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Grupo de Trabalho segue com ações de controle da dengue em Limeira

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Neste ano, foram registrados no município 968 casos de dengue e um de chikungunya, conforme balanço divulgado na última sexta-feira (13), pela Divisão de Vigilância Epidemiológica.

O Grupo de Trabalho da Dengue da Prefeitura de Limeira reuniu-se nesta quarta-feira (18), no Paço Municipal (Edifício Prada), para avaliar o quadro epidemiológico do Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika e chikungunya, bem como discutir o andamento dos trabalhos de controle e prevenção do mosquito. Neste ano, foram registrados no município 968 casos de dengue e um de chikungunya, conforme balanço divulgado na última sexta-feira (13), pela Divisão de Vigilância Epidemiológica.
A reunião foi coordenada pelo diretor de Vigilância em Saúde da prefeitura, Alexandre Ferrari. Ele salientou que o aumento dos registros de dengue em Limeira segue a tendência nacional, em razão da circulação do vírus do tipo 2. Conforme Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, foram registrados até 24 de agosto, 1.439.471 casos de dengue no país. No mesmo período de 2018, foram registrados 205.791 casos da doença.
Apesar do quadro de epidemia em Limeira, Ferrari destacou a ausência de ocorrências graves e de óbitos. De acordo com o mesmo boletim, há 591 mortes em todo país, sendo que outras 486 estão em investigação. Os estados com maior número de óbitos em investigação são Minas Gerais (117) e São Paulo (90). “Ao contrário de outros municípios paulistas, Limeira conseguiu evitar mortes. Isso mostra que a rede de saúde agiu prontamente na identificação de casos suspeitos e no tratamento dos pacientes”, frisou.
A chefe da Divisão de Controle de Zoonoses, Pedrina Aparecida Rodrigues Costa, alertou que o vírus do tipo 2 da dengue ainda não chegou “com força” na região e que novos casos são esperados com a aproximação do verão. “Há risco de uma nova epidemia em todo o Estado de São Paulo, por esse motivo, precisamos dar continuidade à intensificação dos trabalhos de controle e prevenção. Porém, a população precisa se conscientizar da importância de eliminar os criadouros, vistoriando o próprio imóvel pelo menos dez minutos por semana”, comentou.
No encontro, houve agendamento das próximas ações coercitivas para entrada e limpeza compulsória de imóveis que oferecem risco à saúde pública, e ainda, aprovação de uma nova rodada de capacitação de servidores municipais que atuam como “síndicos” dos prédios públicos. Também foi definida a estratégia do mutirão contra o Aedes aegypti deste sábado (21), na região do bairro Ouro Verde, durante o “Prefeito no Bairro”. Além de visitas aos imóveis, a Divisão de Controle de Zoonoses montará estandes na Rua Antônio Jorge Loureiro, esquina com a Rua Onésimo Simões Silva, para orientar os munícipes sobre dengue e escorpiões. 
Participaram da reunião, a chefe da Divisão de Vigilância Sanitária, Renata Martins, a chefe do Setor de Proteção Básica do Ceprosom, Elis Costa da Silva, a diretora de Jornalismo da Secretaria de Comunicação Social, Kelly Camargo, a chefe de Divisão de Saúde Básica, Helenise Adriana Bortolin, o chefe da Divisão de Fiscalização de Posturas, Antonio Carlos Donatti Junior, o supervisor de fiscalização do Departamento de Licenciamento e Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura, Fábio Leandro Ferraz Peixoto, o diretor-geral da Ouvidoria, José Luis Bueno, e o chefe de Divisão da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, Maurício da Cunha.