{"id":17181,"date":"2024-11-18T11:02:44","date_gmt":"2024-11-18T14:02:44","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2024\/11\/18\/jornada-6x1-divide-entidades-de-trabalhadores-e-patronais\/"},"modified":"2024-11-18T11:02:44","modified_gmt":"2024-11-18T14:02:44","slug":"jornada-6x1-divide-entidades-de-trabalhadores-e-patronais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/jornada-6x1-divide-entidades-de-trabalhadores-e-patronais\/","title":{"rendered":"Jornada 6&#215;1 divide entidades de trabalhadores e patronais"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A extin\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho 6&#215;1 (seis dias de trabalho contra um de folga), proposta pelo Movimento Vida Al\u00e9m do Trabalho, colocou em lados opostos entidades ligadas aos trabalhadores e aquelas representativas dos empregadores. Entre v\u00e1rios pontos antag\u00f4nicos, enquanto de um lado, as primeiras defendem os temas de melhoria na qualidade de vida, as associa\u00e7\u00f5es patronais acreditam que a medida reduziria a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de postos de trabalho.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>A iniciativa tomou conta dos debates nesta semana com a formaliza\u00e7\u00e3o da proposta de emenda constitucional (PEC), apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), na C\u00e2mara dos Deputados. A <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0consultou tr\u00eas entidades de cada lado do assunto. Veja a seguir os principais argumentos de cada uma.<\/p>\n<p><strong>A favor<\/strong><\/p>\n<p>Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) \u2013 \u201cA CUT reafirma seu compromisso hist\u00f3rico em defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras, contra todas as amea\u00e7as de retirada de direitos, contra a redu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento para as pol\u00edticas p\u00fablicas e em defesa do fim da escala de trabalho semanal de 6&#215;1 sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e sem a retirada de direitos de redu\u00e7\u00e3o da jornada j\u00e1 conquistadas por algumas categorias por meio da negocia\u00e7\u00e3o coletiva. O crescimento e o desenvolvimento do pa\u00eds somente ser\u00e3o poss\u00edveis com distribui\u00e7\u00e3o de renda, com pol\u00edticas permanentes de prote\u00e7\u00e3o social e de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, com redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e com o povo brasileiro no or\u00e7amento p\u00fablico.\u201d<\/p>\n<p>Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos de Metal\u00fargiocos da Cut-SP \u2013 \u201cNa base da FEM-CUT\/SP, diversos exemplos de redu\u00e7\u00e3o de jornada mostram que este \u00e9 um caminho acertado. Acordos que reduzem a jornada semanal para 40 horas e o fim da escala 6\u00d71 j\u00e1 s\u00e3o uma realidade e n\u00e3o prejudicaram as empresas. Os metal\u00fargicos do ABC, Sorocaba e Pindamonhangaba s\u00e3o provas disso, como acordos exemplares que trazem grandes benef\u00edcios para a categoria e para as f\u00e1bricas\u201d.<\/p>\n<p>Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores (UGT)\u00a0\u2013 \u201cA jornada 6&#215;1 n\u00e3o apenas desgasta fisicamente, mas tamb\u00e9m priva os trabalhadores de momentos essenciais com a fam\u00edlia e amigos, atividades de lazer e oportunidades de desenvolvimento pessoal,\u00a0como investir na qualifica\u00e7\u00e3o profissional. Essa desconex\u00e3o constante do conv\u00edvio social e familiar pode gerar estresse e problemas de sa\u00fade mental. Para a Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores (UGT), lutar pelo fim da jornada 6&#215;1 \u00e9 uma prioridade, pois sabemos que a sa\u00fade mental e o bem-estar n\u00e3o s\u00e3o apenas direitos, mas fatores que beneficiam toda a sociedade.\u201d<\/p>\n<h2>Contra a proposta<\/h2>\n<p>Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do estado de S\u00e3o Paulo (Fecom\u00e9cio-SP) \u00a0\u2013 \u201cProposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) n\u00e3o tem levado em conta um elemento importante nesse debate: que a imensa maioria de empregadores do pa\u00eds \u00e9 formada por empresas de pequeno e m\u00e9dio porte (PMEs) que, se por um lado s\u00e3o as que mais geram postos de trabalho, por outro n\u00e3o teriam condi\u00e7\u00f5es de reduzir a jornada dos seus funcion\u00e1rios sem uma redu\u00e7\u00e3o salarial proporcional. Dessa forma, os efeitos econ\u00f4micos seriam significativos, com potencial de inviabilizar um grande n\u00famero desses neg\u00f3cios.\u201d<\/p>\n<p>Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp)\u00a0\u2013 \u201cA Constitui\u00e7\u00e3o brasileira, em seu artigo 7\u00ba, estabelece que a jornada do trabalho normal n\u00e3o deve ser superior a 44 horas semanais. Nada impede que por meio de negocia\u00e7\u00e3o as partes cheguem a jornadas diferentes. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) indicam que, em termos pr\u00e1ticos, no segundo trimestre deste ano, os brasileiros trabalharam em m\u00e9dia 39,2 horas por semana. A Fiesp defende que o caminho adequado para estabelecer uma jornada de trabalho inferior \u00e0s 44 horas semanais s\u00e3o os acordos coletivos firmados entre empregadores e empregados, como prev\u00ea a Constitui\u00e7\u00e3o. Somente a negocia\u00e7\u00e3o direta \u00e9 capaz de contemplar as especificidades de cada setor, considerando fatores como o contexto local, porte das empresas e demanda dos trabalhadores, e garantir a sustentabilidade econ\u00f4mica dos segmentos produtivos. Por isso, devemos buscar o fortalecimento das negocia\u00e7\u00f5es coletivas.\u00a0<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo &#8211; \u201cA Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo entende que \u00e9 um retrocesso e teremos um problema muito s\u00e9rio. Por duas raz\u00f5es: a primeira \u00e9 porque pode colocar em risco o emprego do funcion\u00e1rio, j\u00e1 que ao adot\u00e1-la a empresa ter\u00e1 um custo maior e vai precisar modificar seu custeio de uma maneira geral. Por outro lado, se a empresa aceitar esse custo adicional que o empres\u00e1rio vai carregar, isso ser\u00e1 necessariamente repassado ao pre\u00e7o do produto final. Imagine um funcion\u00e1rio comprando um quilo de arroz, com esse custo adicional, o que era dez ser\u00e1 12. Ao final, quem pagar\u00e1 a conta ser\u00e1 o pr\u00f3prio trabalhador. \u00c9 um momento para se esquecer um projeto desta natureza\u201d.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-11\/jornada-6x1-divide-entidades-de-trabalhadores-e-patronais\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A extin\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho 6&#215;1 (seis dias de trabalho contra um de folga), proposta pelo Movimento Vida Al\u00e9m do Trabalho, colocou em lados opostos entidades ligadas aos trabalhadores e aquelas representativas dos empregadores. 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