Home Saúde Servidores participam de capacitação sobre febre maculosa

Servidores participam de capacitação sobre febre maculosa

195
0

A febre maculosa foi o tema de uma capacitação realizada nesta terça-feira (8) pela Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria de Saúde. A iniciativa ocorreu em dois turnos, manhã e tarde, reunindo cerca de 200 servidores da prefeitura, entre agentes comunitários de saúde, enfermeiros e técnicos de enfermagem, na sede da Secretaria de Educação.

Apesar da ausência de casos confirmados da doença no município desde janeiro, a chefe da Divisão de Controle de Zoonoses, Pedrina Aparecida Rodrigues Costa, destacou que a capacitação visa preparar esses profissionais para orientar os munícipes sobre todos os aspectos que envolvem a febre maculosa, desde a prevenção até o diagnóstico. “Nesta época do ano a população fica mais suscetível a entrar em contato com o carrapato estrela, que é o principal vetor da doença”, frisou. No ano passado, foram registrados oito casos na cidade, incluindo quatro óbitos.

A bióloga da Divisão, Daniela Coelho Terossi, esclareceu que a febre maculosa é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, e se não diagnosticada a tempo, pode levar à morte. “A taxa de letalidade é de 53,44%”, afirmou. A transmissão dessa bactéria ocorre pela picada do carrapato infectado, do gênero Amblyomma sculpitum, popularmente conhecido como carrapato estrela.

Os animais silvestres são os principais hospedeiros do carrapato, no entanto, Daniela observou que os parasitas também podem ser encontrados em animais domésticos, como cães, gatos e cavalos. O homem pode tornar-se hospedeiro acidental do carrapato. Para que a transmissão da febre maculosa ocorra, a bióloga observa que o parasita precisa ficar em contato com a pele da pessoa pelo menos durante seis horas.

Como medida preventiva, Daniela recomenda que a população evite áreas de risco, ou seja, aquelas com incidência de capivara – considerado o principal amplificador da febre maculosa. “Todas as áreas de risco do município possuem placas de alerta”, ressaltou. Caso exista a necessidade de circular por esses locais, ela indica o uso de roupas longas e claras para facilitar a visualização do animal, mantendo a calça dentro das meias. “É importante também vistoriar o corpo a cada duas ou três horas”, disse. Quanto aos animais domésticos, ela orienta a colocação de coleiras carrapaticidas ou de produtos do gênero.

A chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Amélia Maria P. da Silva, falou aos presentes sobre os sintomas da doença: febre acima de 39º e calafrios de início súbito; dor de cabeça intensa; náuseas e vômitos; diarreia e dor abdominal; dor muscular constante; inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés; e gangrena nos dedos e orelhas. “Esses sintomas podem aparecer de 2 a 14 dias após a picada do carrapato”, esclareceu.

A identificação precoce da febre maculosa, conforme Amélia, é essencial para evitar as formas graves da doença, sendo que o tratamento é feito com antibióticos específicos. Porém, ela observa que o diagnóstico nos estágios iniciais é dificultado em razão de os sintomas se parecerem com outras enfermidades, como dengue, leptospirose, sarampo, entre outras. “Por esse motivo, é fundamental que o profissional de saúde pesquise o histórico do paciente, se esteve em áreas de risco ou se foi picado por carrapato nos últimos 15 dias”, destacou. O diagnóstico é confirmado por meio de sorologia para febre maculosa, sendo necessário duas coletas de sangue, com intervalo de 15 dias.