{"id":16246,"date":"2024-11-04T20:42:55","date_gmt":"2024-11-04T23:42:55","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2024\/11\/04\/mais-de-145-milhao-de-familias-assumiram-dividas-nos-ultimos-anos\/"},"modified":"2024-11-04T20:42:55","modified_gmt":"2024-11-04T23:42:55","slug":"mais-de-145-milhao-de-familias-assumiram-dividas-nos-ultimos-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/mais-de-145-milhao-de-familias-assumiram-dividas-nos-ultimos-anos\/","title":{"rendered":"Mais de 1,45 milh\u00e3o de fam\u00edlias assumiram d\u00edvidas nos \u00faltimos anos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Estudo feito\u00a0pela Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (FecomercioSP) aponta que\u00a077% das fam\u00edlias t\u00eam alguma d\u00edvida, como conta sem pagar e\u00a0financiamento\u00a0imobili\u00e1rio, o que significa que 1,45 milh\u00e3o de fam\u00edlias a\u00a0mais assumiram d\u00edvidas nos \u00faltimos dois anos. Segundo a pesquisa, 29% das fam\u00edlias t\u00eam contas em atraso e 13% disseram n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es ou perspectivas de quitar os d\u00e9bitos.\u00a0<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>A pesquisa ouviu 18 mil fam\u00edlias em 27 capitais em julho.\u00a0Mais da\u00a0metade das\u00a0fam\u00edlias endividadas (52%) vivem\u00a0nos estados do Sudeste.<\/p>\n<p>As capitais com maior quantidade de fam\u00edlias endividadas s\u00e3o: S\u00e3o Paulo (2.888.081), Rio de Janeiro (2.028.143), Distrito Federal (765.823), Belo Horizonte (744.993)\u00a0e Fortaleza (712.465).<\/p>\n<p>Em termos de porcentagem Porto Alegre e Vit\u00f3ria,\u00a0tem registro de 91% das fam\u00edlias nessa situa\u00e7\u00e3o. Em\u00a0Belo Horizonte, Boa Vista e Curitiba, o percentual \u00e9 de\u00a090% e em Fortaleza, 88%.\u00a0J\u00e1 Campo Grande e\u00a0Salvador (66%), Goi\u00e2nia e\u00a0Macap\u00e1 (68%) e Bel\u00e9m (69%) apresentam percentuais menores.\u00a0<\/p>\n<p>O percentual de fam\u00edlias endividadas cresceu em quatro capitais em 2024 na compara\u00e7\u00e3o com 2022.\u00a0O aumento ocorreu em\u00a0Teresina (de 61% para 86%), Jo\u00e3o Pessoa (78% para 87%), Porto Velho (72% para 84%) e Fortaleza (71% para 88%). Houve queda\u00a0em Rio Branco (89% para 77%), S\u00e3o Paulo (75% para 68%) e Curitiba (95% para 90%) no mesmo per\u00edodo analisado.<\/p>\n<p>Em nota, a FecomercioSP explica que as diferen\u00e7as entre as capitais est\u00e3o relacionadas \u00e0s\u00a0&#8220;condi\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas de cada estado e regi\u00e3o, em que indicadores como infla\u00e7\u00e3o, juros e renda familiar criam circunst\u00e2ncias distintas pelo pa\u00eds, e quanto maior o n\u00famero de fam\u00edlias convivendo com d\u00edvidas mais caro fica o cr\u00e9dito no mercado, elevando, como consequ\u00eancia, o risco de inadimpl\u00eancia, principalmente em um cen\u00e1rio de juros altos ou infla\u00e7\u00e3o pressionando o consumo&#8221;.<\/p>\n<p>Na nota t\u00e9cnica,\u00a0a Fecomercio afirma\u00a0&#8220;mesmo que esse endividamento represente mais acesso da popula\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito e aumento do consumo, tamb\u00e9m traz riscos: se mal gerido, pode levar \u00e0 inadimpl\u00eancia e \u00e0 exclus\u00e3o no mercado. Por isso, \u00e9 fundamental equilibrar o incentivo ao consumo com medidas que protejam o or\u00e7amento das fam\u00edlias, especialmente as mais vulner\u00e1veis&#8221;.<\/p>\n<p>Para o economista F\u00e1bio Pina, assessor da FecomercioSP, o grau de endividamento est\u00e1 um pouco acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica, por\u00e9m aponta que os\u00a0dados de emprego indicam boas condi\u00e7\u00f5es de renda e um mercado de trabalho aquecido, o que pode permitir \u00e0s fam\u00edlias reorganizarem as contas.\u00a0&#8220;Eu n\u00e3o antevejo um solavanco, eu antevejo uma desacelera\u00e7\u00e3o da economia gradual no ano que vem. Isso d\u00e1 tempo em tese de voc\u00ea fazer v\u00e1rios ajustes, voc\u00ea faz no mercado privado e d\u00e1 tempo para o governo fazer ajustes onde ele precisa fazer&#8221;, explica.\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-11\/mais-de-145-milhao-de-familias-assumiram-dividas-nos-ultimos-anos\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo feito\u00a0pela Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (FecomercioSP) aponta que\u00a077% das fam\u00edlias t\u00eam alguma d\u00edvida, como conta sem pagar e\u00a0financiamento\u00a0imobili\u00e1rio, o que significa que 1,45 milh\u00e3o de fam\u00edlias a\u00a0mais assumiram d\u00edvidas nos \u00faltimos dois anos. 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