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Anvisa decide neste domingo se aprova uso emergencial de vacinas

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Fachada do edif√≠cio sede da Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa).

A Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa) realiza, neste domingo (16), em Bras√≠lia, reuni√£o extraordin√°ria de sua diretoria colegiada, formada por cinco integrantes, para analisar os pedidos de autoriza√ß√£o tempor√°ria de uso emergencial de duas vacinas contra a covid-19.

A reuni√£o come√ßa √†s 10h, tem previs√£o de cinco horas de dura√ß√£o e ser√° transmitida ao vivo pela Empresa Brasil de Comunica√ß√£o (EBC) e pelos canais digitais da ag√™ncia. 

Estão na pauta da Anvisa os processos do imunizante Coronavac, fabricado e desenvolvido pelo Instituto Butantan, em conjunto com a farmacêutica chinesa Sinovac; e o da vacina da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, em parceria com o laboratório AstraZeneca.

Somados, os pedidos se referem a seis milh√Ķes de doses da Coronavac e outros dois milh√Ķes de doses da vacina da Astrazeneca/Oxford.  

Segundo comunicado da Anvisa, os pedidos ser√£o analisados de forma separada e a decis√£o de aprovar o uso emergencial ou n√£o ser√° tomada por maioria simples, ou seja, de cinco diretores, tr√™s votos a favor ou contra definir√£o o resultado. 

Apresentação

Ap√≥s a abertura da reuni√£o, tr√™s √°reas t√©cnicas da Anvisa far√£o uma apresenta√ß√£o: √°rea de medicamentos, que avalia os estudos cl√≠nicos e de efic√°cia e seguran√ßa; a √°rea de certifica√ß√£o de boas pr√°ticas de fabrica√ß√£o, que verifica se os locais de fabrica√ß√£o da vacina t√™m condi√ß√Ķes adequadas; e a √°rea de monitoramento de eventos adversos, que monitora e investiga depois da vacina√ß√£o se as pessoas tiveram alguma rea√ß√£o √† vacina.

De acordo com o painel da Anvisa que atualiza o andamento dos pedidos, atualizado por volta das 16h deste s√°bado (16), a Coronavac tinha 62,12% da documenta√ß√£o analisada, restando 37,86%. J√° a vacina da AastraZeneca/Oxford, em parceria com a Friocruz, aparecia com 85,12% de an√°lise conclu√≠da, restando ainda 14,88% de documenta√ß√£o a ser examinada.

Terminada a apresentação das áreas técnicas, a diretora-relatora dos dois processos, Meiruze Freitas, passará a ler o voto. Em seguida, cada um dos demais diretores vota concordando ou discordando do voto da relatora. São eles: Antonio Barra (diretor-presidente), Cristiane Jourdan, Romison Mota e Alex Campos.

Resultado da votação

Na sequ√™ncia, o resultado da vota√ß√£o √© anunciado pelo diretor-presidente da Anvisa. A decis√£o passa a valer a partir do momento em que houver comunica√ß√£o oficial aos laborat√≥rios que fizeram o pedido. O resultado tamb√©m √© publicado no portal da Anvisa e n√£o precisa de publica√ß√£o no Di√°rio Oficial da Uni√£o para entrar em vigor.

Na √ļltima semana, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Sa√ļde, Eduardo Pazuello, informaram que a vacina√ß√£o deve ter in√≠cio ainda em janeiro, para um p√ļblico priorit√°rio formado por profissionais de sa√ļde que atuam na linha de frente da pandemia, idosos e ind√≠genas. A data, no entanto, ainda n√£o foi definida, e depender√° da log√≠stica pr√©via de distribui√ß√£o dos imunizantes para centros de vacina√ß√£o em todo o pa√≠s, o que levar√° alguns dias, al√©m do detalhamento sobre o p√ļblico-alvo nesta primeira fase.

O governo disp√Ķe, neste momento, de seis milh√Ķes de doses da Coronavac,  armazenadas no Instituto Butantan, em S√£o Paulo. Outros dois milh√Ķes de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford, que podem ser importadas da √ćndia nos pr√≥ximos dias, ter√£o a entrega atrasada, de acordo com o Minist√©rio das Rela√ß√Ķes Exteriores.    

Edição: Kleber Sampaio