{"id":42342,"date":"2025-08-24T12:49:15","date_gmt":"2025-08-24T15:49:15","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2025\/08\/24\/proteina-nao-precisa-ser-a-protagonista-para-uma-alimentacao-saudavel-mostra-estudo\/"},"modified":"2025-08-24T12:49:15","modified_gmt":"2025-08-24T15:49:15","slug":"proteina-nao-precisa-ser-a-protagonista-para-uma-alimentacao-saudavel-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/proteina-nao-precisa-ser-a-protagonista-para-uma-alimentacao-saudavel-mostra-estudo\/","title":{"rendered":"Prote\u00edna n\u00e3o precisa ser a protagonista para uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Considerada um nutriente-base da alimenta\u00e7\u00e3o, a prote\u00edna \u00e9 protagonista no prato do brasileiro. Sua centralidade \u00e9 observada em diferentes inst\u00e2ncias da sociedade: por um lado, organiza\u00e7\u00f5es multilaterais frequentemente associam a pobreza e a inseguran\u00e7a alimentar \u00e0 baixa ingest\u00e3o proteica. Enquanto isso, entre a popula\u00e7\u00e3o de alta renda, influenciadores\u00a0fitness\u00a0defendem o consumo elevado do macronutriente, promovendo dietas e suplementos (como o<em>\u00a0whey protein<\/em>) que prometem emagrecimento e ganho de massa muscular. Afinal, de quanta prote\u00edna realmente precisamos?<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a pergunta que pesquisadores da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica (FSP) da USP buscaram responder, atrav\u00e9s de uma an\u00e1lise de dados epidemiol\u00f3gicos e populacionais em parceria com o Instituto de Estudos Avan\u00e7ados (IEA) e com o N\u00facleo de Pesquisas Epidemiol\u00f3gicas em Nutri\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade (Nupens).<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) considera que 0,8g de prote\u00edna por quilo de peso corporal s\u00e3o suficientes para suprir necessidades fisiol\u00f3gicas \u2013 o que equivale a 180g de peito de frango em um dia para um adulto m\u00e9dio. De acordo com a Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares, dentre os 20% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o brasileira, apenas 3% apresentam ingest\u00e3o abaixo desse n\u00edvel. \u201cEntre a popula\u00e7\u00e3o geral, quando o consumo energ\u00e9tico \u00e9 minimamente suficiente, o consumo proteico tamb\u00e9m \u00e9 suficiente\u201d, constata Nadine Marques, doutora em Sa\u00fade P\u00fablica pela FSP e pesquisadora na C\u00e1tedra Josu\u00e9 de Castro de Sistemas Alimentares Saud\u00e1veis e Sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Apesar da import\u00e2ncia da prote\u00edna para uma dieta balanceada, a quantidade consumida pela popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 adequada: enquanto a OMS sugere que ela deve compor 10% a 15% do teor energ\u00e9tico di\u00e1rio, a m\u00e9dia do brasileiro chega a 18%, mesmo nos estratos sociais mais baixos. <\/p>\n<p>Ricardo Abramovay, docente do IEA, acrescenta que o d\u00e9ficit proteico na popula\u00e7\u00e3o subnutrida \u00e9 consequ\u00eancia da fome, e n\u00e3o causa. \u201cSe uma pessoa n\u00e3o come o suficiente para satisfazer suas necessidades cal\u00f3ricas, as prote\u00ednas s\u00e3o \u2018queimadas\u2019 para gerar energia, e deixam de desempenhar seus pap\u00e9is constitutivos\u201d, explica. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 suplementa\u00e7\u00e3o, ele afirma que n\u00e3o h\u00e1 motivo para elevar drasticamente a ingest\u00e3o proteica, exceto no caso de atletas de alto rendimento (quando a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 de, no m\u00e1ximo, 2g\/kg).\u00a0<\/p>\n<p>Os pesquisadores argumentam que existe uma armadilha em concentrar-se em apenas um nutriente, e n\u00e3o no conjunto do padr\u00e3o alimentar. A pesquisa Vigitel, realizada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em 2023, revelou que 79% dos adultos das capitais brasileiras n\u00e3o alcan\u00e7am a recomenda\u00e7\u00e3o da OMS para consumo de vegetais, frutas e verduras (400g di\u00e1rias).<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cNosso trabalho fortalece a ideia do\u00a0Guia Alimentar Brasileiro\u00a0de que o mais importante para uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, sobretudo para as crian\u00e7as, n\u00e3o \u00e9 muita carne, \u00e9 muita diversidade\u201d, comenta Abramovay.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"366\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250513_ingredientes-1024x538.jpg?resize=696%2C366&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-78706\" srcset=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250513_ingredientes-1024x538.jpg 1024w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250513_ingredientes-300x158.jpg 300w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250513_ingredientes-768x403.jpg 768w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250513_ingredientes-150x79.jpg 150w, https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250513_ingredientes.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inseguran\u00e7a alimentar: um problema estrutural<\/h2>\n<p>Segundo o Relat\u00f3rio da ONU sobre a Inseguran\u00e7a Alimentar Mundial (Sofi 2024), a inseguran\u00e7a alimentar severa foi reduzida em quase 85% no Brasil em 2023. De acordo com os pesquisadores, a sa\u00edda do Mapa da Fome \u00e9 resultado de pol\u00edticas como o Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar e o Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos. \u201cIsso \u00e9 algo a celebrar, mas refere-se apenas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que realmente n\u00e3o tem acesso nenhum, diagnosticada com inseguran\u00e7a alimentar grave\u201d, afirma Nadine Marques. \u201cUm porcentual alto da popula\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o tem o acesso adequado, em termos de quantidade e de qualidade.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com dados do Sistema de Vigil\u00e2ncia Alimentar e Nutricional (Sisvan), 253 munic\u00edpios brasileiros t\u00eam mais de 10% das crian\u00e7as menores de 5 anos com desnutri\u00e7\u00e3o aguda. \u201cA humanidade j\u00e1 produz alimentos suficientes para suprir as necessidades da popula\u00e7\u00e3o mundo afora, e o que vemos \u00e9 a continuidade dessa situa\u00e7\u00e3o de fome, principalmente em pa\u00edses em desenvolvimento\u201d, comenta a pesquisadora, \u201co que aponta para um problema de alcance f\u00edsico e financeiro, e n\u00e3o falta de produ\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mesmo quando a seguran\u00e7a \u00e9 alcan\u00e7ada, uma s\u00e9rie de fatores dificulta o acesso do brasileiro a uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada. Regi\u00f5es de baixa renda s\u00e3o muitas vezes caracterizadas como desertos ou p\u00e2ntanos alimentares: h\u00e1 venda prevalente de ultraprocessados de baixo custo, e aus\u00eancia de feiras e mercados com produtos<em>\u00a0in natura,\u00a0<\/em>que s\u00e3o vendidos com altos pre\u00e7os.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA erradica\u00e7\u00e3o da fome n\u00e3o passa apenas por transfer\u00eancia de renda e distribui\u00e7\u00e3o de alimento, mas passa, fundamentalmente, por mudar a estrutura global do sistema agroalimentar. [\u2026] Temos que combater a ideia de que \u00e9 o consumidor que decide: s\u00e3o as institui\u00e7\u00f5es que decidem as nossas prefer\u00eancias, e ent\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio interferir nas institui\u00e7\u00f5es\u201d, diz Ricardo Abramovay.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sistema agroalimentar<\/h2>\n<p>As carnes s\u00e3o o epicentro do sistema agroalimentar global: 70% das \u00e1reas n\u00e3o correspondentes a desertos e geleiras s\u00e3o destinadas \u00e0 pecu\u00e1ria ou \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os para ra\u00e7\u00e3o. O modelo intensivo, marcado pela \u201ctr\u00edplice monotonia\u201d (baixa diversidade de cultivos, ra\u00e7as e manejo), agrava o desmatamento, a emiss\u00e3o de g\u00e1s metano e a resist\u00eancia antimicrobiana, devido ao uso massivo de antibi\u00f3ticos preventivos em cria\u00e7\u00f5es confinadas.\u00a0Com o crescimento populacional, a produ\u00e7\u00e3o de carne vem se expandindo. \u201cIsso faria sentido se a humanidade tivesse car\u00eancia de produtos animais, mas n\u00e3o \u00e9 o que acontece: n\u00f3s j\u00e1 s\u00f3 consumimos excessivamente\u201d, critica Abramovay.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O percurso da prote\u00edna na hist\u00f3ria<\/h2>\n<p>H\u00e1 50 anos, um ensaio controverso para nutri\u00e7\u00e3o era publicado por Donald McLaren:\u00a0<em>\u201cThe Great Protein Fiasco\u201d<\/em>\u00a0criticava a supremacia da prote\u00edna na dieta da popula\u00e7\u00e3o, e debatia influ\u00eancias hist\u00f3ricas e pol\u00edticas que n\u00e3o se comprovavam cientificamente. A obra apontava o erro das organiza\u00e7\u00f5es de desenvolvimento em focar seus esfor\u00e7os na oferta de prote\u00ednas, inclusive sob formas industrializadas.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Ricardo Abramovay, desde 1930 as Ag\u00eancias das Na\u00e7\u00f5es Unidas consideravam o d\u00e9ficit proteico o tra\u00e7o mais importante da desnutri\u00e7\u00e3o infantil nos pa\u00edses pobres. Para preencher essa lacuna, seria necess\u00e1rio distribuir formula\u00e7\u00f5es elaboradas com soja, milho, trigo e leite, como o leite em p\u00f3, entre as popula\u00e7\u00f5es carentes \u2013 em detrimento de fontes vegetais proteicas localmente dispon\u00edveis. \u201cCoincid\u00eancia ou n\u00e3o, essa ideia coincide com um per\u00edodo da economia norte-americana em que havia excedente na produ\u00e7\u00e3o de leite, e os EUA desejavam export\u00e1-lo\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Nadine Marques explica que o ramo do nutricionismo surgiu com o foco de \u201cbater metas\u201d para otimizar a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, quase como uma medicaliza\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cAs metas nutricionais foram desenhadas em um per\u00edodo de escassez e fome entre guerras, ent\u00e3o isso fazia sentido\u201d, explica a cientista. \u201cDepois da Segunda Guerra Mundial, quando a produ\u00e7\u00e3o de alimentos aumentou substancialmente, a ci\u00eancia foi evoluindo para entender que \u00e9 necess\u00e1rio enxergar o h\u00e1bito alimentar como um todo.\u201d<\/p>\n<p>Mas a idealiza\u00e7\u00e3o do consumo de carne se perpetuou no senso comum, e beneficiou a ind\u00fastria crescente de suplementos. \u201cPara bater metas, \u00e9 mais f\u00e1cil fortalecer determinados alimentos e vender produtos que atendam a essas \u2018necessidades\u2019\u201d, critica.<\/p>\n<p>Em pa\u00edses de alta renda, dados epidemiol\u00f3gicos j\u00e1 apontam que o consumo de alimentos de origem animal \u00e9 excessivo e, em casos extremos, pode ser prejudicial \u00e0 sa\u00fade do f\u00edgado, rins, p\u00e2ncreas e at\u00e9 mesmo do tecido muscular. O Nupens e a C\u00e1tedra est\u00e3o conduzindo, atualmente, uma pesquisa mais abrangente sobre o consumo de prote\u00ednas pela popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u00a0\u201cPrecisamos enxergar a alimenta\u00e7\u00e3o como um equil\u00edbrio entre alimentos e nutrientes e, principalmente, entender como ela est\u00e1 atrelada \u00e0 cultura alimentar e \u00e0 biodiversidade local, e n\u00e3o pode ser padronizada\u201d, afirma Nadine Marques.<\/p>\n<p>O protagonismo deste macronutriente \u00e9 publicizado cada dia mais nas redes sociais. Para Nadine, influenciadores precisam ser responsabilizados pela informa\u00e7\u00e3o que propagam, assim como ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o tradicionais. \u201cA seriedade com a qual eles devem trabalhar precisa ser proporcional ao engajamento que promovem\u201d, comenta. \u201cExistem dados cient\u00edficos que, se tratados isoladamente, levam a conclus\u00f5es enviesadas.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo a pesquisadora, a educa\u00e7\u00e3o alimentar e nutricional \u00e9 uma ferramenta de autonomia a ser promovida desde a inf\u00e2ncia, para que as crian\u00e7as compreendam a l\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o dos alimentos e aprendam a enxerg\u00e1-los com consci\u00eancia. \u201cIsso permite que as pessoas possam fazer melhores escolhas na idade adulta\u201d, conclui.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/proteina-nao-precisa-ser-a-protagonista-para-uma-alimentacao-saudavel-mostra-estudo\/\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es GOV.SP<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerada um nutriente-base da alimenta\u00e7\u00e3o, a prote\u00edna \u00e9 protagonista no prato do brasileiro. Sua centralidade \u00e9 observada em diferentes inst\u00e2ncias da sociedade: por um lado, organiza\u00e7\u00f5es multilaterais frequentemente associam a pobreza e a inseguran\u00e7a alimentar \u00e0 baixa ingest\u00e3o proteica. Enquanto isso, entre a popula\u00e7\u00e3o de alta renda, influenciadores\u00a0fitness\u00a0defendem o consumo elevado do macronutriente, promovendo dietas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":42343,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_mbp_banners":[],"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[16,21],"tags":[],"class_list":["post-42342","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-local","category-sp-news"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7Eq1F-b0W","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/guialimeira.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Proteina-nao-precisa-ser-a-protagonista-para-uma-alimentacao-saudavel.jpg?fit=1024%2C538&ssl=1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42342"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42342\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42343"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}