{"id":23607,"date":"2025-02-14T16:23:26","date_gmt":"2025-02-14T19:23:26","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2025\/02\/14\/calor-extremo-no-rio-aumenta-mortalidade-diz-pesquisa-da-fiocruz\/"},"modified":"2025-02-14T16:23:26","modified_gmt":"2025-02-14T19:23:26","slug":"calor-extremo-no-rio-aumenta-mortalidade-diz-pesquisa-da-fiocruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/calor-extremo-no-rio-aumenta-mortalidade-diz-pesquisa-da-fiocruz\/","title":{"rendered":"Calor extremo no Rio aumenta mortalidade, diz pesquisa da Fiocruz"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Uma pesquisa da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica Sergio Arouca (Ensp\/Fiocruz) indica que as altas temperaturas no Rio de Janeiro est\u00e3o relacionadas com o aumento da mortalidade na capital fluminense. O calor extremo representa maior risco para idosos e pessoas com diabetes, hipertens\u00e3o, Alzheimer, insufici\u00eancia renal e infec\u00e7\u00f5es do trato urin\u00e1rio.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Os n\u00fameros foram analisados separadamente conforme a classifica\u00e7\u00e3o de N\u00edveis de Calor (NC) do protocolo da Prefeitura do Rio de Janeiro, lan\u00e7ado no ano passado. Os NC variam de 1 a 5 e indicam riscos e a\u00e7\u00f5es que devem ser tomadas em cada um deles.<\/p>\n<p>O registro de N\u00edvel de Calor 4, quando a temperatura \u00e9 maior que 40\u00b0C durante 4 horas ou mais, est\u00e1 relacionado com um aumento de 50% na mortalidade por doen\u00e7as como hipertens\u00e3o, diabetes e insufici\u00eancia renal entre idosos.<\/p>\n<p>\u201cEm N\u00edvel 5, de 2 horas com \u00cdndice de Calor igual ou acima de 44\u00b0C, esse mesmo aumento \u00e9 observado e \u00e9 agravado conforme o n\u00famero de horas aumenta. Portanto, o estudo confirma que, nesses n\u00edveis extremos definidos no protocolo, o risco \u00e0 sa\u00fade \u00e9 real\u201d, explica Jo\u00e3o Henrique de Araujo Morais, autor do estudo.<\/p>\n<p>Os resultados do estudo alertam para as consequ\u00eancias da emerg\u00eancia clim\u00e1tica e para a necessidade de que as cidades criem planos de adapta\u00e7\u00e3o ao calor.<\/p>\n<p>\u201cPopula\u00e7\u00f5es espec\u00edficas est\u00e3o em alto risco, como trabalhadores diretamente postos ao sol, popula\u00e7\u00f5es de rua, grupos mais vulner\u00e1veis (crian\u00e7as, idosos, pessoas com doen\u00e7as cr\u00f4nicas), e popula\u00e7\u00f5es que vivem nas chamadas Ilhas de Calor Urbano\u201d, diz Jo\u00e3o Henrique.<\/p>\n<p>\u201cEspera-se que a\u00e7\u00f5es tomadas no Protocolo de Calor do Munic\u00edpio do Rio, como disponibiliza\u00e7\u00e3o de pontos de hidrata\u00e7\u00e3o e resfriamento, adapta\u00e7\u00e3o de atividades de trabalho, comunica\u00e7\u00e3o constante com a popula\u00e7\u00e3o e suspens\u00e3o de atividades de risco em n\u00edveis mais cr\u00edticos sejam difundidas e adotadas tamb\u00e9m em outros munic\u00edpios, com o objetivo de proteger a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, sobretudo dos mais vulner\u00e1veis\u201d, complementa.<\/p>\n<h2>M\u00e9trica inovadora<\/h2>\n<p>A pesquisa criou uma m\u00e9trica para a exposi\u00e7\u00e3o ao calor e os riscos relacionados \u00e0 \u00c1rea de Exposi\u00e7\u00e3o ao Calor (AEC). Ela considera o tempo que uma pessoa fica exposta ao calor, algo que outras medidas, como temperatura m\u00e9dia ou sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica m\u00e9dia, n\u00e3o levam em conta.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, o tempo de exposi\u00e7\u00e3o ao calor intenso tem uma liga\u00e7\u00e3o importante com a mortalidade, especialmente entre as pessoas mais vulner\u00e1veis. Para os idosos, por exemplo, a exposi\u00e7\u00e3o a uma AEC de 64\u00baCh (graus-hora) aumenta em 50% o risco de morte por causas naturais. Com uma AEC de 91,2\u00b0Ch, o risco dobra.<\/p>\n<p>O estudo compara duas datas para mostrar como a AEC funciona. Em 12 de janeiro de 2020, o \u00edndice de calor foi de 32,69\u00b0C. Em 7 de outubro de 2023, foi de 32,51\u00b0C. Apesar de quase iguais, o calor durou mais tempo no segundo dia, resultando em uma AEC de 55,3\u00b0Ch. No primeiro dia, a AEC foi de 2,7\u00b0Ch, 20 vezes menor.<\/p>\n<p>\u201cAo considerar apenas medidas-resumo (m\u00e9dias ou m\u00e1ximas) podemos subestimar dias anormalmente quentes. A m\u00e9trica, por sua vez, consegue identificar isso e pode ser utilizada para defini\u00e7\u00e3o de protocolos similares ao desenvolvido aqui no Rio\u201d, explica o autor da pesquisa.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-02\/calor-extremo-no-rio-aumenta-mortalidade-diz-pesquisa-da-fiocruz\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica Sergio Arouca (Ensp\/Fiocruz) indica que as altas temperaturas no Rio de Janeiro est\u00e3o relacionadas com o aumento da mortalidade na capital fluminense. 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