{"id":28386,"date":"2025-03-27T17:44:31","date_gmt":"2025-03-27T20:44:31","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2025\/03\/27\/guerra-na-colombia-teve-pior-ano-em-2024-desde-acordo-de-paz-com-farc\/"},"modified":"2025-03-27T17:44:31","modified_gmt":"2025-03-27T20:44:31","slug":"guerra-na-colombia-teve-pior-ano-em-2024-desde-acordo-de-paz-com-farc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/guerra-na-colombia-teve-pior-ano-em-2024-desde-acordo-de-paz-com-farc\/","title":{"rendered":"Guerra na Col\u00f4mbia teve pior ano em 2024 desde Acordo de Paz com Farc"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Os conflitos armados na Col\u00f4mbia tiveram, em 2024, o pior ano desde 2016, quando foi assinado o Acordo de Paz com as For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia (Farcs).<\/strong> O levantamento \u00e9 do <a href=\"https:\/\/www.icrc.org\/sites\/default\/files\/2025-03\/Balance%20Humanitario%20versi%C3%B3n%20digital%202025.pdf\" rel=\"noopener\">Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICV)<\/a> e foi divulgado nesta quinta-feira (27).<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO uso de artefatos explosivos, deslocamento e confinamento, bem como a gravidade dos ataques aos cuidados de sa\u00fade, atingiram n\u00fameros n\u00e3o vistos no pa\u00eds h\u00e1 mais de oito anos\u201d, resumiu o chefe da delega\u00e7\u00e3o do CICV na Col\u00f4mbia, Patrick Hamilton.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Ao todo, a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) de ajuda humanit\u00e1ria registrou 382 casos de viola\u00e7\u00f5es do direito humanit\u00e1rio internacional (DIH).\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cDestes, 44% foram atos cometidos fora das hostilidades, dirigidos contra a vida e a integridade f\u00edsica e mental de pessoas protegidas pelo DIH, como a popula\u00e7\u00e3o civil e aqueles que permaneceram fora dos combates\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O CICV calculou ainda que mais de 88 mil pessoas sofreram com confinamento for\u00e7ado em 12 departamentos do pa\u00eds, em 2024, devido aos oito conflitos armados n\u00e3o internacionais que o Comit\u00ea calcula que estejam ativos no pa\u00eds sul-americano.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEm 2024, os confinamentos de comunidades na Col\u00f4mbia atingiram seu ponto mais cr\u00edtico dos \u00faltimos oito anos. Os eventos de confinamento aumentaram em 102% e a popula\u00e7\u00e3o afetada cresceu 89% em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior\u201d, diz o informe.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O documento n\u00e3o levou em conta os conflitos registrados neste ano de 2025, na regi\u00e3o do Catatumbo, ap\u00f3s o Ex\u00e9rcito de Libera\u00e7\u00e3o Nacional (ELN) declarar guerra contra grupos dissidentes das Farc.<\/p>\n<p>O conflito em Catatumbo, o maior dos \u00faltimos anos, levou \u00e0 expuls\u00e3o de cerca de 52 mil pessoas de suas casas, reduzindo as chances de \u201cPaz Total\u201d promovida pelo atual governo do pa\u00eds. Estima-se que 8,6 mil pessoas sofreram com confinamento em Catatumbo ap\u00f3s os <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2025-02\/entenda-guerra-da-colombia-que-expulsou-52-mil-e-reduz-chance-de-paz\" rel=\"noopener\">conflitos iniciados em janeiro de 2025<\/a>.<\/p>\n<p>A CICV explica que o confinamento for\u00e7ado \u00e9 quando as comunidades ficam com a locomo\u00e7\u00e3o restrita aos seus territ\u00f3rios, sem poder se locomover para outras \u00e1reas, em raz\u00e3o de amea\u00e7as diretas de grupos armados ou por estrat\u00e9gias das pr\u00f3prias comunidades para evitar riscos.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=418966:cheio_8colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/eZiOdAfbfA2IhWYt_8cCTudbVFM%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/03\/27\/cicr_desaparicion.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Col\u00f4mbia, 27\/03\/2025 - Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICV) trabalha no conflito na Col\u00f4mbia. Foto: CICV\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"CICV\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/eZiOdAfbfA2IhWYt_8cCTudbVFM%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/03\/27\/cicr_desaparicion.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Col\u00f4mbia, 27\/03\/2025 - Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICV) trabalha no conflito na Col\u00f4mbia. Foto: CICV\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"CICV\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=418966 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=418966-->Col\u00f4mbia, 27\/03\/2025 &#8211; Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICV) trabalha no conflito na Col\u00f4mbia. Foto: CICV\/Divulga\u00e7\u00e3o &#8211; <strong>CICV\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=418966--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Deslocamentos for\u00e7ados<\/h2>\n<p><strong>Os conflitos armados colombianos, em 2024, fizeram com que mais de 158 mil pessoas abandonassem suas casas para fugir da viol\u00eancia.\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOu seja, em 2024, a cada tr\u00eas dias, em m\u00e9dia, uma comunidade foi for\u00e7ada a deixar suas casas para proteger a vida de seus membros\u201d, destacou o documento.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A CICV avalia ainda que o n\u00famero total de deslocamentos for\u00e7ados \u00e9 muito superior ao registrado<\/strong>, j\u00e1 que \u201cmuitas v\u00edtimas n\u00e3o denunciam os fatos no mesmo ano da ocorr\u00eancia, por medo de repres\u00e1lias de atores armados ou por desconhecimento da rota de atendimento do Estado\u201d.<\/p>\n<h2>Explosivos e desaparecimentos<\/h2>\n<p><strong>O n\u00famero de v\u00edtimas por explosivos na Col\u00f4mbia cresceu 89% em 2024 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, sendo o maior n\u00famero dos \u00faltimos oito anos. <\/strong>Ao todo, 719 pessoas morreram ou ficaram feridas pela detona\u00e7\u00e3o de explosivos no ano passado. Desse total, 67% foram de civis, sendo ainda 163 integrantes das for\u00e7as p\u00fablicas de seguran\u00e7a e outras 74 pessoas ligadas aos grupos armados.<\/p>\n<p>J\u00e1 o n\u00famero documentado pela organiza\u00e7\u00e3o internacional em 2024 de desaparecidos com alguma rela\u00e7\u00e3o com conflitos chegou a 252 pessoas, aumento de 13% em rela\u00e7\u00e3o a 2023.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cNa Col\u00f4mbia, o desaparecimento de pessoas continua a ser uma trag\u00e9dia sem fim. Milhares de fam\u00edlias durante anos, e mesmo durante d\u00e9cadas, eles procuraram incansavelmente por seus entes queridos\u201d, reportou a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Origem da guerra<\/h2>\n<p><strong>O in\u00edcio do conflito armado da Col\u00f4mbia remonta a d\u00e9cada de 1940, resultado da concentra\u00e7\u00e3o de terras na m\u00e3o de poucas pessoas, de um lado, e de massas de camponeses sem terra, do outro.<\/strong><\/p>\n<p>A luta pela terra detonou uma viol\u00eancia contra camponeses que se organizavam no pa\u00eds, segundo explica\u00e7\u00e3o do professor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), o colombiano Sebastian Henao.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA luta pela terra foi se agravando em meio ao contexto da viol\u00eancia entre os partidos liberal e conservador e os grupos camponeses v\u00e3o se armando para se proteger. Nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, no contexto da guerra fria, as organiza\u00e7\u00f5es passam a adotar um projeto pol\u00edtico para tomada do poder\u201d, explicou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O especialista diz que o crescimento da economia da coca\u00edna levou essas guerrilhas a procurarem controlar a produ\u00e7\u00e3o da droga para se financiarem.<\/p>\n<p>\u201cAs guerrilhas tomam o neg\u00f3cio da droga para financiar a guerra e a resposta do Estado foi muito mais violenta, o que leva ao recrudescimento do conflito na d\u00e9cada de 1990\u201d, completou.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2025-03\/guerra-na-colombia-teve-pior-ano-em-2024-desde-acordo-de-paz-com-farc\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os conflitos armados na Col\u00f4mbia tiveram, em 2024, o pior ano desde 2016, quando foi assinado o Acordo de Paz com as For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia (Farcs). 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