{"id":18318,"date":"2024-12-04T20:34:13","date_gmt":"2024-12-04T23:34:13","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2024\/12\/04\/estudo-aponta-potencial-e-desafios-para-o-etnoturismo-na-amazonia\/"},"modified":"2024-12-04T20:34:13","modified_gmt":"2024-12-04T23:34:13","slug":"estudo-aponta-potencial-e-desafios-para-o-etnoturismo-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/estudo-aponta-potencial-e-desafios-para-o-etnoturismo-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Estudo aponta potencial e desafios para o etnoturismo na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O potencial e os desafios da visita\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel em territ\u00f3rios ind\u00edgenas foram apresentados nesta quarta-feira (4), durante o lan\u00e7amento do Diagn\u00f3stico do Etnoturismo na Amaz\u00f4nia Legal, no munic\u00edpio de Feij\u00f3, no Acre. O estudo foi lan\u00e7ado em uma cerim\u00f4nia na Terra Ind\u00edgena Katukuna Kaxinaw\u00e1, do povo Shanenawa e foi desenvolvido pelo Instituto Sama\u00fama a pedido do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC).<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio de Economia Verde, Descarboniza\u00e7\u00e3o e Bioind\u00fastria, Rodrigo Rollemberg, os dados gerados pelo diagnostico servir\u00e3o de base cient\u00edfica na estrutura\u00e7\u00e3o da cadeia de servi\u00e7os de turismo de base comunit\u00e1ria nos Territ\u00f3rios Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Legal. \u201cA partir dos contatos realizados e das informa\u00e7\u00f5es sistematizadas ser\u00e3o estruturadas visitas t\u00e9cnicas com protocolos adequados, para dar suporte ao desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas, boas pr\u00e1ticas e poss\u00edvel estrutura\u00e7\u00e3o de Rotas de Etnoturismo\u201d, explica.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador-geral de Cadeias Produtivas da Amaz\u00f4nia, do MDIC, Jo\u00e3o Francisco Maria, a estrutura\u00e7\u00e3o dessas rotas possibilita\u00a0o desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o de forma sustent\u00e1vel e justa. \u201cA condi\u00e7\u00e3o para essa cadeia existir \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o ambiental, ent\u00e3o, a gente v\u00ea nesse potencial econ\u00f4mico, dentro do grande guarda-chuva que \u00e9 a bioeconomia, a possibilidade de conciliar preserva\u00e7\u00e3o com desenvolvimento. Al\u00e9m disso, \u00e9 um modelo muito mais distributivo, um morador faz uma hospedaria, outro um restaurante comunit\u00e1rio, outro vira guia. Ent\u00e3o, assim, \u00e9 um turismo que beneficia toda a comunidade\u201d, diz.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=407766:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/oyeIy410KLb8IXJyKyOtmX1Rq_M%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/12\/04\/whatsapp_image_2024-12-04_at_19.16.35.jpeg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Feij\u00f3 (AC), 04\/12\/2024 - Jo\u00e3o Francisco Maria, do MDIC, participa do lan\u00e7amento do Diagn\u00f3stico do Etnoturismo na Amaz\u00f4nia Legal, Aldeia Shinenawa, na Terra Ind\u00edgena Katukina Kaxinaw\u00e1. Foto: Alyton Sotero\/Instituto Sama\u00fama\" title=\"Alyton Sotero\/Instituto Sama\u00fama\"\/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/oyeIy410KLb8IXJyKyOtmX1Rq_M%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/12\/04\/whatsapp_image_2024-12-04_at_19.16.35.jpeg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Feij\u00f3 (AC), 04\/12\/2024 - Jo\u00e3o Francisco Maria, do MDIC, participa do lan\u00e7amento do Diagn\u00f3stico do Etnoturismo na Amaz\u00f4nia Legal, Aldeia Shinenawa, na Terra Ind\u00edgena Katukina Kaxinaw\u00e1. Foto: Alyton Sotero\/Instituto Sama\u00fama\" title=\"Alyton Sotero\/Instituto Sama\u00fama\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=407766 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=407766-->Feij\u00f3 (AC), 04\/12\/2024 &#8211; Para Jo\u00e3o Francisco Maria, estrutura\u00e7\u00e3o dessas rotas possibilita\u00a0o desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o- <strong>Alyton Sotero\/Instituto Sama\u00fama<\/strong><!--END copyright=407766--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Visitas<\/h2>\n<p>Com nove estados de dimens\u00f5es diversas e centenas de etnias que ocupam 23% do seu territ\u00f3rio, a Amaz\u00f4nia Legal tem vivenciado um crescente movimento de visitantes interessados em conhecer a cultura, alimenta\u00e7\u00e3o, rituais dos povos e as belezas naturais das Terras Ind\u00edgenas. Uma estimativa do Instituto Sama\u00fama, com base em dados de \u00f3rg\u00e3os oficiais, aponta um aumento de 30% no n\u00famero de visitantes interessados no etnoturismo no per\u00edodo entre 2018 e 2023, sendo 60% deste p\u00fablico brasileiro.<\/p>\n<p>A partir dessa demanda, a equipe do Instituto Sama\u00fama estudou 14 iniciativas de turismo em Terras Ind\u00edgenas presentes em cinco dos nove estados da Amaz\u00f4nia Legal, de 23 etnias. A partir de visitas de campo e de um relat\u00f3rio com 150 perguntas analisou os resultados alcan\u00e7ados pelos povos que j\u00e1 recebem visitantes em seus territ\u00f3rios e geram renda a partir do turismo em suas comunidades.<\/p>\n<p>Segundo a l\u00edder da equipe de diagn\u00f3stico do Instituto Sama\u00fama, Lana Rosa, o estudo chegou a uma diversidade de cen\u00e1rios para o desenvolvimento da cadeia de servi\u00e7o na regi\u00e3o, com iniciativas que constituem a base da economia de povos inteiros e outras que ainda t\u00eam no turismo de base comunit\u00e1ria uma forma de complementa\u00e7\u00e3o de renda dos integrantes de um determinado territ\u00f3rio. Em comum, entre os potenciais, est\u00e3o a voca\u00e7\u00e3o. \u201cO turismo acontece naturalmente dentro das comunidades em diversos aspectos. O da hospitalidade; os atrativos, que s\u00e3o muitos; a quest\u00e3o cultural \u00e9 um atrativo, a alimenta\u00e7\u00e3o; a natureza. Ent\u00e3o, muitas fases do turismo acontecem de forma muito fluida dentro dos territ\u00f3rios\u201d, diz.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=407765:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/56tnR-qjIbRSGNky0K1I33NTHwg%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/12\/04\/whatsapp_image_2024-12-04_at_19.16.02.jpeg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Feij\u00f3 (AC), 04\/12\/2024 - Lana Rosa, do Instituto Sama\u00fama, participa do lan\u00e7amento do Diagn\u00f3stico do Etnoturismo na Amaz\u00f4nia Legal, Aldeia Shinenawa, na Terra Ind\u00edgena Katukina Kaxinaw\u00e1. Foto: Alyton Sotero\/Instituto Sama\u00fama\" title=\"Alyton Sotero\/Instituto Sama\u00fama\"\/><br \/>\n        <img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/56tnR-qjIbRSGNky0K1I33NTHwg%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/12\/04\/whatsapp_image_2024-12-04_at_19.16.02.jpeg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Feij\u00f3 (AC), 04\/12\/2024 - Lana Rosa, do Instituto Sama\u00fama, participa do lan\u00e7amento do Diagn\u00f3stico do Etnoturismo na Amaz\u00f4nia Legal, Aldeia Shinenawa, na Terra Ind\u00edgena Katukina Kaxinaw\u00e1. Foto: Alyton Sotero\/Instituto Sama\u00fama\" title=\"Alyton Sotero\/Instituto Sama\u00fama\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=407765 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=407765-->Feij\u00f3 (AC), 04\/12\/2024 &#8211; Lana Rosa diz que\u00a0o estudo chegou a uma diversidade de cen\u00e1rios para o desenvolvimento da cadeia de servi\u00e7o na regi\u00e3o\u00a0&#8211; <strong>Alyton Sotero\/Instituto Sama\u00fama<\/strong><!--END copyright=407765--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos desafios, Lana apontou a dificuldade dos povos ind\u00edgenas em tratar o turismo como um neg\u00f3cio. \u201cA gente identificou que a gest\u00e3o administrativa e financeira \u00e9 um gargalo para essas comunidades. Tanto pela dist\u00e2ncia dos territ\u00f3rios para as cidades, a dificuldade de acesso a banco, a dificuldade de acesso \u00e0 pr\u00f3pria internet, de ter um acompanhamento de um contador, de uma assessoria jur\u00eddica\u201d, explica.<\/p>\n<h2>Boas pr\u00e1ticas<\/h2>\n<p>Lana explica que o turismo de base comunit\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 um setor do turismo como o etnoturismo, ou o turismo cultural, por exemplo, e sim um modelo de gest\u00e3o. Por essa raz\u00e3o, o estudo tamb\u00e9m resultou em um <em>Guia de Boas Pr\u00e1ticas<\/em>. \u201cEnt\u00e3o, a gente decidiu trabalhar com esse aspecto de empreendimento, de olhar para essas iniciativas de turismo de base comunit\u00e1ria como neg\u00f3cios comunit\u00e1rios, como pequenos empreendimentos, e trazer algumas orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para que essas comunidades se empoderem mais desses aspectos de gest\u00e3o em si\u201d<\/p>\n<p>O manual foi estruturado em tr\u00eas passos de instru\u00e7\u00f5es para orientar as iniciativas. O primeiro, re\u00fane orienta\u00e7\u00f5es sobre como realizar um diagnostico para uma iniciativa de turismo de base comunit\u00e1ria em terra ind\u00edgena e trata sobre identifica\u00e7\u00e3o dos potenciais e avalia\u00e7\u00e3o de infraestrutura, por exemplo. O segundo passo trata sobre transpar\u00eancia e consentimento da comunidade; e o terceiro passo orienta sobre a constru\u00e7\u00e3o de um plano de visita\u00e7\u00e3o em si.<\/p>\n<h2>Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/h2>\n<p>Durante o lan\u00e7amento, a representante do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Elisa Calcaterra, avaliou de forma positiva\u00a0a iniciativa do governo brasileiro de estruturar a cadeia produtiva no pa\u00eds. \u201c\u00c9 importante para as comunidades que recebem os turistas, \u00e9 importante para a floresta, para a conserva\u00e7\u00e3o do ecossistema, \u00e9 importante tamb\u00e9m para o Brasil inteiro experimentar esta troca de conhecimento com outros pa\u00edses, tamb\u00e9m com turistas que chegam aqui com respeito \u00e0s comunidades e \u00e0 natureza para conhecer e compartilhar experi\u00eancias\u201d, conclui.<\/p>\n<p><em>*A rep\u00f3rter viajou a convite do Instituto Sama\u00fama e do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os<\/em><\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-12\/estudo-aponta-potencial-e-desafios-para-o-etnoturismo-na-amazonia\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O potencial e os desafios da visita\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel em territ\u00f3rios ind\u00edgenas foram apresentados nesta quarta-feira (4), durante o lan\u00e7amento do Diagn\u00f3stico do Etnoturismo na Amaz\u00f4nia Legal, no munic\u00edpio de Feij\u00f3, no Acre. O estudo foi lan\u00e7ado em uma cerim\u00f4nia na Terra Ind\u00edgena Katukuna Kaxinaw\u00e1, do povo Shanenawa e foi desenvolvido pelo Instituto Sama\u00fama a pedido [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18319,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_mbp_banners":[],"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-18318","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-economia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7Eq1F-4Ls","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/guialimeira.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/whatsapp_image_2024-12-04_at_19.24.51.jpeg?fit=1600%2C800&ssl=1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18318"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18318\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}