{"id":22779,"date":"2025-02-05T22:00:41","date_gmt":"2025-02-06T01:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2025\/02\/05\/faturamento-do-setor-mineral-cresceu-91-em-2024\/"},"modified":"2025-02-05T22:00:41","modified_gmt":"2025-02-06T01:00:41","slug":"faturamento-do-setor-mineral-cresceu-91-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/faturamento-do-setor-mineral-cresceu-91-em-2024\/","title":{"rendered":"Faturamento do setor mineral cresceu 9,1% em 2024"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O faturamento do setor mineral brasileiro em 2024 foi de R$ 270,8 bilh\u00f5es. O montante representa uma alta de 9,1% na compara\u00e7\u00e3o com 2023. Os dados consolidados do \u00faltimo ano integram o balan\u00e7o que foi apresentado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (Ibram), que representa as maiores mineradoras que atuam no pa\u00eds.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>De acordo com o diretor-presidente do entidade, Raul Jungmann, o crescimento foi impulsionado pela valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar e tamb\u00e9m pelo faturamento com o min\u00e9rio de ferro, que registrou alta de 8,6% na compara\u00e7\u00e3o entre 2024 e 2023. O salto ocorreu mesmo em um cen\u00e1rio onde o pre\u00e7o da tonelada no mercado internacional caiu 9%.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s tivemos um aumento em termos de produ\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio ferro e, por conta disso, tivemos tamb\u00e9m um aumento em termos de faturamento&#8221;, disse Jungmann. \u00c9 a principal commodity do setor. No \u00faltimo ano, o min\u00e9rio de ferro representou 59,4% de todo o faturamento e 68,7% de todas as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os dados do Ibram tamb\u00e9m destacam avan\u00e7os no faturamento do cobre (25,2%) e do ouro (13,3%). Diferente do que ocorreu com o min\u00e9rio de ferro, a alta envolvendo esses dois minerais foi impulsionada por um crescimento dos pre\u00e7os no mercado internacional.<\/p>\n<p>Os dois principais estados mineradores do Brasil, Minas Gerais e Par\u00e1, responderam por 76% de todo o faturamento do setor. Os empreendimentos mineiros contribu\u00edram com R$ 108,3 bilh\u00f5es, enquanto os paraenses com R$ 97,6 bilh\u00f5es. Na sequ\u00eancia, fechando a lista dos cinco estados com melhor desempenho, aparecem S\u00e3o Paulo (R$ 10,3 bilh\u00f5es), Bahia (R$ 10,1 bilh\u00f5es) e Goi\u00e1s (R$ 9,6 bilh\u00f5es).\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Jungmann, a apari\u00e7\u00e3o dos paulistas na terceira posi\u00e7\u00e3o configura uma surpresa e foi impulsionada pelo faturamento com agregados da constru\u00e7\u00e3o civil, que teve demanda crescente em 2024.<\/p>\n<p>Outros dados divulgados pelo Ibram indicam uma alta de 8,6% na arrecada\u00e7\u00e3o da Compensa\u00e7\u00e3o Financeira pela Explora\u00e7\u00e3o de Recursos Minerais (CFEM), tributo conhecido como o royalty do min\u00e9rio. Saiu de R$ 6,9 bilh\u00e3o em 2023, passou para R$ 7,4 bilh\u00f5es em 2024.\u00a0<\/p>\n<p>A estimativa de investimentos calculada pelo Ibram para o pr\u00f3ximo quadri\u00eanio tamb\u00e9m subiu. A alta foi de 6%, saindo de R$ 64,5 bilh\u00f5es referente ao per\u00edodo entre 2024-2029 para R$ 68,4 bilh\u00f5es referente ao per\u00edodo entre 2025 e 2029. &#8220;Cresceu as estimativas de investimentos em termos de log\u00edstica, cresceu em termos de projetos relacionados ao ferro e cresceu tamb\u00e9m em termos socioambientais&#8221;, afirma Jungmann.<\/p>\n<h2>Balan\u00e7a comercial<\/h2>\n<p>De acordo com o Ibram, a balan\u00e7a comercial do setor mineral fechou com super\u00e1vit de R$ 34,95 bilh\u00f5es. O valor representaria 47% da <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-01\/balanca-comercial-tem-superavit-de-us-7455-bilhoes-em-2024\" rel=\"noopener\">balan\u00e7a comercial do pa\u00eds<\/a>. As exporta\u00e7\u00f5es saltaram 0,9%, saindo de R$ 43,04 bilh\u00f5es em 2023 para R$ 43,43 bilh\u00f5es em 2024. De outro lado, as importa\u00e7\u00f5es recuaram 23,1%. fechando o ano passado em R$ 8,48 bilh\u00f5es. Em 2023, havia sido R$ 11,02 bilh\u00f5es. Raul Jungmann considera que a alta do d\u00f3lar e a escalada da guerra entre Ucr\u00e2nia e R\u00fassia em 2022 influenciaram os n\u00fameros das importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Em decorr\u00eancia do conflito, houve muita antecipa\u00e7\u00e3o de compras nos \u00faltimos anos, que efetivamente n\u00e3o se repetiram em 2024. Houve uma maior precau\u00e7\u00e3o, as empresas fizeram estoques, particularmente no que diz respeito ao pot\u00e1ssio, fosfato, carv\u00e3o, por exemplo, que s\u00e3o os principais itens de importa\u00e7\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o brasileira e tamb\u00e9m de outros setores que os utilizam como insumos&#8221;.<\/p>\n<p>O diretor-presidente do Ibram disse acreditar que a posse do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, ter\u00e1 pouco impacto para o setor no Brasil. Ele comentou sobre a postura assumida pelo governo do pa\u00eds norte-americano <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2025-02\/guerra-comercial-de-trump-tera-reflexos-no-brasil-dizem-economistas\" rel=\"noopener\">envolvendo a taxa\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es<\/a>. &#8220;Hoje, 80% das nossas exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o dirigidas para a \u00c1sia e particularmente para a China. Ent\u00e3o, isso j\u00e1 reduz de certa forma o impacto caso o governo dos Estados Unidos tome esta dire\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, mesmo que venha um tarifa\u00e7o, precisamos entender se alcan\u00e7ar\u00e1 o Brasil e se ser\u00e1 geral ou se ser\u00e1 seletivo, afetando apenas sobre alguns produtos&#8221;, disse.<\/p>\n<h2>Minerais cr\u00edticos<\/h2>\n<p>Jungmann avaliou que mesmo os neg\u00f3cios envolvendo minerais cr\u00edticos n\u00e3o devem ser afetados. Os minerais cr\u00edticos ou minerais de transi\u00e7\u00e3o s\u00e3o aqueles cuja disponibilidade atual \u00e9 limitada e a explora\u00e7\u00e3o tem sido considerada cada vez mais necess\u00e1ria para assegurar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, j\u00e1 que s\u00e3o essenciais para a fabrica\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as e equipamentos associados \u00e0 ideia de energia verde. Por exemplo, h\u00e1 demanda por cobre nas usinas e\u00f3licas, por sil\u00edcio para os pain\u00e9is fotovoltaicos, por n\u00edquel e l\u00edtio para as baterias. Essa demanda j\u00e1 tem resultado em aumento de produ\u00e7\u00e3o, bem como em conflitos nas frentes explorat\u00f3rias, segundo indicou no ano passado <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-09\/relatorio-indica-conflitos-envolvendo-transicao-energetica-e-mineracao\" rel=\"noopener\">um levantamento<\/a> produzido por pesquisadores de diferentes universidades federais.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s est\u00e1vamos fazendo parcerias e j\u00e1 conversando de forma avan\u00e7ada com os Estados Unidos, tendo em vista a quest\u00e3o clim\u00e1tica. Agora, pelos primeiros sinais da administra\u00e7\u00e3o Trump, estamos percebendo que muda a dire\u00e7\u00e3o, mas o interesse em minerais cr\u00edticos continua, por\u00e9m com foco na defesa e na inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, onde eles tamb\u00e9m s\u00e3o essenciais&#8221;, disse Jungmann. Ele avaliou tamb\u00e9m que, independente dos Estados Unidos, a quest\u00e3o clim\u00e1tica seguir\u00e1 sendo uma pauta para os governos europeus.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje n\u00e3o h\u00e1 nenhuma possibilidade de superarmos a emerg\u00eancia energ\u00e9tica e passar para uma sociedade neutra sem os minerais. Sem eles, n\u00e3o tem baterias, n\u00e3o tem carros el\u00e9tricos, n\u00e3o tem placas fotovoltaicas. O petr\u00f3leo s\u00f3 fala para tr\u00e1s, porque ele \u00e9 f\u00f3ssil, enquanto que n\u00f3s falamos para frente. Na transi\u00e7\u00e3o, a minera\u00e7\u00e3o \u00e9 absolutamente fundamental&#8221;, avalia.<\/p>\n<h2>Imposto Seletivo<\/h2>\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o de 2024, o Ibram voltou a criticar o <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-05\/mineradoras-registram-alta-no-1o-trimestre-e-criticam-imposto-seletivo\" rel=\"noopener\">Imposto Seletivo<\/a>, que tem por princ\u00edpio a seletividade, isto \u00e9, usa a tributa\u00e7\u00e3o para desencorajar o consumo de bens selecionados. Os alvos geralmente s\u00e3o produtos que causam preju\u00edzo \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente. Ele j\u00e1 \u00e9 adotado por outras na\u00e7\u00f5es e ganhou o apelidado em ingl\u00eas por Sin Tax (imposto do pecado, em tradu\u00e7\u00e3o literal).<\/p>\n<p>No Brasil, o Imposto Seletivo \u00e9 um dos novos tributos previstos na reforma tribut\u00e1ria aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional e regulamentada em lei sancionada pelo presidente Lula no m\u00eas passado. <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-01\/entenda-principais-mudancas-da-reforma-tributaria\" rel=\"noopener\">Foi aprovada<\/a> sua incid\u00eancia sobre bens minerais, al\u00e9m de bebidas a\u00e7ucaradas e alco\u00f3licas, jogos de azar, embarca\u00e7\u00f5es e aeronaves, produtos fum\u00edgenos (cigarros e relacionados) e ve\u00edculos. Havia um dispositivo no texto afastando o Imposto Seletivo de commodities da minera\u00e7\u00e3o destinadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Lula, no entanto, vetou esse trecho.<\/p>\n<p>Ainda ser\u00e1 necess\u00e1ria a aprova\u00e7\u00e3o de um <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-02\/reforma-do-ir-e-supersalarios-sao-prioridades-de-haddad-no-congresso\" rel=\"noopener\">novo projeto de lei<\/a> que regulamente especificamente o novo tributo, no qual ser\u00e3o definidas as al\u00edquotas e outros detalhes. De acordo com Jungmann, o Ibram entende que a tributa\u00e7\u00e3o sobre exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 inconstitucional e espera que o Congresso derrube o veto de Lula.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s vamos lutar com todas as nossas for\u00e7as para suprimir isso. Foi uma luta enorme no ano passado e n\u00f3s conseguimos que o texto final retirasse a incid\u00eancia sobre a exporta\u00e7\u00e3o. O imposto sobre exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 um erro em termos empresariais, \u00e9 um erro em termos pol\u00edticos, \u00e9 um erro em termos de Brasil e \u00e9 um erro em termos constitucionais. Nos causou muita surpresa o aval da \u00e1rea jur\u00eddica do Minist\u00e9rio da Fazenda para esse veto. Vamos lutar para que a gente consiga os votos necess\u00e1rios para derrub\u00e1-lo. A gente espera que isso seja poss\u00edvel. Mas se necess\u00e1rio for, n\u00f3s vamos judicializar essa quest\u00e3o, tenha certeza disso&#8221;, finalizou Jungmann.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><br \/>\n            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-02\/faturamento-do-setor-mineral-cresceu-91-em-2024\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O faturamento do setor mineral brasileiro em 2024 foi de R$ 270,8 bilh\u00f5es. O montante representa uma alta de 9,1% na compara\u00e7\u00e3o com 2023. 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