{"id":30247,"date":"2025-04-12T10:34:00","date_gmt":"2025-04-12T13:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2025\/04\/12\/tracos-de-personalidade-influenciam-no-desenvolvimento-da-insonia-diz-estudo-da-usp\/"},"modified":"2025-04-12T10:34:00","modified_gmt":"2025-04-12T13:34:00","slug":"tracos-de-personalidade-influenciam-no-desenvolvimento-da-insonia-diz-estudo-da-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/tracos-de-personalidade-influenciam-no-desenvolvimento-da-insonia-diz-estudo-da-usp\/","title":{"rendered":"Tra\u00e7os de personalidade influenciam no desenvolvimento da ins\u00f4nia, diz estudo da USP"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.agenciasp.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/insonia-1.png?w=696&#038;ssl=1\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Estudo realizado na <a href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/a> investigou a influ\u00eancia dos tra\u00e7os de personalidade no desenvolvimento e na perpetua\u00e7\u00e3o da ins\u00f4nia e constatou que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o direta entre as duas coisas. Dois achados chamaram a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores: altos \u00edndices de abertura foram associados a baixos \u00edndices de ins\u00f4nia, enquanto o alto n\u00edvel de neuroticismo (caracterizado por instabilidade emocional) foi bastante prevalente em pessoas com o dist\u00farbio de sono. Os resultados foram\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1111\/jsr.70003\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">publicados<\/a>\u00a0no\u00a0<em>Journal of Sleep Research<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cDecidimos estudar a influ\u00eancia dos tra\u00e7os de personalidade sobre a ins\u00f4nia por se tratar de um transtorno extremamente prevalente e que traz impactos negativos para a sa\u00fade, como maior risco de hipertens\u00e3o, diabetes, ansiedade e depress\u00e3o. Essas diversas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade f\u00edsica e mental levam a uma pior qualidade de vida de forma geral\u201d, explica\u00a0B\u00e1rbara Ara\u00fajo Conway, psic\u00f3loga do sono e autora da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado defendida no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina (FM-USP), com\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/200108\/insonia-e-tracos-de-personalidade\/?q=21\/11574-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">apoio<\/a>\u00a0da Fapesp e orienta\u00e7\u00e3o da professora\u00a0Renatha El Rafihi-Ferreira, do Departamento de Psicologia Cl\u00ednica.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M: <a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/estudo-compara-a-eficacia-de-psicoterapia-no-tratamento-da-insonia\/\" rel=\"noopener\">Estudo da USP e Fapesp analisa efic\u00e1cia de tratamentos para a ins\u00f4nia<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Como explicam as autoras, a ins\u00f4nia \u00e9 um dos dist\u00farbios do sono mais prevalentes nos adultos. Estima-se que cerca de 30% da popula\u00e7\u00e3o mundial sofra com o problema, caracterizado pela dificuldade de adormecer, de permanecer dormindo ou de voltar a dormir ap\u00f3s um despertar indesejado. No Brasil, especificamente em S\u00e3o Paulo, esse n\u00famero \u00e9 ainda maior: quase metade dos paulistanos (45%) reclama de ins\u00f4nia, segundo dados do Estudo Epidemiol\u00f3gico do Sono (<a href=\"https:\/\/institutodosono.com\/pesquisas\/episono\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Episono<\/a>).<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cinco tra\u00e7os de personalidade<\/h2>\n<p>De acordo com Conway, h\u00e1 uma teoria bem estabelecida na literatura que prop\u00f5e a exist\u00eancia dos \u201c3 Ps\u201d da ins\u00f4nia: predisposi\u00e7\u00e3o (fatores que tornam um indiv\u00edduo mais propenso a ter o dist\u00farbio), precipita\u00e7\u00e3o (gatilhos associados ao surgimento dos sintomas) e perpetua\u00e7\u00e3o (comportamentos que fazem com que a pessoa se mantenha no ciclo vicioso da ins\u00f4nia).<\/p>\n<p>Assim, os pesquisadores partiram da hip\u00f3tese de que o neuroticismo, que \u00e9 mais prevalente em insones, poderia ser considerado um fator de predisposi\u00e7\u00e3o ao transtorno do sono. Al\u00e9m disso, eles investigaram se os sintomas de ansiedade e depress\u00e3o poderiam atuar como mediadores e moderadores da associa\u00e7\u00e3o entre o neuroticismo e a ins\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/pesquisadores-de-sp-criam-aplicativo-para-reduzir-sintomas-de-depressao-ansiedade-e-insonia\/\" rel=\"noopener\">Pesquisadores de SP criam aplicativo para reduzir sintomas de depress\u00e3o, ansiedade e ins\u00f4nia<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Mas para entender como os autores chegaram aos resultados do estudo\u00a0\u00e9 preciso voltar um passo atr\u00e1s e conhecer os tra\u00e7os de personalidade. \u201cS\u00e3o caracter\u00edsticas que estimam um padr\u00e3o de como s\u00e3o os sentimentos, pensamentos e comportamentos de determinada pessoa. S\u00e3o um conjunto de fatores que formam a personalidade e as caracter\u00edsticas do indiv\u00edduo. De acordo com a teoria\u00a0<em>Big Five<\/em>, todos n\u00f3s temos diferentes n\u00edveis dos cinco tra\u00e7os de personalidade\u201d, explicou a psic\u00f3loga. S\u00e3o eles:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Extrovers\u00e3o:<\/strong> pessoas com n\u00edvel de extrovers\u00e3o mais alto tendem a ser mais falantes, mais dominantes, com perfil de lideran\u00e7a. Preferem atividades em grupo, t\u00eam maior facilidade de se relacionar, de criar intimidade e costumam ser mais assertivas. J\u00e1 as pessoas com baixo n\u00edvel de extrovers\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o necessariamente introvertidas, mas preferem ficar mais sozinhas e costumam ter mais dificuldades em trabalhar com grupos<\/li>\n<li><strong>Neuroticismo:<\/strong> \u00e9 um tra\u00e7o de personalidade relacionado ao grau de estabilidade emocional. Pessoas com alto \u00edndice de neuroticismo costumam ser mais inst\u00e1veis emocionalmente e tendem a focar em aspectos mais negativos da vida. S\u00e3o pessoas que, diante de uma adversidade, tendem a se desorganizar e sofrer mais intensamente, sendo mais suscet\u00edveis ao estresse. A literatura cient\u00edfica aponta que um alto neuroticismo tem uma correla\u00e7\u00e3o com ansiedade e depress\u00e3o<\/li>\n<li><strong>Amabilidade: <\/strong>\u00e9 um tra\u00e7o de personalidade relacionado \u00e0 empatia. Pessoas com altos \u00edndices de amabilidade tendem a ser mais emp\u00e1ticas, mais cordiais e preocupadas com o bem-estar alheio, focando muito na situa\u00e7\u00e3o do outro (podendo at\u00e9 ser ing\u00eanuas e valorizarem o outro em detrimento de si pr\u00f3prias). Aquelas com baixos \u00edndices costumam ser mais c\u00e9ticas e mais desconfiadas<\/li>\n<li><strong>Abertura \u00e0 experi\u00eancia:<\/strong> a pessoa aberta a novas experi\u00eancias tende a ser mais criativa, com comportamento explorat\u00f3rio diante da novidade. Tem interesse pelo novo, s\u00e3o pessoas curiosas, imaginativas e vivenciam as emo\u00e7\u00f5es de forma mais intensa. As pessoas com baixos \u00edndices de abertura s\u00e3o aquelas que preferem a rotina, evitam o desconforto e tendem a ser convencionais<\/li>\n<li><strong>Conscienciosidade: <\/strong>tamb\u00e9m pode ser chamada\u00a0de realiza\u00e7\u00e3o. Pessoas com altos \u00edndices s\u00e3o determinadas, comprometidas, motivadas, perseverantes e podem sacrificar prazeres moment\u00e2neos em busca de um objetivo maior. Um \u00edndice muito alto pode n\u00e3o ser bom, porque pode levar ao perfeccionismo. Aquelas com baixos \u00edndices\u00a0s\u00e3o menos exigentes, menos obstinadas, no senso comum seriam mais \u201cpregui\u00e7osas\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O estudo<\/h2>\n<p>Para chegar aos resultados, os pesquisadores avaliaram 595 participantes, entre 18 e 59 anos, divididos em dois grupos: um formado por pacientes insones que buscaram ajuda e receberam diagn\u00f3stico formal feito por um m\u00e9dico especialista em sono e\u00a0a outra metade\u00a0era um grupo-controle, com pessoas sem queixas de ins\u00f4nia.<\/p>\n<p>Os n\u00edveis de personalidade de cada participante foram estabelecidos por meio de um question\u00e1rio de uso exclusivo dos profissionais da psicologia, composto por 60 perguntas que estabeleceram um escore. Os volunt\u00e1rios dos dois grupos responderam \u00e0s quest\u00f5es para que os pesquisadores pudessem definir os escores dos tra\u00e7os de personalidade de cada um.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M: <a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/alimentacao-nao-inflamatoria-e-atividade-fisica-protegem-saude-mental-feminina-mostra-estudo-de-sp\/\" rel=\"noopener\">Alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o inflamat\u00f3ria e atividade f\u00edsica protegem sa\u00fade mental feminina, mostra estudo de SP<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s aplicar o question\u00e1rio para os dois grupos, cruzar e analisar os dados, Conway constatou que os pacientes com ins\u00f4nia t\u00eam \u00edndice muito mais alto de neuroticismo do que os volunt\u00e1rios sem ins\u00f4nia, al\u00e9m de apresentarem \u00edndices mais baixos de amabilidade, de abertura e de conscienciosidade. Extrovers\u00e3o foi o \u00fanico tra\u00e7o de personalidade que n\u00e3o apresentou diferen\u00e7a significativa. \u201cNeuroticismo foi o tra\u00e7o que mais se destacou, os insones possuem esse \u00edndice bem mais alto. Mas n\u00e3o podemos afirmar que os insones s\u00e3o mais introvertidos\u201d, pondera Conway.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises tamb\u00e9m mostraram que: 61,7% dos insones apresentaram alto \u00edndice de neuroticismo, em compara\u00e7\u00e3o com 32% do grupo-controle; 40,7% dos insones possu\u00edam baixos \u00edndices de abertura, contra 23% do grupo saud\u00e1vel; 31,5% dos volunt\u00e1rios com ins\u00f4nia apresentaram baixa amabilidade em compara\u00e7\u00e3o com 23,2% dos n\u00e3o insones; e 37,7% dos insones tinham baixa conscienciosidade, contra 24,1% do grupo-controle.<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s an\u00e1lises estat\u00edsticas mais detalhadas, os resultados do estudo nos permitem afirmar que pessoas com altos \u00edndices de neuroticismo t\u00eam uma propens\u00e3o maior a ter ins\u00f4nia\u201d, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M: <a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/passar-mais-de-3-horas-por-dia-em-comportamentos-sedentarios-piora-a-saude-mental-de-adolescentes-diz-estudo-de-sp\/\" rel=\"noopener\">Passar mais de 3 horas por dia em comportamentos sedent\u00e1rios piora a sa\u00fade mental de adolescentes, diz estudo de SP<\/a><\/strong><\/p>\n<p>O grupo tamb\u00e9m fez uma an\u00e1lise estat\u00edstica para investigar se algum outro fator poderia interferir na associa\u00e7\u00e3o entre neuroticismo e ins\u00f4nia e descobriu que a ansiedade atua como mecanismo de media\u00e7\u00e3o, ou seja, s\u00e3o os sintomas da ansiedade que de fato fazem com que o neuroticismo influencie no desenvolvimento da ins\u00f4nia. \u201cEla explica todo o efeito do alto neuroticismo na ins\u00f4nia\u201d, diz a pesquisadora. O grupo tamb\u00e9m testou o papel da depress\u00e3o, mas ela n\u00e3o demonstrou ser um mecanismo importante nessa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Efeito na pr\u00e1tica<\/h2>\n<p>Considerando que os tra\u00e7os de personalidade est\u00e3o associados a resultados positivos ou negativos no que concerne \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica e mental, o estudo sugere que \u00e9 importante conhecer os tra\u00e7os de personalidade mais prevalentes entre indiv\u00edduos com ins\u00f4nia, de forma que o conhecimento possa auxiliar no processo de avalia\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o e planejamento de tratamentos mais adequados e de acordo com a especificidade de cada paciente.<\/p>\n<p>Os resultados refor\u00e7am que, para tratar a ins\u00f4nia de um paciente, \u00e9 preciso tamb\u00e9m investigar e tratar a sua ansiedade. \u201cEssas descobertas s\u00e3o importantes na pr\u00e1tica cl\u00ednica, pois ao receber pacientes com esse tra\u00e7o de personalidade \u00e9 fundamental pensar em um plano de tratamento que foque n\u00e3o somente no sono, mas tamb\u00e9m na ansiedade\u201d, diz El Rafihi-Ferreira.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/pesquisa-de-sp-aponta-que-praticar-atividade-fisica-melhora-a-qualidade-do-sono\/\" rel=\"noopener\">Pesquisa de SP aponta que praticar atividade f\u00edsica melhora a qualidade do sono<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Mas, para que isso aconte\u00e7a, os profissionais de sa\u00fade precisam compreender e avaliar a personalidade dos pacientes que buscam ajuda quando t\u00eam problemas no sono. \u201cSabemos que a maioria dos insones tem alto \u00edndice de neuroticismo. Esses pacientes merecem investigar e tratar sua ansiedade para que a ins\u00f4nia tamb\u00e9m melhore. Por vezes isso envolve terapias e medica\u00e7\u00f5es diferentes, por isso \u00e9 importante ter um olhar mais amplo para a hist\u00f3ria e especificidade de cada indiv\u00edduo\u201d, frisa Conway.<\/p>\n<p>Atualmente, o tratamento considerado \u201cpadr\u00e3o-ouro\u201d para ins\u00f4nia \u00e9 a terapia cognitivo-comportamental aplicada \u00e0 ins\u00f4nia (TCC-I), mas ainda existem poucos psic\u00f3logos especializados em sono no Brasil para oferec\u00ea-la. Por isso, os pesquisadores defendem que os profissionais de sa\u00fade tenham um olhar mais amplo e aprofundem na investiga\u00e7\u00e3o dos fatores psicol\u00f3gicos dos pacientes.<\/p>\n<p>\u201cA associa\u00e7\u00e3o entre tra\u00e7os de personalidade, ansiedade e ins\u00f4nia traz a import\u00e2ncia do desenvolvimento de protocolos de tratamento transdiagn\u00f3stico, isto \u00e9, que envolvam a integra\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas e processos comportamentais para tratar um conjunto de dificuldades emocionais que compartilham processos e mecanismos subjacentes \u00e0s diferentes queixas\u201d, pontua a orientadora do estudo.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M: <a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/estudo-variacoes-geneticas-da-depressao\/\" rel=\"noopener\">Estudo identifica quase 700 varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas relacionadas \u00e0 depress\u00e3o<\/a><\/strong><\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 temos um tratamento n\u00e3o farmacol\u00f3gico para ins\u00f4nia, mas, da mesma forma que n\u00e3o temos um medicamento que vai ser eficaz para todos os pacientes, uma \u00fanica abordagem de terapia tamb\u00e9m pode n\u00e3o funcionar para todo mundo. Esses resultados contribuem para o desenvolvimento de novos protocolos psicol\u00f3gicos e comportamentais mais personalizados para o tratamento da ins\u00f4nia\u201d, finaliza Conway.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/estudo-da-usp-voltada-para-insonia\/\" rel=\"noopener\">Informa\u00e7\u00f5es GOV.SP<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo realizado na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) investigou a influ\u00eancia dos tra\u00e7os de personalidade no desenvolvimento e na perpetua\u00e7\u00e3o da ins\u00f4nia e constatou que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o direta entre as duas coisas. 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