{"id":22254,"date":"2025-01-30T23:36:34","date_gmt":"2025-01-31T02:36:34","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2025\/01\/30\/ministro-do-trabalho-critica-politica-de-aumento-da-selic\/"},"modified":"2025-01-30T23:36:34","modified_gmt":"2025-01-31T02:36:34","slug":"ministro-do-trabalho-critica-politica-de-aumento-da-selic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/ministro-do-trabalho-critica-politica-de-aumento-da-selic\/","title":{"rendered":"Ministro do Trabalho critica pol\u00edtica de aumento da Selic"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a criticar a pol\u00edtica do Banco Central (BC) de aumento na taxa b\u00e1sica de juros da economia, a Selic. Na avalia\u00e7\u00e3o do ministro, o controle da infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser feito apenas com aumento na taxa de juros, com consequente restri\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito e contra\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m pelo aumento da produ\u00e7\u00e3o.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Nesta quarta-feira (29), o <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-01\/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1325-ao-ano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) aumentou mais uma vez os juros<\/a>, por unanimidade, em 1 ponto percentual, para 13,25% ao ano. A eleva\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-12\/ata-do-copom-indica-mais-duas-altas-de-1-ponto-percentual-na-selic\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">havia sido anunciada na reuni\u00e3o de dezembro<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cO combate a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00e1 apenas pela restri\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito e aumento de juros, mas se d\u00e1 tamb\u00e9m pelo aumento da produ\u00e7\u00e3o para poder controlar a infla\u00e7\u00e3o a partir da oferta e n\u00e3o pela restri\u00e7\u00e3o\u201d, avaliou nesta quinta-feira (30) Marinho durante coletiva para apresentar o resultado da gera\u00e7\u00e3o de empregos no Brasil, que fechou o ano de 2024 com saldo positivo de 1.693.673 empregos formais.<\/p>\n<p>Essa foi a quarta alta seguida da Selic. A taxa est\u00e1 no maior n\u00edvel desde setembro de 2023, fixada em 13,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contra\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica monet\u00e1ria. Entre os argumentos do BC para justificar a alta, apontou a alta recente do d\u00f3lar e as incertezas em torno da infla\u00e7\u00e3o e da economia global.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 evidente que tem que considerar os impactos do governo norte-americano, o impacto internacional. Mas \u00e9 preciso observar tamb\u00e9m como os setores da economia brasileira t\u00eam que se comportar, olhando as oportunidades da economia brasileira e da capacidade de consumo do povo brasileiro, em mantendo a empregabilidade e o sal\u00e1rio crescente\u201d, afirmou o ministro.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;O sal\u00e1rio no Brasil ainda \u00e9 muito baixo, por mais que tenha empres\u00e1rio que ache que o sal\u00e1rio est\u00e1 alto, na minha opini\u00e3o, os sal\u00e1rios no Brasil s\u00e3o baixos, e h\u00e1 espa\u00e7o para continuar crescendo sem gerar impacto inflacion\u00e1rio&#8221;, defendeu.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia brasileira, o Copom manteve an\u00e1lises anteriores de que est\u00e1 aquecida, com a infla\u00e7\u00e3o cheia e os n\u00facleos &#8211; medida que exclui pre\u00e7os mais vol\u00e1teis, como alimentos e energia &#8211; acima da meta de infla\u00e7\u00e3o, e que as incertezas sobre os gastos p\u00fablicos provocaram perturba\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os dos ativos.<\/p>\n<p>O comit\u00ea argumenta ainda que \u201csegue acompanhando com aten\u00e7\u00e3o como os desenvolvimentos da pol\u00edtica fiscal impactam a pol\u00edtica monet\u00e1ria e os ativos financeiros e que a percep\u00e7\u00e3o dos agentes do mercado financeiro sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da d\u00edvida segue impactando os pre\u00e7os de ativos e as expectativas dos agentes\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO mercado tem que assumir responsabilidade de olhar a economia brasileira, que \u00e9 uma economia saud\u00e1vel. O Brasil n\u00e3o est\u00e1 em dificuldade de garantir os seus compromissos e, portanto, n\u00e3o h\u00e1 por que ter essa histeria dessa necessidade de aumentar os juros nesse patamar\u201d, criticou Marinho. &#8220;Espero que o chamado mercado assuma responsabilidade de ajustar as coisas e de n\u00e3o for\u00e7ar a barra, como for\u00e7ou no final do ano, na especula\u00e7\u00e3o que elevou o valor do d\u00f3lar&#8221;, emendou.<\/p>\n<p>Na reuni\u00e3o desta quarta-feira, o Copom confirmou que elevar\u00e1 a Selic em 1 ponto percentual na reuni\u00e3o de mar\u00e7o, mas n\u00e3o informou se as altas continuar\u00e3o na reuni\u00e3o de maio, apenas que observar\u00e1 a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cContinuarei cr\u00edtico a essa decis\u00e3o e n\u00e3o entendo porque j\u00e1 h\u00e1 um novo contrato para novo aumento dos juros. \u00c9 um absurdo. \u00c9 preciso que a dire\u00e7\u00e3o do Banco Central avalie e reavalie a possibilidade de n\u00e3o executar esse aumento de mais um ponto nos juros do Brasil\u201d, disse.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do ministro, os sucessivos aumentos na Selic imp\u00f5em duras restri\u00e7\u00f5es \u00e0 atividade produtiva, em raz\u00e3o do encarecimento do cr\u00e9dito e tamb\u00e9m ao or\u00e7amento p\u00fablico. Segundo ele, alguns setores, como o da constru\u00e7\u00e3o civil, avaliam que a din\u00e2mica dos juros n\u00e3o vai impactar tanto a atividade ao longo do ano, porque a maioria dos contratos j\u00e1 est\u00e1 assinada e tem que ser executados. A percep\u00e7\u00e3o sobre o impacto negativo do aumento dos juros na economia evolui para 2026.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cPara este ano est\u00e1 contratado e ser\u00e1 executado, mas ao manter essa pol\u00edtica de juros isso vai impactar os contratos de 2026. Acho que a dire\u00e7\u00e3o do Banco Central tem que ter essa responsabilidade sobre o papel que os juros t\u00eam. Ele [os juros] traz um papel dram\u00e1tico no or\u00e7amento p\u00fablico, porque ele encarece as despesas e inibe investimentos. Mesmo empresas que, inicialmente, anunciaram investimentos, elas podem postergar se a taxa de juros continuar crescente\u201d, observou.<\/p>\n<p>\u201cO presidente [do Banco Central Grabriel] Gal\u00edpolo e sua diretoria v\u00e3o ter que assumir responsabilidades e trabalhar para n\u00e3o entrar na mesma rotina de aumento de juros que v\u00e3o sangrar e sacrificar o or\u00e7amento p\u00fablico\u201d, defendeu o ministro.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-01\/ministro-do-trabalho-critica-politica-de-aumento-da-selic\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a criticar a pol\u00edtica do Banco Central (BC) de aumento na taxa b\u00e1sica de juros da economia, a Selic. 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