Home Saúde Campanha terá testes para detectar HIV e Sífilis

Campanha terá testes para detectar HIV e Sífilis

735
0

A Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria de Saúde, inicia na próxima semana a campanha Fique Sabendo 2018 – voltada à prevenção e diagnóstico de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Equipes do Serviço Especializado em Moléstias Infectocontagiosas de Limeira (Semil) farão testagem de HIV e sífilis em centros de convivência, grupos de terceira idade e no Centro de Ressocialização.

 

Segundo o secretário de Saúde, Vitor Santos, as ações visam facilitar o acesso à saúde e ao diagnóstico precoce dessas doenças, a fim de interromper o ciclo de transmissão. O ponto alto da campanha será no dia 1° de dezembro – Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Haverá testagem rápida de HIV e sífilis na Praça Toledo Barros, das 9h às 12h. Na ocasião, a população também poderá aferir a pressão arterial e fazer exame de glicemia.

 

As atividades terão continuidade em dezembro, período nacional de conscientização e enfrentamento do HIV/Aids e outras ISTs, denominado pelo Ministério da Saúde como “Dezembro Vermelho”.

 

Imunodeficiência

 

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. O vírus ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo das doenças. É na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV. Esse período varia de três a seis semanas. A gerente do Semil, Melissa Gachet Sugshi, esclarece que os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. “Por isso, a maioria dos casos passa despercebida”, alertou. Ao longo do tempo, podem surgir outros sintomas, como diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

 

As principais formas de contágio são, sexo vaginal sem camisinha, sexo anal sem camisinha, sexo oral sem camisinha, uso de seringa por mais de uma pessoa, contato com sangue contaminado ou por meio de instrumentos não esterilizados que furam ou cortam. Portanto, a prevenção inclui o uso de preservativos, o não compartilhamento de instrumentos perfurocortantes e a ausência de contato com sangue contaminado.

 

O HIV, assim como a sífilis, podem ser transmitidos da mãe para o bebê durante a gestação, a chamada “transmissão vertical”. “É fundamental que as gestantes façam o pré-natal e os exames necessários para detectar as ISTs e iniciar o tratamento o quanto antes”, salientou Melissa. Todo o medicamento para tratamento da doença está disponível na rede pública municipal.

 

Sífilis

Causada pela bactéria Treponema palliduma sífilis apresenta quatro estágios de evolução, primário, secundário, latente e terciário. Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre sete a 20 dias após o sexo desprotegido. Melissa destaca que essas feridas e ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. “Mesmo sem tratamento, os sintomas podem desaparecer, mas a pessoa continua doente”, frisou.

 

Na fase secundária, os sinais da doença ressurgem entre seis semanas e seis meses após as manifestações iniciais. Podem ocorrer manchas no corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, febre, mal-estar, dor de cabeça, ínguas e queda de cabelo. “Após algum tempo, as manchas também desaparecem, dando a falsa ideia de melhora”, comentou Melissa.

 

A doença pode ficar estacionada por meses ou anos (fase latente), até o momento em que surgem complicações graves (fase terciária), como cegueira, paralisia, problemas cardíacos e lesões neurológicas, cutâneas e ósseas, podendo, inclusive, levar à morte.

 

O tratamento, de acordo com Melissa, é totalmente gratuito e também está disponível na rede. Porém, durante o período de tratamento ou logo após o diagnóstico da sífilis, são necessários alguns cuidados como: o parceiro ou parceira deve fazer o teste da doença – e em caso positivo, iniciar o tratamento, evitar o contato íntimo sem camisinha e fazer o teste de HIV, considerando-se o alto risco de o paciente também estar infectado com esse vírus.

 

Mesmo após o tratamento, o paciente pode voltar a pegar sífilis, caso tenha contato íntimo com outro parceiro contaminado. “Por esse motivo, é importante usar sempre a camisinha, tanto para evitar uma nova contaminação da sífilis como de outras doenças sexualmente transmissíveis”, disse Melissa.

Serviço:

O Semil é o centro de referência do município para HIV/AIDS, sífilis e hepatites virais. A sede do Semil fica na Rua Sergipe, 906, Vila Cláudia. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira das 7h30 às 16h30. Os exames devem ser agendados pelos telefones 3442-4796 / 3444-2020.