{"id":26246,"date":"2025-03-10T20:06:14","date_gmt":"2025-03-10T23:06:14","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2025\/03\/10\/chegada-da-covid-19-ha-cinco-anos-e-tema-do-caminhos-da-reportagem\/"},"modified":"2025-03-10T20:06:14","modified_gmt":"2025-03-10T23:06:14","slug":"chegada-da-covid-19-ha-cinco-anos-e-tema-do-caminhos-da-reportagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/chegada-da-covid-19-ha-cinco-anos-e-tema-do-caminhos-da-reportagem\/","title":{"rendered":"Chegada da covid-19, h\u00e1 cinco anos, \u00e9 tema do Caminhos da Reportagem"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Cinco anos depois do in\u00edcio da pandemia que marcou o mundo, o programa <em>Caminhos da Reportagem<\/em> discute os efeitos que perduram at\u00e9 hoje <\/strong>e relembra a chegada da covid no Brasil e no exterior. A edi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita da produ\u00e7\u00e3o com o t\u00edtulo &#8220;Covid-19: entre aus\u00eancias e mem\u00f3rias&#8221; \u00e9 apresentada pela <strong>TV Brasil <\/strong>nesta segunda-feira (10), \u00e0s 23h.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>O programa traz as hist\u00f3rias de fam\u00edlias que perderam entes queridos e destaca o trabalho de profissionais em busca do tratamento da doen\u00e7a<\/strong>. A atra\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica ainda aborda a resist\u00eancia \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o impulsionada pelas fake news.\u00a0<\/p>\n<p>O conte\u00fado pode ser acompanhado no app <a href=\"http:\/\/tvbrasilplay.com.br\" rel=\"noopener\">TV Brasil Play<\/a> e fica dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/tvbrasil\" rel=\"noopener\">YouTube da emissora p\u00fablica<\/a>.<\/p>\n<h2>Primeiros casos no exterior<\/h2>\n<p>Janeiro de 2020. O mundo assistia, ainda sem entender direito, \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o de uma nova doen\u00e7a. <strong>Na China, os casos se multiplicavam e os primeiros registros de mortes chegavam.<\/strong> Rapidamente, a covid-19 come\u00e7ava a se alastrar por v\u00e1rios pa\u00edses: It\u00e1lia, Espanha e Estados Unidos. Os pa\u00edses decidem pelo <em>lock down<\/em>, isto \u00e9, pedir para que as pessoas ficassem em casa e que apenas servi\u00e7os essenciais fossem mantidos.<\/p>\n<p><strong>Enquanto isso, em fevereiro de 2020, o Brasil se preparava para mais um carnaval.<\/strong> Como se a amea\u00e7a ainda estivesse muito distante. No dia 26 de fevereiro de 2026, o pa\u00eds confirmou o primeiro caso de covid-19. No dia 12 de mar\u00e7o, a primeira morte tamb\u00e9m foi registrada:\u00a0 a empregada dom\u00e9stica Rosana Aparecida Urbano, de 57 anos.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica infectologista Mirian Dal Ben relembra. &#8220;Eu me lembro de andar pela rua, vindo para c\u00e1 a p\u00e9 e a rua completamente vazia. E no hospital, aquela sensa\u00e7\u00e3o de um tsunami que estava chegando, com muita gente chegando (em estado) bastante grave&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>No dia 11 de mar\u00e7o, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) declarou que o mundo enfrentava uma pandemia. Andrea Barcelos \u00e9 enfermeira e trabalhava em um hospital. De um dia para o outro, os casos come\u00e7aram a dobrar.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Eu me lembro que a gente come\u00e7ou a receber mais casos, n\u00e3o era mais um, dois, tr\u00eas. Eram dez, quinze. Chegou um momento que a gente n\u00e3o tinha mais m\u00e1scara&#8221;, recorda.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Calamidade no Amazonas<\/h2>\n<p>Em dezembro de 2020, quando os casos continuavam se multiplicando no Brasil, <strong>o estado do Amazonas come\u00e7ou a enfrentar a falta de oxig\u00eanio<\/strong>. O que se intensificou nos primeiros meses de 2021. Dinne Le\u00e3o viu o pai ser contaminado.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Meu pai era uma pessoa t\u00e3o saud\u00e1vel que eu acho que ainda existia aquele mito de que talvez s\u00f3 os mais idosos&#8221;, destaca.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Aos 76 anos, Gerson Le\u00e3o deu entrada em um hospital de Manaus com mais 70% do pulm\u00e3o comprometido. Depois de um m\u00eas de interna\u00e7\u00e3o, acabou morrendo. &#8220;Eu sa\u00eda correndo no corredor, chamando a enfermeira, oxig\u00eanio muito baixo. Ela fazia a reanima\u00e7\u00e3o e ele voltava. Eu me perguntava: &#8216;por que comigo? Por que com o meu pai?&#8217; E ao mesmo tempo eu pensava: &#8216;mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 comigo, \u00e9 com o meu pai e tamb\u00e9m todo o mundo est\u00e1 passando por isso'&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Para a professora de Sa\u00fade P\u00fablica da USP, Deyse Ventura, o que aconteceu na capital do Amazonas foi um crime.<\/p>\n<p>&#8220;Manaus \u00e9 um dos muitos epis\u00f3dios que, na nossa mem\u00f3ria, passados quase cinco anos, pode ser interpretado como incompet\u00eancia e n\u00f3s estamos aqui para lembrar que n\u00e3o foi neglig\u00eancia e nem incompet\u00eancia, foram crimes que tiveram c\u00famplices&#8221;, enfatiza.<\/p>\n<p>Em abril de 2021, o Brasil registrou mais de 4 mil mortes di\u00e1rias. Andrea conta que durante todo este per\u00edodo teve que redobrar os cuidados para n\u00e3o contaminar seu filho \u00fanico, que vivia com ela. O jovem fala sobre o distanciamento social.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Foram longos meses evitando contato f\u00edsico. Mas finalmente a gente conseguiu se abra\u00e7ar de novo&#8221;, diz \u00c9ric Barcelos, filho de Andrea.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>E n\u00e3o era s\u00f3 nos hospitais que o medo era companheiro constante dos trabalhadores. O sepultador Luciano Teresin n\u00e3o queria contaminar a fam\u00edlia: &#8220;Eu fiquei com medo de levar a morte para casa. Levar a morte para a minha esposa, de levar a morte para minha filha, de levar a morte para os meus irm\u00e3os&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>J\u00e1 o companheiro de profiss\u00e3o de Luciano, Wilker Paes, relembra que os enterros foram liberados para acontecer no per\u00edodo noturno. &#8220;Come\u00e7ou a vir um carro, \u00e0s cinco da tarde, a\u00ed outro \u00e0s seis, outro sete. Chegou oito horas da noite e, mesmo com a escurid\u00e3o do cemit\u00e9rio, n\u00f3s continu\u00e1vamos nosso trabalho&#8221;, diz.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=253906:cheio_8colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/GkjBnhrzvQ2UtH_UhTCOMZwMaF4%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/vacinacao_drive_thru_universidade_estadual_do_rio_de_janeiro_uerj_tnrgo_abr_2502214599_0.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Vacina\u00e7\u00e3o drive thru na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), zona norte do Rio. A cidade do Rio de Janeiro retoma hoje (25) sua campanha de aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose da vacina contra a covid-19 em idosos da popula\u00e7\u00e3o em geral. \" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/GkjBnhrzvQ2UtH_UhTCOMZwMaF4%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/vacinacao_drive_thru_universidade_estadual_do_rio_de_janeiro_uerj_tnrgo_abr_2502214599_0.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Vacina\u00e7\u00e3o drive thru na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), zona norte do Rio. A cidade do Rio de Janeiro retoma hoje (25) sua campanha de aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose da vacina contra a covid-19 em idosos da popula\u00e7\u00e3o em geral. \" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=253906 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta rtecenter\"><!--copyright=253906-->Vacina\u00e7\u00e3o drive thru na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), zona norte do Rio. &#8211; <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=253906--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2>Esperan\u00e7a com a vacina<\/h2>\n<p><strong>Foi tamb\u00e9m em 2021 que o Brasil viu chegar a grande esperan\u00e7a: a vacina. <\/strong>O diretor-geral de Bio-manguinhos\/Fiocruz, Maur\u00edcio Zume, afirma que a produ\u00e7\u00e3o do imunizante em t\u00e3o pouco tempo foi gra\u00e7as ao empenho de todos os profissionais da ci\u00eancia em todo o mundo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Foram seis meses, aproximadamente, que n\u00f3s levamos. Um processo desse normalmente leva anos. Em seis meses n\u00f3s conseguimos internalizar essa tecnologia e iniciar o processo de produ\u00e7\u00e3o a partir de um IFA importado. E em julho de 2021 n\u00f3s incorporamos tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o do IFA. Ent\u00e3o come\u00e7amos a produzir a vacina totalmente aqui nas nossas instala\u00e7\u00f5es&#8221;, pontua.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mas o que era para ser comemorado, at\u00e9 hoje enfrenta uma resist\u00eancia impulsionada pelas fake news. Prova disso \u00e9 que apenas 30% de crian\u00e7as com at\u00e9 cinco anos de idade e de idosos com mais de sessenta anos completaram o esquema vacinal contra covid.\u00a0<\/p>\n<p>A pesquisadora Ana Regina Barros R\u00eago Leal, da Rede Nacional de Combate \u00e0 Desinforma\u00e7\u00e3o, afirma que &#8220;coisas que historicamente, que na hist\u00f3ria das pandemias, nunca foram contestadas, passaram a ser contestadas nesse momento, sobretudo com um incremento muito maior. E houve uma apropria\u00e7\u00e3o e isso foi levado para dentro das pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma.\u00a0<\/p>\n<h2>Programa<\/h2>\n<p>Exibido \u00e0s segundas, \u00e0s 23h, o <em>Caminhos da Reportagem <\/em>tem hor\u00e1rio alternativo na madrugada para ter\u00e7a, \u00e0s 4h30. A produ\u00e7\u00e3o disponibiliza as <a href=\"http:\/\/tvbrasil.ebc.com.br\/caminhosdareportagem\" rel=\"noopener\">edi\u00e7\u00f5es especiais no site<\/a>\u00a0e no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/tvbrasil\" rel=\"noopener\">YouTube da emissora p\u00fablica<\/a>.<\/p>\n<p>As mat\u00e9rias anteriores tamb\u00e9m est\u00e3o no aplicativo\u00a0TV Brasil Play, dispon\u00edvel nas vers\u00f5es Android e iOS, e no site da <a href=\"http:\/\/\u00a0http:\/\/tvbrasilplay.com.br\">TV Brasil Play<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-03\/chegada-da-covid-19-ha-cinco-anos-e-tema-do-caminhos-da-reportagem\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco anos depois do in\u00edcio da pandemia que marcou o mundo, o programa Caminhos da Reportagem discute os efeitos que perduram at\u00e9 hoje e relembra a chegada da covid no Brasil e no exterior. 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