potenciais como isolantes t\u00e9rmicos, impermeabiliza\u00e7\u00e3o, resist\u00eancia mec\u00e2nica, al\u00e9m do breu branco e da borracha como ligantes naturais. Ensaios no laborat\u00f3rio da UFPA avaliar\u00e3o essas funcionalidades, enquanto a estrutura da Unesp, no c\u00e2mpus de Itapeva, realizar\u00e1 ensaios f\u00edsicos e mec\u00e2nicos dos componentes construtivos.<\/p>\n<p>Na segunda etapa ser\u00e3o desenvolvidos os pain\u00e9is modulares de montagem simples a partir de t\u00e9cnicas como prensagem a frio e moldagem a v\u00e1cuo. A prototipagem ser\u00e1 feita no c\u00e2mpus de Itapeva em testes de escala real. A terceira etapa consiste na valida\u00e7\u00e3o do sistema construtivo junto a comunidades tradicionais da Amaz\u00f4nia, por meio de parcerias com associa\u00e7\u00f5es de comunidades ribeirinhas e ind\u00edgenas. Ao mesmo tempo, um prot\u00f3tipo ser\u00e1 instalado na Ilha de Tatuoca, ap\u00f3s testes preliminares que v\u00e3o analisar se a interfer\u00eancia dos materiais \u00e9, de fato, desprez\u00edvel.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, essa solu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser a primeira do Brasil a unir sustentabilidade amaz\u00f4nica, com uso de materiais locais e t\u00e9cnicas de baixo impacto, \u00e0 compatibilidade magn\u00e9tica cientificamente validada, tornando-se uma op\u00e7\u00e3o adequada para aplica\u00e7\u00f5es em pesquisas cient\u00edficas de precis\u00e3o em comunidades tradicionais.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"521\" height=\"347\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Ilha-de-TatuocaCAPA.jpg?resize=521%2C347&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-98577\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Ilha-de-TatuocaCAPA.jpg 521w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Ilha-de-TatuocaCAPA-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Ilha-de-TatuocaCAPA-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vista da Ilha de Tapuoca. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sistema anterior de constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser repetido<\/strong><\/h2>\n<p>O \u00faltimo pr\u00e9dio do observat\u00f3rio foi feito com madeira de ip\u00ea tratada em autoclave, uma t\u00e9cnica que proporciona maior resist\u00eancia \u00e0s intemp\u00e9ries. \u201cEssa estrutura durou 50 anos, mas hoje \u00e9 praticamente invi\u00e1vel reconstru\u00ed-la dessa forma por conta do pre\u00e7o da madeira e da quantidade necess\u00e1ria\u201d, diz Mendel.<\/p>\n<p>O professor explica que o novo projeto pode representar uma mudan\u00e7a de paradigma na forma de pensar essas constru\u00e7\u00f5es. \u201cEm geral, essas s\u00e3o estruturas feitas para durar muito tempo. Quando estragam, uma nova \u00e9 constru\u00edda. Nossa proposta \u00e9 que este seja um projeto modular. Quando sofrer avarias, rapidamente poderemos desmont\u00e1-la e remont\u00e1-la. Isso vai interromper a leitura por uma semana ou, no m\u00e1ximo, duas, sem impactar profundamente a s\u00e9rie temporal de aquisi\u00e7\u00e3o de dados\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para o coordenador Carlos Emmerson da Costa, a proposta pode colaborar para viabilizar a atividade extrativista. Al\u00e9m do fortalecimento das cadeias produtivas, \u00e9 poss\u00edvel pensar em estruturas para o estoque dos produtos coletados ou para guardar materiais e ferramentas usados nesse trabalho. Trata-se de viabilizar renda e qualidade de vida para quem sempre viveu e cuidou da floresta. \u201cSe n\u00e3o conseguirmos dar condi\u00e7\u00f5es para que os povos da Amaz\u00f4nia consigam se sustentar da floresta e na floresta, n\u00e3o temos como falar em preserva\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/ilha-da-amazonia-recebera-novo-sistema-de-construcao-sustentavel-desenvolvido-por-docente-da-unesp\/\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es GOV.SP<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um observat\u00f3rio situado em ilha no rio Par\u00e1, no estado do Par\u00e1, vai receber o mais novo projeto de constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel desenvolvido por docentes da Unesp. 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