Figura popular de Limeira, “Luizinho Pipoqueiro” morre aos 87 anos

Figura popular de Limeira, “Luizinho Pipoqueiro” morre aos 87 anos

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Figura histórica e das mais populares de Limeira, Luiz Benedicto Bueno, de 87 anos, conhecido como “Luizinho Pipoqueiro”, faleceu na manhã desta quarta-feira no Hospital Santa Casa de Limeira, onde se encontrava internado havia dois dias. Ele apresentou mal estar e estava debilitado clinicamente, segundo informou Fabiana Balestra de Carvalho Ferreira, enfermeira responsável do Recanto dos Idosos Nossa Senhora do Rosário, onde Luizinho residia na condição de abrigado havia cerca de 11 anos.

O corpo de Luizinho será velado a partir do início da tarde desta quarta-feira na capela do recanto (Rua Alfredo João Sthalberg, 450, Jardim Santo André) e será sepultado às 16h30 no Cemitério Parque. Ele era viúvo de Maria de Lourdes Macedo e não deixa filhos. O prefeito Mario Botion emitiu uma nota de pesar a respeito do falecimento da figura histórica de Limeira.

Luizinho tornou-se popular e muito conhecido na cidade pelo fato de ter trabalhado como pipoqueiro durante pouco mais de 50 anos na praça Toledo Barros. Seu ponto era próximo à banca de jornais do “seo Chico”, em frente a agência do Banco do Brasil (antiga Caixa Econômica Estadual). Ele herdou a profissão da mãe, dona Hirmantina, também pipoqueira, e que marcou época na cidade – especialmente em alguns pontos da região central.

Sãopaulino fanático, “Luizinho Pipoqueiro” não perdia um jogo do seu time. Ele mantinha o hábito de ouvir os jogos em um aparelho de rádio “montado” no seu carrinho de pipoca. “Quando o São Paulo estava ganhando, ele chegava até a distribuir pipoca gratuitamente”, conta o historiador José Heflinger Júnior, o “Toco”. “Mas quando o time estava perdendo, fechava a cara e chegava a rejeitar clientes naquele momento”, emenda Toco.

O fanatismo pelo futebol e pelo São Paulo foi levado para o asilo. “Ele adorava futebol e o seu time. Escutava todos os jogos em seu rádio de pilha e depois relatava tudo o que havia ocorrido aos seus companheiros”, conta a enfermeira Fabiana. “Seus amigos aqui estão muito tristes com o falecimento”, diz.

Além do futebol, Luizinho era um contador de história. Sua atuação como pipoqueiro por mais de meio século na principal praça da cidade fez com que ele se tornasse um conhecedor de fatos ocorridos em Limeira, ouvidos da sua clientela e de amigos. “Ele adorava contar histórias da época que trabalhava”, confirma a enfermeira.

Natural de Limeira, ele se mudou para o asilo com a esposa em 2008. A companheira, porém, faleceu algum tempo depois. No asilo, mantinha uma rotina diária voltada para ouvir rádio e de muita conversa com colegas. Sem familiares próximos, recebia constantemente a visita de amigos com quem lembrava e compartilhava histórias da cidade. “Era uma pessoa muito querida”, finaliza a enfermeira. “Marcou época”, conclui Toco.

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