{"id":23614,"date":"2025-02-14T16:33:40","date_gmt":"2025-02-14T19:33:40","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2025\/02\/14\/desemprego-e-a-informalidade-de-pretos-e-pardos-estao-acima-da-media\/"},"modified":"2025-02-14T16:33:40","modified_gmt":"2025-02-14T19:33:40","slug":"desemprego-e-a-informalidade-de-pretos-e-pardos-estao-acima-da-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/desemprego-e-a-informalidade-de-pretos-e-pardos-estao-acima-da-media\/","title":{"rendered":"Desemprego e a informalidade de pretos e pardos est\u00e3o acima da m\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Pessoas pretas e pardas vivenciam mais o desemprego do que as brancas, al\u00e9m de receberem sal\u00e1rios menores e trabalharem mais na informalidade. A constata\u00e7\u00e3o faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, divulgada nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O levantamento aponta que, no quarto trimestre de 2024, a popula\u00e7\u00e3o branca registrou taxa de desemprego de 4,9%, abaixo do \u00edndice de 6,2% da m\u00e9dia nacional. Na outra ponta, pretos (7,5%) e pardos (7%) ficaram acima da m\u00e9dia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, essa desigualdade \u00e9 uma caracter\u00edstica estrutural do mercado de trabalho brasileiro, \u201cn\u00e3o apenas relacionada a esse trimestre\u201d.<\/p>\n<p>O estudo do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupa\u00e7\u00e3o, seja emprego com ou sem carteira assinada, tempor\u00e1rio e por conta pr\u00f3pria, por exemplo. S\u00e3o visitados 211 mil domic\u00edlios em todos os estados e no Distrito Federal.<\/p>\n<h2>Informalidade<\/h2>\n<p>A desigualdade por cor tamb\u00e9m \u00e9 percebida quando se analisa a taxa de informalidade, ou seja, a propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores que n\u00e3o t\u00eam garantidos direitos como f\u00e9rias, contribui\u00e7\u00e3o para a Previd\u00eancia Social e 13\u00ba sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Enquanto a taxa de informalidade do pa\u00eds no quarto trimestre de 2024 alcan\u00e7ou 38,6%, a dos pretos era 41,9%; e a dos pardos, 43,5%. O \u00edndice entre as pessoas brancas ficou abaixo da m\u00e9dia: 32,6%.<\/p>\n<p>O IBGE destaca que &#8211; entre os terceiro e quarto trimestres de 2024 &#8211; a taxa de informalidade caiu no pa\u00eds (de 38,8% para 38,6%) e entre os brancos (de 33,5% para 32,6%), mas ela se elevou entre pardos (43,2% para 43,5%) e pretos (41,8% para 41,9%). \u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u201cVale ressaltar essa diferen\u00e7a estrutural desse indicador no recorte de cor ou ra\u00e7a\u201d, frisa Beringuy.<\/p>\n<p>De acordo com o Censo 2022, os pardos respondem por 45,3% da popula\u00e7\u00e3o. Brancos s\u00e3o 43,5%; pretos, 10,2%; ind\u00edgenas, 0,6%; e amarelos, 0,4%.<\/p>\n<h2>Rendimentos<\/h2>\n<p>Quando se observa os sal\u00e1rios dos trabalhadores, o rendimento m\u00e9dio mensal do pa\u00eds alcan\u00e7a R$ 3.215 no \u00faltimo trimestre de 2024. \u00c9 mais um indicador que mostra os ocupados brancos acima da m\u00e9dia com R$ 4.153 mensais. O inverso acontece com pretos (R$ 2.403) e pardos (R$ 2.485).<\/p>\n<h2>Mulheres<\/h2>\n<p>A pesquisa do IBGE apresenta, ainda, dados de desigualdade de g\u00eanero. A desemprego entre os homens no \u00faltimo trimestre de 2024 ficou em 5,1%. J\u00e1 o das mulheres, 7,6%.<\/p>\n<p>O desequil\u00edbrio tamb\u00e9m \u00e9 percebido no valor recebido por homens e mulheres. Eles fecharam o \u00faltimo trimestre de 2024 com rendimento m\u00e9dio mensal de R$ 3.540, enquanto elas receberam R$ 2.783.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-02\/desemprego-e-informalidade-de-pretos-e-pardos-e-acima-da-media-do-pais\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas pretas e pardas vivenciam mais o desemprego do que as brancas, al\u00e9m de receberem sal\u00e1rios menores e trabalharem mais na informalidade. A constata\u00e7\u00e3o faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, divulgada nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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