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Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua é lembrado em evento do Ceprosom

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O Centro de Promoção Social Municipal de Limeira promoveu terça-feira (20) um evento para marcar o “Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua”. A iniciativa ocorreu no Centro POP, que é o serviço de referência da prefeitura para o atendimento especializado a essas pessoas. Houve um café da manhã, seguido da exibição do documentário “Habita-me se em ti transito”, de Claudia Rangel e Guilherme Landim (2014).

Segundo a coordenadora do Centro POP, Joice Campos, a data foi instituída para relembrar o atentado contra dez moradores de rua na Praça da Sé, na região central de São Paulo, que na segunda-feira (19), completou 11 anos. “Nosso objetivo é propor uma reflexão sobre o universo das pessoas em situação de rua, que devem ter direitos respeitados e oportunidades para buscar outras formas de viver”, frisou.

O Censo da População de Rua, elaborado pelo Ceprosom no ano passado, levantou a existência de 186 pessoas nessas condições em Limeira. A maior parte é de homens, de 18 a 39 anos. “O resultado dessa pesquisa mostra que há cada vez mais jovens vivendo em situação de rua, com o agravante da dependência química”, comentou Joice.

Dentro desse contexto, Joice destaca o trabalho multidisciplinar mantido pelo Ceprosom, que abrange o Centro POP, a Casa de Convivência, o Centro de Acolhida e o serviço de Abordagem Social, com abordagens realizadas durante o dia e à noite, principalmente no inverno.

No Centro POP, que funciona na Rua Aldo Ciarrochi, 461, no Jd. Ibirapuera, as pessoas em situação de rua contam com encaminhamento para serviços de saúde e emissão de documentos, local para tomar banho e guardar objetos pessoais. Usuário do serviço há menos de um mês, J. O., de 59 anos, conta que está em situação de rua há exatos 27 dias. Os motivos, ele revela, foram a perda do emprego e problemas familiares, incluindo o falecimento da esposa há pouco mais de dois anos.

Com longa experiência como motorista de caminhões pesados, entre eles guincho, caminhão-tanque e carretas, ele diz que espera conseguir um emprego para retomar a vida. Enquanto isso, ele agradece o apoio da equipe do Centro POP e do Centro de Acolhida – onde encontra abrigo no período da noite. “Procuro encarar essa situação como um aprendizado e uma lição de vida”, relatou.

Serviço:

O telefone do Centro de Acolhida é 3446-8333, que atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. À noite e aos fins de semana, a população pode solicitar atendimento por meio da Defesa Civil (199) ou da Guarda Civil Municipal (153).

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