{"id":13378,"date":"2024-08-31T16:57:55","date_gmt":"2024-08-31T19:57:55","guid":{"rendered":"https:\/\/guialimeira.com.br\/2024\/08\/31\/de-hobby-apos-assalto-ao-ouro-carol-moura-no-topo-do-parataekwondo\/"},"modified":"2024-08-31T16:57:55","modified_gmt":"2024-08-31T19:57:55","slug":"de-hobby-apos-assalto-ao-ouro-carol-moura-no-topo-do-parataekwondo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guialimeira.com.br\/news\/de-hobby-apos-assalto-ao-ouro-carol-moura-no-topo-do-parataekwondo\/","title":{"rendered":"De hobby ap\u00f3s assalto ao ouro: Carol Moura no topo do parataekwondo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Um dia ap\u00f3s conquistar a medalha de ouro na categoria at\u00e9 65 quilos (kg) do taekwondo na Paralimp\u00edada de Paris, Ana Carolina Moura estava praticamente sem voz &#8211; e n\u00e3o tinha nada a ver com comemora\u00e7\u00e3o. Neste s\u00e1bado (31), a mineira se juntou \u00e0 torcida pela paranaense D\u00e9bora Menezes, da categoria acima de 65 kg, no Grand Palais, onde ocorrem as disputas da modalidade.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=696&#038;ssl=1\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Na sexta-feira (30), al\u00e9m das pr\u00f3prias lutas, ela se empenhou em apoiar a paraibana Silvana Fernandes (bronze na categoria at\u00e9 57 kg) e o paulista Nathan Torquato (superado na semifinal da categoria at\u00e9 63 kg e que ficou fora da briga pelo terceiro lugar devido a uma entorse no joelho no combate anterior).<\/p>\n<p>&#8220;Sou uma boa atleta, mas uma excelente torcedora. Sou a hist\u00e9rica [risos]&#8221;, brincou a primeira campe\u00e3 paral\u00edmpica do Brasil em Paris, em entrevista \u00e0 <strong>EBC<\/strong> na Casa Brasil Paral\u00edmpico, em Saint-Ouen, cidade vizinha \u00e0 capital francesa.<\/p>\n<p>Carol, como \u00e9 chamada, desembarcou na Fran\u00e7a como candidata a p\u00f3dio. Atual campe\u00e3 mundial, ela ocupava o segundo lugar do ranking da World Taekwondo, a federa\u00e7\u00e3o internacional da modalidade. Na trajet\u00f3ria at\u00e9 o ouro, obtido em sua estreia paral\u00edmpica, a mineira, primeiro, venceu a grega Christina Gkentzou.<\/p>\n<p>Na semifinal, superou com facilidade a camaronesa Marie Antoinnette Dassi. A luta pelo t\u00edtulo foi contra a francesa Djelika Diallo. Apesar da grande torcida favor\u00e1vel \u00e0 advers\u00e1ria no Grand Palais, a brasileira resistiu \u00e0 press\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Claro que a gente sabe que pode n\u00e3o vir, mas o trabalho \u00e9 pela douradinha. Fico muito satisfeita de ter vindo da forma como a gente trabalhou&#8221;, comemorou a lutadora, que nasceu com m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o no antebra\u00e7o direito e iniciou no esporte para autodefesa, ap\u00f3s ter sido assaltada e perdido um colar dado pela tia.<\/p>\n<p>&#8220;Comecei como hobby. Tive uma les\u00e3o [ligamento do joelho] com tr\u00eas meses de treino, fiquei fora do tatame por um ano. Assim que pude pisar [no ch\u00e3o] de novo, que o m\u00e9dico liberou, j\u00e1 estava de novo no tatame&#8221;, recordou Carol, que saiu da Casa Brasil correndo direto para o Grand Palais, onde acompanhou a reta final das lutas de D\u00e9bora Menezes com a pouca voz que ainda lhe restava.<\/p>\n<h2>Sangue no olho<\/h2>\n<p>Bicampe\u00e3 mundial da categoria at\u00e9 57 kg, Silvana Fernandes era candidata \u00e0 medalha de ouro. A paraibana estreou com uma vit\u00f3ria dram\u00e1tica sobre Palesha Goverdhan, do Nepal. Na semifinal, apesar de muito equil\u00edbrio, ela n\u00e3o resistiu \u00e0 chinesa Yujie Li (que levou o ouro). J\u00e1 na disputa pelo bronze, a brasileira n\u00e3o tomou conhecimento da cazaque Kamilya Dosmalova para assegurar o terceiro lugar.<\/p>\n<p>&#8220;A gente chega com um objetivo, mas tem que entender que, \u00e0s vezes, [as coisas] n\u00e3o funcionam como a gente quer. A semifinal foi acirrada, n\u00e3o deu, mas prometi a mim mesma que n\u00e3o sairia sem medalha. Voltei com sangue no olho e consegui o bronze&#8221;, descreveu Silvana, que tem m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o cong\u00eanita no bra\u00e7o direito e chegou a ser atleta do lan\u00e7amento de dardo antes de migrar para o taekwondo em 2018.<\/p>\n<p>Com a medalha de bronze no peito, igualando o resultado da Paralimp\u00edada de T\u00f3quio, no Jap\u00e3o, em 2021, a paraibana j\u00e1 pensa na vaga para os Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8220;Como sou l\u00edder do ranking mundial, tenho pontos que podem ajudar a me garantir em Los Angeles. Ser\u00e3o quatro anos de prepara\u00e7\u00e3o e escolhendo bem as competi\u00e7\u00f5es que disputar, para conseguir essa medalha [de ouro] em 2028&#8221;, concluiu Silvana.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2024-08\/de-hobby-apos-assalto-ao-ouro-carol-moura-no-topo-do-parataekwondo\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dia ap\u00f3s conquistar a medalha de ouro na categoria at\u00e9 65 quilos (kg) do taekwondo na Paralimp\u00edada de Paris, Ana Carolina Moura estava praticamente sem voz &#8211; e n\u00e3o tinha nada a ver com comemora\u00e7\u00e3o. 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