{"id":21951,"date":"2025-01-28T09:36:00","date_gmt":"2025-01-28T12:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2025\/01\/28\/demanda-por-mao-de-obra-segue-aquecida-na-construcao-civil\/"},"modified":"2025-01-28T09:36:00","modified_gmt":"2025-01-28T12:36:00","slug":"demanda-por-mao-de-obra-segue-aquecida-na-construcao-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/demanda-por-mao-de-obra-segue-aquecida-na-construcao-civil\/","title":{"rendered":"Demanda por m\u00e3o de obra segue aquecida na constru\u00e7\u00e3o civil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Balan\u00e7o das ind\u00fastrias de constru\u00e7\u00e3o civil indicou 2024 como um ano em que a m\u00e3o de obra foi fator decisivo para o aumento de custos no setor. Esses custos acumularam crescimento de 6,54% no ano passado, segundo o Sinduscon-SP, sindicato patronal das empresas paulistas. O\u00a0destaque foi\u00a0o aumento nos gastos com trabalhadores\u00a0que, segundo a entidade, acumularam aumentos de 8,56%, enquanto materiais e equipamentos aumentaram 5,34% e servi\u00e7os tiveram acr\u00e9scimos de 3,66%. O Custo Unit\u00e1rio B\u00e1sico (CUB)\u00a0representativo da constru\u00e7\u00e3o paulista (R8-N) ficou em R$ 2.039,53 por metro quadrado em dezembro. Em 2023 o aumento acumulado foi de 3,49%.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>A expectativa para 2025 \u00e9 de novas eleva\u00e7\u00f5es, pois tanto o custo de m\u00e3o de obra quanto a press\u00e3o com o aumento de pre\u00e7os s\u00e3o considerados como certos pelo empresariado. Para materiais e equipamentos a press\u00e3o inflacion\u00e1ria vir\u00e1 da manuten\u00e7\u00e3o de taxas de juros elevadas, que tamb\u00e9m dificulta a tomada de cr\u00e9dito para a compra de im\u00f3veis, e no aumento de custos de materiais tabelados internacionalmente, como o a\u00e7o, que tem seu pre\u00e7o fixado em d\u00f3lar e demanda crescente em todo o mundo.\u00a0<\/p>\n<p>A quest\u00e3o trabalhista, por sua vez, tem dois fatores maiores de press\u00e3o: a carreira n\u00e3o consegue atrair jovens e h\u00e1 dificuldade para garantir a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica adequada. O piso da categoria, para a fun\u00e7\u00e3o de servente, varia entre o sal\u00e1rio m\u00ednimo e um sal\u00e1rio m\u00ednimo e meio, sendo alta a incid\u00eancia de contratos por produtividade no setor, medida criticada pelo sindicato dos trabalhadores.<\/p>\n<p>\u201cTais pagamentos n\u00e3o s\u00e3o formalizados no holerite (contracheque) e, mais grave, n\u00e3o t\u00eam o devido recolhimento de FGTS e INSS, o que configura pr\u00e1tica ilegal. O Sindicato dos Trabalhadores nas Ind\u00fastrias da Constru\u00e7\u00e3o Civil (Sintracon-SP) reconhece que a falta de m\u00e3o de obra qualificada contribui para que os empregadores recorram a esses pagamentos extras. Contudo, \u00e9 importante ressaltar que esses valores n\u00e3o t\u00eam respaldo legal, o que dificulta a fiscaliza\u00e7\u00e3o e prejudica os direitos dos trabalhadores\u201d, informou o sindicato por meio de nota \u00e0 Ag\u00eancia Brasil. Segundo os representantes, o aumento do custo de m\u00e3o de obra n\u00e3o tem se traduzido em valoriza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, e \u201ca valoriza\u00e7\u00e3o real da categoria deve ocorrer com a garantia de direitos e cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista\u201d.<\/p>\n<p>Para David Fratel, coordenador do grupo de trabalho de Recursos Humanos do Sinduscon-SP, o segmento enfrenta falta de m\u00e3o de obra e um problema de envelhecimento cr\u00f4nico, com a idade m\u00e9dia dos trabalhadores em\u00a042 anos, quando a produtividade come\u00e7a a cair, justamente em um momento de demanda elevada.<\/p>\n<p>Isso se agrava com a dificuldade de atrair trabalhadores que est\u00e3o ingressando no mercado e n\u00e3o querem investir em forma\u00e7\u00e3o para tentar posi\u00e7\u00f5es como pedreiro e carpinteiro, que podem oferecer ganhos acima de R$ 10 mil, ainda que nas modalidades de contrato criticadas pelo sindicato dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Uma alternativa, informou Fratel, vir\u00e1 por meio\u00a0do f\u00f3rum permanente de negocia\u00e7\u00f5es das entidades, do qual se espera um plano de carreira e sal\u00e1rios padronizado ainda neste ano. \u201cA constru\u00e7\u00e3o civil est\u00e1 mudando para se adaptar a esse jovem, inovando e dando estabilidade aos trabalhadores, para se adaptar e atra\u00ed-lo&#8221;,\u00a0explicou o gestor. Entre as iniciativas est\u00e3o cursos em parceria com o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), j\u00e1 realizados pelas construtoras, e uma parceria com a Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, que levar\u00e1 cursos profissionalizantes para o ensino m\u00e9dio da rede p\u00fablica e tem previs\u00e3o de formaliza\u00e7\u00e3o este ano, completou.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-01\/demanda-por-mao-de-obra-segue-aquecida-na-construcao-civil\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Balan\u00e7o das ind\u00fastrias de constru\u00e7\u00e3o civil indicou 2024 como um ano em que a m\u00e3o de obra foi fator decisivo para o aumento de custos no setor. 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